Dilma sobre Bolsonaro: “É terrível homenagear o maior torturador do Brasil”

“À imprensa estrangeira, Dilma faz defesa detalhada de acusações do impeachment e crítica Temer”


A presidenta Dilma Rousseff (PT) intensificou nesta terça-feira sua cruzada para tentar obter apoio internacional contra o impeachment. Na segunda entrevista coletiva em dois dias, Rousseff afirmou ser  vítima de misoginia, que o processo de destituição dela não tem base legal, pois está cercado de “meias verdades”, e criticou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que em seu voto pelo impeachment homenageou o coronel Carlos Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador e ex-chefe do centro onde a mandatária esteve presa nos anos 70.

“De fato, fui presa nos anos 70, de fato, eu conheci bem esse senhor ao qual ele [Bolsonaro] se refere. Foi um dos maiores torturadores do Brasil. Sobre ele recai não só acusação de tortura, mas também acusação de morte. É só ler os papéis da Comissão da Verdade e mesmo outros relatos”, disse Dilma. É terrível você ver no julgamento alguém votando em homenagem ao maior torturador que esse país conheceu. É lamentável.”
Em 2008, Ustra, morto em 2015 e ex-chefe do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) em São Paulo, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura. O ultra-direitista Bolsonaro se referiu a ele como “o pavor de Dilma”, provocando enorme reação pública.

Antes, ela havia dito que o seu processo de impeachment aflorou sentimentos até então pouco comum entre a população brasileira, como o de ódio. “Lastimo que esse momento no Brasil tenha dado abertura para a intolerância, para o ódio, para esse tipo de fala. Acho gravíssima a aventura golpista porque ela levou a uma situação que nós não vivíamos no Brasil, que é uma situação de raiva, de ódio, de perseguição”. Questionada sobre se era alvo de misoginia por um jornalista, a  presidenta disse que parte do processo enfrentado por ela é por ser mulher. “Têm atitudes comigo que não teriam com um presidente homem”, afirmou.

Na conversa de pouco mais de uma hora no Palácio do Planalto com 44 repórteres de veículos de comunicação estrangeiros, a mandatária brasileira tentou convencer os ouvintes de que é vítima de uma ilegalidade. “Estou sendo vítima de um processo baseado em uma flagrante injustiça e fraude jurídica e política e, ao mesmo tempo, de um golpe. O Brasil tem um veio golpista adormecido.”

Ela repetiu as críticas que tinha feito no dia anterior ao seu vice-presidente, Michel Temer (PMDB), a quem chamou de conspirador, e ao presidente da Câmara, dizendo que o impeachment é baseado em uma tentativa de vingança do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já que ele não obteve o apoio do PT para evitar a cassação de seu mandato.

“Não é justo que o país passe por 15 meses, sistematicamente, tendo aqueles que não chegam ao poder pelas formas que são as previstas na democracia, tentem encurtamentos de caminho, que instabilizam politicamente o país, que inviabilizam a sua estabilidade econômica”, disse, em crítica à oposição.

Estelionato eleitoral

A presidenta negou que tenha cometido um estelionato eleitoral na campanha de 2014, quando negou  que ia fazer ajustes e cortes, mas depois anunciou medidas neste sentido ainda em dezembro daquele ano. Justificou que a crise das commodities e a seca na região Sudeste interferiram na economia local e ambas eram imprevisíveis. “Entendo que as pessoas tentem atribuir certas falas ao fato de eu ter enganado. É muito difícil perceber que isso aconteceu em um espaço curto de tempo e não foi só comigo, foi com todos os países emergentes”.

Instada a fazer uma autocrítica sobre sua gestão, ela, mais uma vez, negou-se. Admitiu, porém, que fará mudanças em seu Governo caso sobreviva ao processo de impeachment no Senado. “Não acho que é questão de mea culpa nem que é tarde demais. Nunca é tarde demais para o Brasil.”
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Oposição teme não conseguir nocautear Dilma no 2º round

José Agripino Maia diz que governo chegou ao teto de votação com intenção de 23 votos
José Agripino Maia diz que governo chegou ao teto de
votação com intenção de 23 votos

Pouco menos de 48 horas depois de o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff passar na Câmara dos Deputados, a oposição está certa da aprovação do afastamento da petista na primeira deliberação que será realizada no Senado em maio. Para tanto, é preciso que a maioria simples dos 81 senadores apoie a decisão.

