Roberto Rocha apresenta à Igreja Católica projeto de ressocialização de presos no Maranhão

O senador Roberto Rocha reuniu-se na manhã desta segunda-feira (29) com o arcebispo Metropolitano de São Luís, Dom José Belisário, para apresentar o projeto que prevê a implantação de Centros de Reintegração Social que ele pretende instalar, em parceria com a Igreja Católica, em alguns municípios maranhenses. O encontro aconteceu no Palácio Episcopal, Centro de São Luís.
Os Centros de Reintegração são baseados no método da APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), cujo objetivo é buscar a humanização dos presos, mantendo a finalidade punitiva, além de evitar a reincidência no crime e oferecer alternativas para o condenado se recuperar.
“Aproveitando o trabalho social exemplar que a Igreja Católica já realiza em nosso estado – por meio da Fazenda da Esperança -, queremos estabelecer essa parceria que será muito benéfica, visto que o exemplo desses Centros em outros estados, já se mostrou muito eficiente para a redução dos índices de reincidência e criminalidade, uma vez que promovem a humanização nas prisões e, consequentemente, a reintegração desses presos à sociedade”, disse o senador. Roberto Rocha ressaltou, ainda, que os Centros serão implantados com recursos do governo federal, por meio do Ministério da Justiça.
O projeto possui edificações para atender os três regimes previstos na lei de Execução Penal: regime fechado, regime semiaberto e regime aberto, tornando a CRS em um complexo penal.
Ele contempla uma estrutura totalmente humanizada e voltada para a ressocialização dos presos, onde serão ofertados serviços de assistência como parlatório, consultório médico, consultório odontológico, atendimento jurídico e psicológico, serviço social, galpão de oficinas, aulas de capacitação, entre outros.
Segundo o senador, Dom Belisário mostrou-se muito receptivo à proposta, comprometendo-se em apresentá-la aos bispos das paróquias das cidades de Bacabal, Coroatá e Balsas.
“Saí muito satisfeito da reunião com o Dom Belisário, que se mostrou não somente muito receptivo com a ideia dosCentros de Reintegração Social, como afirmou que iniciativas como estas, inspiradas a partir de projetos exitosos como as APAC’s, devem ser apoiadas e incentivas enquanto políticas públicas eficazes de recuperação e ressocialização de apenados”, pontuou Roberto Rocha.
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Moro desiste de investigar blogueiro que antecipou dados sobre condução coercitiva de Lula

Juiz declarou-se suspeito para julgar o caso, devido a processos movidos por ele contra o blogueiro Carlos Eduardo Guimarães e vice-versa.

Juiz disse que sairá do processo para evitar dúvidas quanto à lisura das investigações (Foto: Reprodução RPC)

O juíz federal Sérgio Moro decidiu nesta terça-feira (30) parar de conduzir as investigações contra o blogueiro Carlos Eduardo Guimarães, autor do “Blog da Cidadania”. O magistrado acatou um pedido da defesa do blogueiro e considerou-se suspeito para investigar um vazamento de informações sigilosas sobre a condução coercitiva aplicada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2016.

A decisão foi tomada porque Moro reconheceu que já tinha feito um pedido à Polícia Federal para investigar o blogueiro por supostas ameaças feitas por uma rede social. O pedido foi realizado a partir de um processo aberto pela Associação Paranaense dos Juízes Federais, que encontrou um comentário atribuído a Guimarães, que falava sobre matar Moro.

Por outro lado, Guimarães também representou contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por não concordar com a forma com que Moro conduzia os processos da Operação Lava Jato.

Guimarães também passou a ser alvo de uma investigação que apura o vazamento de informações sigilosas da Lava Jato. O blogueiro conseguiu a confirmação de que Lula seria levado a depor pela Polícia Federal, a partir de um vazamento de informações que, à época, eram sigilosas e publicou um post sobre isso no blog dele. A Polícia Federal começou a investigar quem teria vazado os dados para o blogueiro.

Em março deste ano, Guimarães foi alvo de um mandado de condução coercitiva expedido por Sérgio Moro, referente a essa investigação. Houve também a quebra do sigilo telefônico do blogueiro. No despacho, o juiz considerou que Guimarães não era jornalista, pois ao ser indagado pela Polícia Federal sobre quem vazou as informações, logo passou o nome da fonte aos investigadores. “Um verdadeiro jornalista não revelaria jamais sua fonte. Confirmou ainda que não só divulgou a informação em seu blog, mas antes comunicou-a a assessor do investigado [Lula]”, relatou o juiz à época.

O blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, alvo de um mandado de condução coercitiva, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A medida causou a revolta de várias entidades ligadas a jornalistas. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por exemplo, classificou como ato de censura e ataque à liberdade de expressão a quebra do sigilo telefônico e a condução coercitiva do blogueiro.

