Geraldo Alckmin escolhe o Maranhão para iníciar sua pré-campanha á presidente

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB), escolheu o Maranhão para ser o primeiro estado nordestino que irá visitar.

O tucano participará de dois eventos na capital maranhense nesta fase de pré-campanha, ambos no dia 5 de maio.

Primeiro, o pré-candidato participará, às 8h30, da inauguração da sede do Diretório Estadual do PSDB, localizada na Praia da Ponta d’Areia; Em seguida, às 10h30, Geraldo dirige-se para o Centro de Convenções do Multicenter Sebrae para encontro com lideranças do PSDB local, quando são esperadas dezenas de caravanas vindas de todas as regiões do estado.

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país.

“Nos deixa não só mais animados no projeto que temos para o Maranhão, mas sobretudo orgulhosos em receber o governador Geraldo Alckmin aqui no nosso estado, na nossa capital São Luis. Ao escolher o Maranhão como primeiro estado nordestino para visitar na condição de pré-candidato a presidente da República, Geraldo dá uma clara demonstração de que, uma vez eleito, o Maranhão terá um tratamento de destaque pelo governo federal, o que é muito importante para alcançarmos um outro patamar de desenvolvimento”, disse Roberto, que é pré-candidato a governador.

Os tucanos maranhenses não apenas querem recepcionar o presidenciável do 45 no estado, mas fazer da visita do Geraldo Alckmin um dos maiores atos políticos do PSDB, no país, nesta fase pré-campanha a presidente da República.

Compartilhar

Sarney e Líderes do MDB podem virar réus no Supremo Tribunal Federal

(Reuters) – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu nesta segunda-feira que o Supremo Tribunal Federal (STF) transforme em réus quatro senadores, dois ex-senadores e três executivos de empreiteiras envolvidos em crimes de corrupção passiva e ativa, e lavagem de dinheiro, entre 2008 e 2012, com a Transpetro, braço de logística e transporte da Petrobras, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do órgão.

A manifestação ocorreu na réplica da PGR às alegações feitas pelas defesas dos denunciados. A acusação criminal foi apresentada em agosto de 2017 pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot e aguarda análise pelo STF.

A réplica rebate as alegações dos senadores do MDB Renan Calheiros (AL), Garibaldi Alves Filho (RN), Valdir Raupp (RO) e Romero Jucá (RR), presidente do partido; do ex-presidente e ex-senador José Sarney (MDB-AP); dos administradores da NM Engenharia e da NM Serviços Luiz Maramaldo e Nelson Cortonesi Maramaldo; e do executivo da Odebrecht Ambiental Fernando Reis.

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, pivô do esquema investigado, não fez contestações à denúncia da PGR, justificando que o fará durante o interrogatório judicial, além de reafirmar “integralmente as declarações prestadas até o momento e o seu compromisso de cooperar com as investigações em curso”.

Dodge aceitou apenas a argumentação dos executivos Luiz e Nelson Maramaldo, os quais afirmaram que a denúncia os responsabilizava por oito atos de corrupção ativa, quando a acusação “relaciona sete repasses indevidos de verbas a diretórios políticos, por meio de doação oficial”, diz o texto.

A defesa de Renan afirmou que não estava demonstrado “categoricamente o ato de ofício praticado em contrapartida ao recebimento da suposta vantagem indevida”.

Dodge rebateu-o: “O ato de ofício inerente ao crime de corrupção consiste nessa sustentação política ao presidente da Transpetro e na omissão ao dever parlamentar de fiscalização da administração pública federal, o que viabilizava a prática dos vários crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da empresa estatal”, explica.
Compartilhar

O choro de Aécio no aniversário do golpe

Aécio Neves. Foto: Lula Marques/PT

Por Carlos Fernandes do DCM

Pode-se falar muitas coisas sobre o moralista e conspirador La Rochefoucauld, menos que não sabia o que dizia.

Atribui-se a ele a famosa frase em que afirma que “o nosso arrependimento não é tanto um remorso do mal que cometemos, mas um temor daquilo que nos pode acontecer”.

Tão moralista e conspirador quanto o francês, Aécio Neves hoje é a materialização inconteste desse sentimento tão pouco ético e tão muito covarde.

Desmascarado, desmoralizado e abandonado, o senador mineiro que outrora representava a esperança salvadora de 10 em 10 analfabetos políticos do Brasil, hoje arrepende-se do mal que causou à nação, não por remorso, como alerta La Rochefoucauld, mas pelo medo do que pode estar por vir.

Aécio é o típico filhinho de papai que jamais teve que lidar com a derrota.

Acostumado a ter sempre tudo o que quis, o playboy das grandes noitadas cariocas fez, ao receber das urnas a lição que seus pais jamais lhe deram, o que todo moleque mimado faz ao ser contrariado: chorou e esperneou.

O desastre político, econômico e social que patrocinou, junto a uma quadrilha do Congresso Nacional desde os primeiros minutos após confirmada a vitória da presidenta Dilma Rousseff, jogou o país num abismo cuja queda não cessou com o golpe de 2016.