As certezas, porém, perdem força quando a ala oposicionista vislumbra o julgamento do impeachment. Nesta segunda fase, se a oposição somar dois terços dos 81 votos do Senado, a petista é condenada e perde o mandato definitivamente, ficando inelegível por oito anos. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumiria, assim, o cargo em definitivo.

Hoje, nenhum dos levantamentos de grandes publicações nem as projeções dos partidos mostram que a oposição tenha 54 votos garantidos para que a deposição de Dilma seja concluída. O temor de que o bloco oposicionista não consiga nocautear Dilma no 2º round do Senado paira sobre os parlamentares.

A O Financista , o senador José Agripino Maia (DEM), que também é líder da oposição no Senado, afirmou que regularmente se comunica com o senador Romero Jucá, presidente do PMDB, e com Aécio Neves, presidente do PSDB, para que façam as atualizações necessárias no mapa de votos do impeachment.

“É preciso nos tranquilizarmos e entendermos que se ainda não conseguimos é porque ainda é cedo. Assim como na Câmara, os indecisos e os que não se declaram deixam para fazê-lo na última hora e provavelmente apoiem a saída da presidente”, afirmou o democrata.

A média das estimativas mostra que 45 senadores são favoráveis ao impedimento de Dilma, enquanto 23 são contrários. Os 13 restantes não responderam ou estão indecisos. Vale lembrar que enquanto a oposição precisa de 54 votos para garantir o impedimento definitivo da petista, o governo precisa de 27 para barrá-lo.

Para Agripino, o que difere oposição e governo nessa corrida final pelos votos no Senado “é que a ala governista já chegou no seu teto de votação, não consegue mais ampliar apoios, enquanto os opositores vão assimilar os votos restantes”.
Por outro lado, o senador Humberto Costa, líder do governo no Senado, julga que a situação de Dilma é bastante complicada, porém não pode ser classificada como “irreversível”.

“Acredito que não veremos traições como vimos na Câmara e vejo que a resistência popular ao nome de Temer e de [Eduardo] Cunha pode nos ajudar a reverter esse quadro. Nossa margem para atingir os votos mínimo para barrar o impeachment é curta segundo nossas previsões.”

Terra Brasil
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Weverton confirma decisão do PDT de votar contra o impeachment

Weverton entrevistaO deputado federal Weverton Rocha confirmou nesta quarta-feira (13) que a bancada do PDT na Câmara Federal manteve, por ampla maioria, a decisão de votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, tomada em janeiro em reunião do Diretório Nacional da legenda. Ao todo, são 20 parlamentares pedetistas que participarão da votação marcada para o próximo domingo.
“Todos sabem que é decisão de partido, do Diretório Nacional, e esperamos que até domingo a gente consiga estar todo mundo no plenário participando desse momento importante em que o PDT mais uma vez não se curvará, como nunca se curvou. O nosso lado é o da Constituição. A bancada está unida. A solução do problema não é tirar a Dilma”, declarou Weverton Rocha à imprensa.
Segundo informou, 19 dos 20 deputados participaram de uma reunião terça-feira (12), que contou com a participação do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, e do ministro das Comunicações, André Figueiredo (PDT-CE). A reunião ratificou a decisão tomada em janeiro.
“O PDT tem essa característica de dialogar. Nada foi construído de cima para baixo. Foi construído esse debate e não é agora, nesse momento, que vamos sair do barco como se fôssemos ratos!”, enfatizou Weverton Rocha, que lidera a bancada pedetista na Câmara Federal.
Weverton Rocha disse não acreditar que deputados descumprirão a decisão do partido. “A bancada é unida. Eu confio nos nossos colegas deputados, todos, mesmo não concordando, sempre acataram a decisão do partido”, finalizou.