Com a repercussão, Moro acabou voltando atrás e manteve novamente o sigilo telefônico do blogueiro. Imediatamente, a defesa entrou com o pedido de suspeição, lembrando os dois processos que Guimarães e Moro movem um contra o outro.

No despacho desta terça-feira, Moro alegou que, à época dos mandados, de ter pedido uma investigação contra Guimarães, pela susposta ameaça feita pelo blogueiro ao juiz. Também disse que não tinha sido informado pelo CNJ sobre o processo movido por Guimarães contra ele. O juiz afirmou ainda que, se tivesse lembrado disso, teria se afastado da investigação logo no começo.

“Então, nessa linha, embora não exista causa legal para suspeição, afim de evitar qualquer dúvida quanto à lisura do realizado e da continuidade do processo, acolho, pelo motivo elencado, a exceção de suspeição”, disse Moro no despacho.

Com a decisão de Moro, os autos da investigação devem ser redistribuídos para outro juiz federal, ainda em Curitiba. Ainda não há denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o blogueiro. Isso vai depender do andamento do inquérito e também da conclusão dos procuradores sobre o caso.

Outros pedidos

A decisão de Moro em relação à chamada exceção de suspeição é inédita no que diz respeito à Operação Lava Jato. Durante todo o curso das investigações, vários réus representaram contra o juiz, pedindo para que ele se afastasse dos processos, ora por uma suposta parcialidade nas decisões tomadas anteriormente, ora por supostas motivações políticas que o juiz teria.

Em todos esses casos, Moro costuma responder que não atua contra este ou aquele réu, mas sim com o rigor da lei. Ele nunca aceitou nenhum desses pedidos. Alguns foram julgados por instâncias superiores, que mantiveram os processos sob a 13ª Vara Federal, apesar dos protestos de advogados.

Em outros casos, porém, houve desmembramento de investigações e processos, cujas ações penais passaram a correr em outras varas federais, onde os supostos crimes passaram a ser analisados.

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Policial é condenado por atropelar e matar pedestres em São Luís

O acusado foi condenado a cumprir nove anos, oito meses e sete dias de prisão, mas vai cumprir a condenação em liberdade até julgamento do recurso.

O policial militar Anderson Leandro Rodrigues, 33 anos, foi condenado a quase dez anos de prisão na tarde desta terça-feira (30) por ter matado duas pessoas em um acidente de trânsito registrado em setembro de 2012, na orla de São Luís.

A sentença foi divulgada após sete horas de julgamento. O júri foi formado por sete pessoas da comunidade. Apesar da condenação, o policial militar pode recorrer e permanecerá em liberdade até o julgamento do recurso.

O acidente aconteceu no dia 21 de setembro daquele ano, por volta das 23h, quando o policial perdeu o controle do veículo e acabou atropelando um casal que estavam no calçadão da Praia da Ponta da Areia. O veículo que dirigia foi parar do outro lado, perto da maré.

As vítimas Elton Anderson Cantanhede Lima, de 29 anos, e a prima Ivone Costa Cantanhede, de 30 anos, morreram no local. Na época, o PM passou apenas 30 dias na cadeia e continuou a trabalhar normalmente no 13º Batalhão da PM, em São José de Ribamar, onde foi promovido a cabo.

Durante a audiência, quatro testemunhas foram ouvidas durante, inclusive o policial Anderson Rodrigues. Diante do juiz Gilberto de Moura Lima, ele disse que estava arrependido e confessou ter ingerido bebida alcoólica, além de estar acima da velocidade permitida.

Relembre

No primeiro julgamento realizado em 2015, Anderson sentou pela primeira vez no banco dos réus, sendo inocentado pela morte de Elton, mas condenado a 17 meses de prisão. Na época o MP pediu a anulação do julgamento.

No novo julgamento, o Ministério Público pediu a condenação do réu por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. A defesa ainda tentou convencer os jurados que ele não teve a intenção de provocar o acidente. No entanto, não evitou a condenação.

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Pai é detido por agredir filho com correntes e pá de construção em MT

Criança pulou o muro e fugiu de casa para procurar ajuda e denunciar as agressões. O pai foi detido pela polícia, mas deve responder em liberdade.

O pedreiro José Carlos Batista, de 46 anos, foi detido em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, suspeito de agredir o filho de 10 anos com uma pá de construção, correntes, chutes e socos. A ocorrência foi registrada na segunda-feira (29). A denúncia foi feita pelo Conselho Tutelar, depois que a criança pulou o muro de casa para fugir das agressões. O pedreiro foi liberado e deve responder em liberdade. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.

De acordo com a Polícia Militar, a criança pulou o muro de casa e procurou ajuda para fugir das agressões. Depois de sair, ele foi até uma loja de confecções e foi levado para o Conselho Tutelar.

Aos conselheiros, ele contou que é agredido pelo pai diariamente com pedaços de madeira, correntes e uma pá de construção. Além dos objetos, ele relatou que apanhava com chutes e socos.