Agora, frente a uma sociedade dilacerada, oficialmente réu em dois processos criminais e com uma carreira política que pode encerrar-se antes mesmo do fim do seu mandato (a PGR pedirá a sua prisão ainda no cargo), o Neves que emporcalhou a memória do saudoso Tancredo treme com o horizonte nebuloso que se apresenta à sua frente.

Evidente que o fato de qualquer cidadão se tornar réu em um processo não o torna culpado. Essa regra constitucional que tanto ele mesmo desprezou quando o réu em questão era algum desafeto, não pode e não deve lhe ser aplicada.

Somos melhores também nisso.

Mas o fato é que, para além das convicções e preferências partidárias dos operadores de nosso judiciário, as provas materiais constantes no processo indicam que a sua ruína pode estar próxima.

É claro que por estarmos tratando de um tucano, os prazos e garantias constitucionais são não só respeitadas, mas escandalosamente alargadas até o limite da prescrição criminal.

Nada obstante, considerada as regras do jogo e no que pese as disparidades de um sistema judicial que se pratica na seara política, a grande justiça poética que se cumpre nesse caso é que o irreversível início da derrocada oficial de um traidor da pátria se dê na exata data de segundo aniversário do golpe que tanto sonhou consumar.

Ninguém jamais pode esquecer as voltas que o mundo dá. Foi nesse mesmo 17/04 que presenciamos escandalizados a mais vergonhosa sessão já vista na Câmara dos Deputados.

Naquele dia Aécio se refestelou ciente que a sua vingança – não propriamente contra Dilma, mas, sobretudo, contra os brasileiros que lhe negaram o brinquedo que tanto queria – já não poderia mais ser contida.

Como um mofino que se regozija com a desventura alheia, Aécio brindou com seus pares o colapso da democracia brasileira. Como um poltrão que se sacia da miséria do seu próximo, sorriu como se não houvesse amanhã.

Pequeno, fraco e ignaro, mal sabia que daquela data a exatos dois anos, seria ele a chorar do próprio feito.

Feliz aniversário de golpe, Aécio.

Compartilhar

Polícia Civil realiza mega operação no Rio para prender envolvidos com o tráfico

Cerca de 50 policiais civis do Rio de Janeiro buscam cumprir hoje (16) 19 mandados de prisão preventiva contra acusados de envolvimento com a venda de drogas, roubos e receptação de cargas roubadas na Baixada Fluminense. A Operação Carlton teve origem em investigações sobre a atuação da quadrilha que controla o comércio de drogas ilícitas e pratica roubos em várias regiões de Duque de Caxias.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha tem ligação com a facção criminosa que controla o tráfico de drogas na Vila Kennedy, comunidade da zona oeste do Rio, que está sendo alvo de operações das Forças Armadas desde fevereiro.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a base da quadrilha é a comunidade de Nova Campina, em Duque de Caxias, mas os criminosos também agem nas comunidades de Complexo do Gás, Ilha, Cantão, Sem Terra, Barro Branco e Jardim Paulista.

Dos 19 mandados de prisão preventiva, seis são contra acusados que já estão presos. Além disso, está sendo cumprido um número não informado de mandados de apreensão de adolescentes e de busca e apreensão.

EBC

Compartilhar

Entenda os diferentes tipos de vírus da gripe que circulam pelo Brasil

Este ano, até 7 de abril, o Brasil contabilizou 286 casos de influenza, comumente conhecida como gripe. Desse total, 117 casos e 16 óbitos foram provocados pelo vírus H1N1, responsável pela pandemia de 2009. Já o H3N2, menos conhecido, registrou, até o momento, 71 casos e 12 mortes no país. Há poucos meses, uma mutação desse mesmo vírus provocou a morte de centenas de pessoas no Hemisfério Norte, sobretudo nos Estados Unidos.

Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explicou que a principal característica do vírus influenza é sua capacidade de sofrer pequenas mutações e causar epidemias que atingem entre 10% e 15% da população mundial todos os anos. Para o especialista, entretanto, não há motivo para pânico.

Às vésperas do início da temporada de inverno no Brasil, ele alertou para a importância da vacinação, sobretudo para os que integram os chamados grupos de risco. “Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus”, explicou.

O Ministério da Saúde informou que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe deve começar na segunda quinzena deste mês. Idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto), trabalhadores da área de saúde, professores, detentos, profissionais do sistema prisional e indígenas compõem o público-alvo.

Confira os principais trechos da entrevista com o especialista:

Agência Brasil: Quais vírus do tipo influenza circulam no país neste momento?
Renato Kfouri: Existem dois grandes tipos de vírus influenza que acometem humanos: A e B que, por sua vez, possuem diversos subtipos. Eles sofrem pequenas variações todos os anos e é essa capacidade de fazer mutações leves que os faz chegar, no ano seguinte, causando uma epidemia, como se a população não reconhecesse aquilo como uma doença que já teve e acabe adoecendo novamente.