Astro de Ogum deixa a cadeira da presidência e assiste sessão da Galeria

Astro de Ogum assistindo sessão na galeria da Câmara Municipal.Presidente da Câmara Municipal de São Luís, o vereador Astro de Ogum (PR), mudou radicalmente de lado na última terça-feira, (12), ao em vez de está presidindo a sessão do legislativo assistiu na galeria, como fazem dezenas de cidadãos nos dias de segunda, terça e quarta-feira.
Astro disse que queria sentir como funciona o outro lado. O que circula no burburinho e o que os assistentes estão achando do que está acontecendo durante a sessão de debates entre vereadores e votações de requerimentos, indicações, projetos de lei e outras proposições. Ali Astro de Ogum ouviu algumas reclamações acerca de alguns atos que acontecem no parlamento de São Luís, bem como críticas a administração da prefeitura da capital maranhense.
“Estava na galeria para voltar a sentir o clima de quem assiste uma sessão e vê pessoas que não se conhece falar o que está pensando sobre a Câmara e um ou outro vereador”, disse Astro de Ogum. “Uma coisa é estar presidindo a sessão e olhar encarar a situação lá da Mesa Diretora, ou ficar dentro do plenário, enquanto outra é se colocar no lugar do espectador, de quem está assistindo a sessão e participar de um clima totalmente diferente”, emendou.
A presença de Astro de Ogum na galeria causou estranheza para alguns, comentando que ele estaria fazendo alguma sondagem, porém, conforme comentou ele com algumas pessoas, “tive vontade de fazer isso hoje porque amanheci com esse sentimento”, destacou.
Conforme Astro, atitude como essa é salutar, porque assim o vereador pode auscultar o sentimento popular e não ficar naquela de só procurar o povo em período eleitoral.

Policia Civil prende dois suspeitos de integrarem quadrilha de assalto a bancos

Foto2_NilsonFigueiredo - Prisão suspeitos de integrar grupo interestadual de roubo a agências bancáriasMais uma quadrilha de assalto a bancos foi interceptada e seus integrantes presos pela Polícia Civil do Maranhão. Em operação realizada nesta terça-feira (12), equipes do Departamento de Combate a Roubo às Instituições Financeiras, órgão da Superintendência Especial de Investigação Criminal (DCRIF/Seic), prenderam dois homens suspeitos de integrar grupo interestadual especializado no roubo a agências bancárias. “O trabalho prossegue para localizarmos e prendermos os demais integrantes da quadrilha”, explicou o superintendente da Seic, delegado Tiago Bardal, que coordenou a operação. Foram seis meses de investigação para chegar à quadrilha.
Os suspeitos foram apresentados em coletiva, realizada na tarde desta terça, na sede da Seic, Bairro de Fátima. Ricardo Alves de Melo, 31 anos, que é foragido do Tocantins e Antunimilson dos Santos Pereira, 30 anos, de Goiás, foram detidos no município de Imperatriz, e, com eles, apreendidos três fuzis Ar 15, duas pistolas, 850 munições, equipamentos usados em explosões de caixas eletrônicos e mais 10kg de maconha. Segundo as investigações, a dupla agia no Maranhão em ataques a instituições financeiras nas cidades de Santa Luzia, Buriticupu, Amarante e Grajaú.
Segundo as investigações, a quadrilha age desde novembro do ano passado, em assaltos às agências bancárias. Seguindo as ocorrências, a polícia iniciou um monitoramento por meio do seu departamento especializado e descobriu que a quadrilha concentrava sua sede em Imperatriz.  As equipes foram ao local e localizaram os pontos de apoio da quadrilha, tendo identificado os dois detidos. A polícia ainda procura por outros cinco suspeitos, incluindo integrantes do Maranhão e Pará. “Temos informações de assaltos realizados por esse grupo também no Pará e Toantins”, reitera Bardal. A operação teve, ainda, apoio do Grupo de Resposta Tática (GTR) – força especial da Polícia Civil, com treinamento avançado para combate e que presta apoio operacional a todos os departamentos da Seic.
Planejamento
Foto3_NilsonFigueiredo - Prisão suspeitos de integrar grupo interestadual de roubo a agências bancáriasBardal ressalta que o combate a este tipo de crime está nas prioridades da Segurança. Para conter a incidência dos casos, todas as ações foram reforçadas. Abordagens em pontos estratégicos, monitoramento de grupos e pessoas suspeitas e orientação na segurança das instituições bancárias são parte das estratégias. A orientação a comerciantes de material explosivo é outro ponto do planejamento, pois as quadrilhas têm utilizado estes artefatos durante os ataques.
Como resultado das operações, a polícia conseguiu identificar e prender chefes destes grupos, desarticular organizações frustrando o crime e apreender armas, explosivos e outros materiais. “Executamos operações específicas contra assaltos a bancos e temos conseguido frustrar investidas desarticulando grandes quadrilhas, a exemplo deste caso”, explicou Tiago Bardal.
2016
De janeiro a março deste ano, a Seic, por meio do Dcrif, realizou mais de 20 operações tendo como resultado a prisão de 25 pessoas; desarticulação de seis quadrilhas; cumprimento de 13 mandados de prisão; e apreensão de 19 armas de fogo, 22 dinamites e oito ‘bananas’ de pólvora. Os presos são envolvidos com organizações perigosas de ação interestadual e especializadas. O titular da Seic, Tiago Bardal, informa que foi elaborado um planejamento estratégico para o combate a esta modalidade de crime.
Aplicado desde o ano passado, o plano de ação já mostrou resultados com a diminuição dos casos, em comparação ao mesmo período de 2014. O DCRIF registrou 164 investidas a instituições financeiras em 2014 e com a execução do planejamento ao longo do ano de 2015, os registros caíram para 152 – uma diminuição de 7,3% no total de ocorrências.

Política maranhense em notas

Candidatura de Castelo inconsistente
joaocasteloNinguém acredita na candidatura do ex-prefeito João Castelo. A fragilidade do pré-candidato, que responde a vários processos por conta de sua caótica gestão à frente da prefeitura de São Luís, faz com que outros pré-candidatos invistam pesado pelo apoio do PSDB nas eleições. A pré-candidatura de Castelo parece apenas moeda de troca. Eliziane Gama passou o final de semana flertando com a legenda. A deputada federal quer o vice tucano para chapa perfeita. O nome do vereador Gutemberg Araújo apareceu como opção nos últimos dias. Mas o PMDB também se movimenta.
Fábio tenta by pass
fabiopintoCom o respaldo de João Alberto como pré-candidato do PMDB à prefeitura, o vereador Fábio Câmara também entrou duro no jogo para ter os tucanos em seu palanque. Fábio recebeu na sede do PMDB o presidente municipal do PSDB, Pinto Itamaraty. Desde ano passado, o vereador já vinha flertando com João Castelo e sempre foi defensor da gestão tucano na prefeitura em discursos na Câmara Municipal. Com o desempenho pífio na pesquisa Escutec, a aliança poderia ser a salvação de Fábio. A conjuntura não é fácil, mas ele se movimenta.
E o PT?
ptapoioA situação do PT em São Luís é totalmente diferente de seu maior rival a nível nacional. Enquanto o PSDB é cortejado, o PT, em baixo pela execração a nível nacional, o partido tem sido renegado na disputa. Mesmo com o poderoso tempo de televisão, não são observados movimentos e gestos para ter o PT no palanque. O mais provável é que isso só ocorra após o fim dos movimentos pelo impeachment da presidente Dilma. Até lá, o PT continua recluso na disputa da capital.
Edivaldo aposta em legendas médias
Reuniao_DEM__110416_3Como certamente não terá PSDB, PMDB, PP, PSB e PPS, o prefeito Edivaldo aposta em uma ampla coligação com partidos pequenos e partidos médios para ter o tempo de televisão suficiente. Por isso o prefeito mexeu nas peças do tabuleiro para ter em seu palanque partidos médios como PSD, PR e DEM, já que já conta com seu próprio partido (PDT) e o PCdoB. Junto com vários partidos pequenos, o prefeito já tem sua estratégia montada e a coligação majoritária praticamente pronta.
Aliados destacam ética
edivaldoNos eventos em que o prefeito Edivaldo está homologando seus apoios, os discursos têm sido semelhantes em destacar um aspecto: a imagem proba que o prefeito pré-candidato á reeleição tem. Em tempos de Lava jato e descrédito quase generalizado da classe política, não pesa contra Edivaldo nenhuma mácula do ponto de vista ético. A crise econômica e as excessivas demandas da cidade trazem cobranças por mais resultados administrativos. Porém, a probidade de Edivaldo é ponto fundamental na avaliação dos aliados para a confiança de que mais benefícios serão conquistados em um segundo mandato.
Briga das estradas continua
MinTransportes 1204_2Deputados estaduais que compõem a Frente Parlamentar em Defesa das Rodovias Federais estiveram com o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) em reunião com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. Em pauta a busca da retomada imediata das obras de duplicação da malha viária que liga à capital maranhense, bem como, o aumento das equipes que têm realizado os serviços de recuperação da BR-135. O ministro anunciou que realizará, em breve, uma agenda com o Governo do Estado, para averiguar o andamento das obras na BR-135. “É a principal demanda que temos com o estado do Maranhão, e iremos entregá-la o quanto antes”.
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Resultado da votação do impeachment deve sair às 21h de domingo, diz Cunha