O Brasil é um país continental e, por essa razão, temos variações em relação aos subtipos de influenza que circulam neste momento. Goiânia, por exemplo, abriu a temporada com predomínio de circulação de H1N1. Já em São Paulo, temos casos confirmados e, inclusive, óbitos relacionados ao H3N2. Há, portanto, dentro de um país tão grande quanto o nosso, variações de regiões onde a epidemia anual pode se dar com mais intensidade por um tipo de vírus ou por outro.

Agência Brasil: A exemplo do Hemisfério Norte, teremos, no Brasil, uma situação fora do comum?
Kfouri: A cada ano, a gente experimenta estações de vírus influenza por vezes mais graves, por vezes mais simples. Este ano, ainda estamos começando nossa temporada. Ainda há poucos casos para se chegar à conclusão de que será uma temporada de predomínio de uma ou de outra variante e com que gravidade.

No Hemisfério Norte, o que circulou na última temporada foi um H3N2 que tinha sofrido uma mutação maior em relação à circulação de anos anteriores e foi, talvez, desde a pandemia de 2009, a pior temporada de influenza que o hemisfério e, especialmente, os Estados Unidos vivenciaram. O que não quer dizer que isso vai se dar também aqui na América Latina. As temporadas dependem muito da migração do vírus, das condições climáticas. Só o acompanhamento da evolução desses casos nos permitirá dizer se essa será uma temporada de predomínio de circulação de H1N1 ou de H3N2.

Agência Brasil: Quais as diferenças entre os dois tipos de vírus e qual pode ser considerado mais grave?
Kfouri: Não há diferença clínica ou uma série histórica de infecções mais graves por um tipo de vírus ou por outro. Isso depende dessa variação que comentamos. Um vírus que muda muito tende a ser muito diferente e a trazer infecções mais sérias porque não encontra uma memória de proteção na população por exposições anteriores.

Depende muito do tipo de vírus que vai circular. Se houver predomínio de um H3N2 ou um H1N1 muito diferente do que vem circulando até então, as chances de encontrar uma população ainda não exposta e fazer doenças mais graves é maior. Isso teremos que acompanhar durante a estação.

Agência Brasil: Como fica a vacinação contra a gripe em meio a todo esse cenário?
Kfouri: Temos casos de influenza registrados durante todo o ano no Brasil, mas a grande concentração se dá agora, final do outono e começo do inverno. Por isso, a vacinação é feita exatamente nessa época que precede a estação do vírus. Vamos vacinar no final de abril esperando que, em maio, a população esteja imunizada. Geralmente, de maio a julho é o período de maior circulação do vírus, mas isso é muito variável de ano para ano. Às vezes, começa um pouco mais cedo, às vezes, um pouco mais tarde. Não é uma coisa matemática.

Não há que se ter pânico. Há sim que se vacinar – especialmente aqueles pertencentes a grupos de risco, onde a vulnerabilidade os torna casos com maiores chances de evoluir com gravidade. Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus. Para os que não pertencem aos grupos de risco e não têm a vacina gratuita, a orientação é procurar os serviços particulares e já se imunizar.

Agência Brasil: Há outros cuidados a serem tomados na prevenção de casos de gripe?
Kfouri: Além da vacinação, as maneiras importantes de prevenção do vírus da gripe incluem a lavagem frequente de mãos; se estiver doente, evitar ambientes aglomerados e o contágio para outras pessoas; usar sempre lenços descartáveis e desprezar esses lenços; cobrir a boca quando tossir com o antebraço, evitando, com isso, a disseminação do vírus; na impossibilidade da utilização de água e sabão, usar o álcool em gel, que tem uma boa ação para limpeza das mãos; crianças devem ser amamentadas e, se possível, frequentar creches mais tardiamente; não se expor ao cigarro, seja de forma ativa ou como fumante passivo, já que a fumaça é um irritante das vias aéreas e facilita a entrada dos vírus. Esses cuidados são muito importantes também para a prevenção da gripe.

Agência Brasil

Compartilhar

PT diz que Lula é imbatível e será candidato ‘aconteça o que acontecer’

O partido afirma que Lula segue imbatível na liderança, com 31% das intenções de voto (Nelson Almeida/AFP)

O partido afirma que a retirada de Lula dos cenários eleitorais esbarra na preferência da população

O PT criticou neste domingo a pesquisa Datafolha que mostra cenários eleitorais com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora da disputa de 2018. Sem Lula no páreo, a liderança é do deputado Jair Bolsonaro (PSL) e da ex-senadora Marina Silva (Rede), tecnicamente empatados com 17% e 15% das intenções de voto.

“A manobra para tentar criar um imaginário em que Lula não esteja no pleito esbarra numa questão fundamental: a preferência popular”, afirma o PT.

De acordo com texto publicado em seu site, o PT afirma que Lula segue imbatível na liderança, com 31% das intenções de voto. “Lula será o nosso candidato aconteça o que acontecer”, diz o partido.

“Ou seja: Lula tem o dobro das intenções de voto dos candidatos que, empatados, liderariam o pleito se ele é retirado artificialmente da disputa”, afirma o texto.

A pesquisa Datafolha foi feita entre quarta, 11, e sexta-feira, 13, e teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.

Da Veja

Compartilhar