A conclusão da votação do parecer sobre a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados deverá ocorrer por volta das 21h do domingo (17). A previsão foi feita há pouco pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em entrevista coletiva.
Segundo o peemedebista, o processo de votação no domingo deverá durar cerca de quatro horas, uma vez que ele estima em 30 segundos o tempo gasto por cada um dos 513 deputados para proferir seu voto.
“Estou prevendo quatro horas [de votação]. São 513, tem segunda chamada daqueles que não compareceram, tem o tempo de deslocamento até o microfone. [Somando] o gasto com cada procedimento desse meio minuto, serão 256 minutos, o que dá 4 horas e 16 minutos”, calculou Cunha. 
O presidente da Câmara disse que houve a opção do colégio de líderes de não fazer nenhum entendimento sobre eventuais interrupções ou finalizações das sessões. Ele lembrou que o tempo de discussão dos partidos, de uma hora para cada legenda, não pode ser reduzido. Já o período de debate dos deputados que se inscreveram pode ser reduzido, caso seja aprovado requerimento para encerrar a discussão.
Segurança
Cunha informou que estão sendo discutidas medidas adicionais de segurança e que o acesso ao Salão Verde e ao plenário da Casa será restrito. Além disso, serão instalados telões do lado de fora da Casa. 
“Vamos instalar telões lá fora e mais telões aqui.  O Salão Verde vai ficar mais restrito, porém tem muito gente que vai ficar no Salão Verde. Estamos tomando alguns cuidados de segurança, a galeria será restrita à imprensa, não há previsão de qualquer acesso que não seja da imprensa ao local. A previsão é a restrição ao máximo possível nessa área de Salão Verde e plenário”, disse Cunha.
Sexta-feira
Na sexta-feira, os trabalhos serão abertos com a fala dos autores da denúncia e a manifestação da defesa da presidenta Dilma Rousseff. Será concedido prazo de 25 minutos para ambas as partes. Depois disso, cada um dos 25 partidos com representação na Câmara e os líderes da maioria e da minoria terão uma hora para discussão. Esse tempo poderá ser dividido com até cinco parlamentares, independentemente do tamanho da bancada.
Sábado
Pelo cronograma, serão necessárias, pelo menos, 28 horas para a discussão inicial. Com isso, a discussão iniciada na sexta poderá se prolongar até as 13h de sábado (16), ultrapassando o horário previsto por Cunha para início da sessão deste dia, 11h. Os trabalhos no sábado começam com a fala dos deputados que se inscreverem no dia anterior (de 9h às 11h) para discutir o relatório. No sábado, todos os líderes terão direito a falar por suas bancadas pelo tempo correspondente ao tamanho das bancadas.
A cada nova sessão, os líderes terão direito a usar da palavra conforme prevê o regimento da Casa. A intenção do presidente da Câmara é encerrar os debates no sábado. Cada um dos deputados inscritos terá direito a 3 minutos de fala. Se os 513 optarem por discursar, serão gastos 1.539 minutos, o equivalente a quase 26 horas.
Com início previsto para as 11h de sábado, se não houver interrupções, essa fase deverá durar até as 13h de domingo.
Domingo
Pelo cronograma definido hoje, no domingo, a sessão será iniciada às 14h, com a fala dos líderes partidários. Em seguida, os representantes dos partidos terão 10 segundos para fazer o encaminhamento e orientação da votação.
AGÊNCIA BRASIL

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Projeto de Roberto Rocha Jr. garante correspondências em braile para deficientes visuais

A Câmara Municipal aprovou na manhã desta segunda-feira, 11, o Projeto de Lei Nº 233/13, do vereador Roberto Rocha Júnior (PSB), que assegura aos deficientes visuais residentes no município de São Luís, o direito de receberem em braile, e sem nenhum custo adicional, as correspondências oficiais do Poder Público Municipal, bem como das empresas comerciais de qualquer natureza.

O autor da proposta na Câmara, vereador Roberto Rocha Júnior, disse que a medida tem o objetivo de promover a inclusão social e dar mais autonomia às pessoas com deficiências visuais do município. Segundo ele, o projeto segue os parâmetros da Lei da Acessibilidade (PL Nº 10.098/00), queestabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

”O direito à comunicação e ao sigilo das correspondências deve se estender a todos os cidadãos, independentemente das barreiras físicas que os limitam. E o poder público deve buscar alternativas para que as pessoas com deficiência visual tenham seus direitos respeitados e preservados em bases iguais com os demais cidadãos”, ressaltou.
De acordo com o projeto, após ser sancionado pelo prefeito, Edivaldo Holanda Júnior, para receber as correspondências em braile, a pessoa com deficiência deve solicitar junto à Prefeitura de São Luís, onde deverá ser feito o cadastramento e as correspondências passem a ser expedidas.
Braile- O Sistema Braile é o código de leitura e escrita das pessoas cegas criado por Louis Braille, em 1825, na França. A escrita é feita em relevo, e sua leitura requer o desenvolvimento de habilidades do tato, que envolvem conceitos espaciais e numéricos, sensibilidade, destreza motora e coordenação com as duas mãos.
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Roberto Rocha Jr. chama a atenção para o aumento de homicídios na região da Vicente Fialho e solicita que trailer da Polícia Militar seja instalado no bairro

Para conter o aumento da violência e os altos índices de homicídios no bairro Vila Vicente Fialho, o vereador Roberto Rocha Junior (PSB) solicitou ao governador Flávio Dino (PCdoB) e ao secretário de Segurança Pública, Jeferson Portela, a instalação de um trailer da Polícia Militar, bem como viaturas para circularem mais ostensivamente no bairro e em toda a região circunvizinha. A solicitação foi feita por meio de indicação aprovada pela Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (11).

Na oportunidade, ele cobrou ações mais incisivas da polícia, e afirmou que o aumento de crimes de homicídios na região tem criado um clima de insegurança entre os moradores.

A população está sofrendo muito com a falta de segurança no bairro. Os moradores reclamam que não há policiamento efetivo, e que as viaturas não circulam como deveriam para coibir a criminalidade e a onda de assassinatos que está ocorrendo com muita frequência em toda a região da Vicente Fialho”, disse o vereador.

O parlamentar chamou ainda a atenção para as estatísticas dos crimes naquela região, que incluem os bairros Vila Cruzado, Recanto Fialho, Vila União e Vila Jiboia. De acordo com o Relatório Quantitativo de Ocorrências do Bairro da Vicente Fialho, elaborado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP/MA), de 2014 até o mês de março de 2016, treze pessoas com idades entre 09 a 35 anos foram vítimas de homicídios dolosos. Nesse mesmo período, também houve aumento de roubos a residências e à população em geral. O caso mais recente ocorreu semana passada, dia 08, onde uma mulher foi morta a tiros no bairro Recanto Fialho.
Sabemos que o aumento da criminalidade está envolvido diretamente com a questão social, e que outras medidas devem ser efetivadas para que possamos combatê-la. Porém, a instalação do trailer é uma medida emergencial, que visa melhorar a segurança pública de toda a região, que nos últimos anos teve aumento expressivo nos crimes de roubo e homicídio. A população da Fialho reclama que a polícia só vai ao bairro quando é chamada e em seguida, vai embora. E com a falta de policiamento, esse bairro fica à mercê dos bandidos, que se sentem livres para cometerem toda espécie de crimes”, completou Rocha Júnior, ressaltando ainda os dados da SSP/MA que indicam que de 2014 a 2016, foram registrados 183 roubos no bairro Vicente Fialho e região adjacentes. 
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“Eu realmente espero que o prefeito consiga reverter esse quadro” diz Roberto Rocha Júnior

Anunciado como mais um pré-candidato a Prefeitura de São Luís, Roberto Rocha Júnior (PSB), demonstrou não fazer uma oposição radical ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), pelo contrário diz ainda torcer pela sua recuperação enquanto gestor. Inclusive aponta que o chefe do executivo municipal tem como qualidade não estar envolvido em questões que envolvam ilicitude.
O vereador de primeiro mandato ainda aproveita para falar sobre a possível prévia que pode ocorrer entre ele e o deputado estadual Bira do Pindaré, e acredita que tudo transcorrerá com naturalidade.
Confira na íntegra a entrevista:
Blog Diego Emir – Roberto como surgiu a proposta de disputar a Prefeitura de São Luís?
Roberto Rocha Júnior – A proposta surgiu talvez como alternativa de fortalecimento do partido depois de uma série de eventos. Houve primeiro a possibilidade de apoio ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, depois a diretriz da direção nacional para uma candidatura própria, com sugestão do nome de Eliziane, depois o Bira também se apresentou como candidato e por fim veio a iniciativa do vereador Estevão Aragão, que lançou meu nome. Acredito que foi um reconhecimento porque eu consegui fortalecer a bancada do PSB, mesmo depois de perder espaço, conseguimos recuperar essa força. Confesso que num primeiro momento me assustei, mas se você pensar bem as lideranças surgem dessa forma. Dentro do PSB existem dois nomes: Bira do Pindaré e o meu.

Blog Diego Emir – Roberto não é possível chegar a um consenso e evitar prévias no PSB?

Roberto Rocha Júnior – Claro que é. A ferramenta que deve ser utilizada na política é a língua, a saliva, saber dialogar. Não me oponho a dialogar com o Bira. Se ele convencer a mim e ao partido, não tenho nenhum problema em apoiar a candidatura do Bira. Me sinto muito gratificado ao estar no mesmo patamar com uma pessoa de tamanha estatura. Agora acredito também que se existe algo democrático na vida partidária é justamente a prévia, que, aliás, foi proposta pelo próprio Bira.

Blog Diego Emir – Na tua opinião não é incoerente a postura do Bira no PSB, uma vez que o partido já declarou apoio ao impeachment da presidente Dilma?

Roberto Rocha Júnior – Bem, a ideia é que todos espelhem nos passos que o partido está trilhando, mas existem pessoas que pensam diferente. Eu não sei como o Bira pretende equacionar sua posição pessoal com a posição do PSB, mas não cabe a mim julgar a postura dele. Isso é com a direção nacional do partido.
Blog Diego Emir – Qual avaliação você faz da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior?
Roberto Rocha Júnior – A minha relação pessoal com o prefeito é uma, a institucional é outra. Quando o prefeito envia propostas de interesse social para a Câmara e eu voto a favor, não estou me posicionando a favor do Edivaldo, mas sim pelo povo de São Luís. Agora é fato que a população não está satisfeita com a gestão e sempre que o resultado não é o esperado, a mudança é natural. O que não se pode é dar murros em ponta de faca. Espero sinceramente que o prefeito ainda consiga reverter o quadro para o bem da cidade. Mas quem faz essa avaliação é o povo.
Blog Diego Emir – Roberto caso você venha a ser eleito, o que faria de diferente para a cidade de São Luís?
Roberto Rocha Júnior – O Brasil vive um momento muito difícil. Todos os municípios estão em uma situação muito delicada. O que falta a gestão municipal? Uma relação direta com Brasília. São Luís tem menos de 8% de recursos para desenvolvimento de obras. Precisamos ter mais dinheiro para a infraestrutura. Se não for possível conseguir com o governo federal, há outros caminhos, como os tomados pelo senador Roberto Rocha que conseguiu recursos junto ao BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento).


Blog Diego Emir – Como você avalia a relação do prefeito com a Câmara Municipal?

Roberto Rocha Júnior – Eu acho que todo mundo tem falhas. Não é justo apenas apontar as dificuldades e falhas de Edivaldo enquanto pessoa e gestor. Você não vê, por exemplo, o prefeito ser apontado em operações de ilicitude. Mas no que se refere relação entre Executivo e Legislativo há um distanciamento que precisa ser resolvido.


Blog Diego Emir – Além das duas candidaturas postas no PSB, ainda existe outro caminho que o partido pode seguir?

Roberto Rocha Júnior – O meu avô costumava dizer que política é igual nuvem, bate um vento e muda de forma. O PSB até pouco tempo atrás estava caminhando com o prefeito Edivaldo, aí veio a direção nacional e impôs a candidatura própria. A gente não tem certeza do que vai ser amanhã. Eu acho que o partido está trabalhando de forma correta. Com cautela e buscando o melhor caminho para São Luís.


Blog Diego Emir – Já existe uma data para as prévias em São Luís?

Roberto Rocha Júnior – Não. Ainda é muito cedo para falar sobre o assunto.


Blog Diego Emir – Você se tornando prefeito, qual marca você gostaria de deixar para a população?

Roberto Rocha Júnior – Duas questões precisam ser urgentemente enfrentadas em São Luís, uma delas é a melhoria do transporte público e a outra, correlacionada, é a implantação de uma boa infraestrutura viária. São Luís precisa, com celeridade, de um corredor urbano para contemplar bem o serviço de transporte público.

Blog Diego Emir – Você é a favor ou contra o impeachment?
Roberto Rocha Júnior – Eu não tenho uma decisão quanto a isso. Eu acho que o Brasil está sofrendo muito, vivendo uma de suas piores fases. Existe uma febre gigantesca e ninguém sabe qual remédio dar. Não podemos tomar uma medida imediatista no calor da emoção, mas talvez também seja a melhor opção. Eu ainda não tenho uma posição formada.
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Ministério da Saúde confirma 102 casos de microcefalia em uma semana

O Ministério da Saúde divulgou ontem (5) que 1.046 bebês nasceram com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, desde que a pasta começou a investigar a relação entre o vírus Zika e a malformação, em outubro do ano passado. Em uma semana, foram confirmados 102 novos casos.
De todas as confirmações, 170 tiveram relação laboratorial para o Zika, mas, devido a dificuldades neste diagnóstico, a pasta considera que o número não reflete a realidade e que na verdade a maioria dos casos foram causados pelo vírus.
De acordo com o boletim, 4.046 outros casos notificados como suspeitos de terem microcefalia estão em investigação e 1.814 foram descartados.
Pesquisa

A pasta também divulgou hoje resultados preliminares de estudo feito na Paraíba que apontam maior risco de bebês nascerem com microcefalia quando as gestantes são infectadas pelo vírus Zika no primeiro trimestre de gravidez. Desde que a relação entre o vírus e a malformação foi feita, os infectologistas e neurologistas acreditavam fortemente nesta hipótese, mas para a confirmação científica é necessária a conclusão do estudo.
Para a pesquisa, feita em parceria entre o Ministério da Saúde, o governo da Paraíba e Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis dos Estados Unidos, 165 entrevistas com mães de bebês com microcefalia e 446 mães de bebês da mesma região sem microcefalia. Todas as mães têm bebês de até sete meses.
O Ministério da Saúde, em pareceria com o governo da Paraíba e Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos, continua com a análise das amostras de sangue coletadas nas mães e bebês paraibanos. Somente após esta fase, os resultados finais serão divulgados. O resultado inicial do estudo também não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a exposição de produtos como inseticidas, por exemplo.
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