“Ele chorava e o encontramos, estava muito triste, mas dormiu e se acalmou”, explicou a conselheira tutelar responsável pelo caso, Keila dos Santos. A mãe da criança, que mora em outro município e é divorciada, deve tomar conta da criança a partir de agora

O pai da criança chegou a comparecer à delegacia, mas foi liberado após prestar depoimento.

“Apesar dos hematomas na criança, ele responderá a um termo circunstanciado de ocorrência, que investiga as infrações de menor pena e potencial ofensivo”, explicou o policial militar Cleverson Hanse.

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Câmara deve discutir e votar reforma da Previdência entre 5 e 12 de junho, diz Maia

Parecer sobre projeto que muda regras para aposentadoria foi aprovado há duas semanas em comissão. Proposta do governo precisa do apoio de, pelo menos, 308 deputados.

 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou nesta segunda-feira (22) que a Casa deverá discutir e votar o projeto de reforma da Previdência Social entre os dias 5 e 12 de junho.

Enviado pelo governo no ano passado, o texto é uma das prioridades do presidente Michel Temer para este ano no Congresso. O projeto foi aprovado há duas semanas na comissão especial que analisava a reforma e precisa do apoio de, pelo menos, 308 deputados, para seguir para o Senado.

Entre outros pontos, a reforma da Previdência prevê: idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres poderem se aposentar; contribuição mínima de 25 anos para o INSS; e regra de transição para quem já está no mercado de trabalho.

“Entre o dia 5 e o dia 12 de junho, vamos começar o debate e a votação da reforma da Previdência. Nós temos um compromisso com a recuperação econômica do Brasil, nós temos um compromisso com a geração de empregos no Brasil, temos um compromisso com a redução rápida da taxa de juros no nosso paí”, afirmou Rodrigo Maia nesta segunda.

Diante da crise política no país, causada pelas delações da JBS, que atingem o presidente Michel Temer, partidos de oposição têm dito que tentarão obstruir todas as votações em plenário até que Rodrigo Maia aceite um dos 14 pedidos de impeachment de Temer.

Na semana passada, logo após o coneúdo das delações dos empresários Joesley e Wesley Batista se tornar conhecido, o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), chegou a divulgar uma nota na qual avaliava que, diante do cenário, não há espaço para o projeto avançar no Congresso.

Apesar do cenário de crise, com a oposição pedindo o impeachment de Temer, Rodrigo Maia defendeu a necessidade de a Câmara seguir com as votações.

“Como já disse, [vamos] ter todas as nossas energias focadas na agenda econômica, que é a agenda econômica que garante emprego, garante um desenvolvimento social para todos os brasileiros, porque, melhor do que o Bolsa-Família, é um emprego com carteira assinada. E, para que os brasileiros possam ter emprego com carteira assinada nós precisamos termina a votação da reforma trabalhista e votar a reforma da Previdência”, disse.

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Janot recorre ao plenário do STF e pede prisão de Aécio e Rocha Loures

Procurador-geral da República recorreu da decisão do ministro Edson Fachin, que negou a prisão dos parlamentares, que foram afastados; recurso deverá ser analisado pelo plenário do STF.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

A PGR recorreu da decisão do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, que negou na semana passada, em decisão monocrática, a prisão preventiva (antes da condenação) dos parlamentares.

Com o recurso, o pedido deverá agora ser analisado pelo plenário do STF, formado pelos 11 ministros da Corte.

O advogado José Luis Oliveira Lima, que faz a defesa de Rodrigo Rocha Loures, afirmou que não há qualquer motivo para a prisão do deputado afastado e disse que aguarda o plenário do Supremo mantenha a decisão que negou o pedido de prisão feito por Janot. “O deputado, no momento oportuno, irá prestar todos os esclarecimentos devidos”, disse.

O advogado Alberto Toron, que faz a defesa de Aécio Neves, informou que aguarda ser intimado sobre o pedido da PGR “para apresentar suas contrarrazões, oportunidade em que demonstrará a impropriedade” do pedido. Tambem afirmou que ingressará no STF com um pedido para revogar o afastamento do senador do mandato “por falta de base legal e constitucional”.

O órgão entende que Aécio e Loures foram pegos em “flagrante por crime inafiançável” na tentativa de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, com base nas gravações realizadas pelos donos da JBS, entregues na delação premiada da empresa.

Ao analisar o pedido, Fachin considerou que não havia necessidade da prisão preventiva e que o afastamento do exercício das funções parlamentares já era medida suficiente para evitar eventuais prejuízos à investigação.

Janot, no entanto, argumentou que as gravações e interceptações telefônicas demonstrariam que Aécio e Loures “vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.

O procurador-geral acrescentou que só não pediu a prisão de ambos antes, quando recebiam dinheiro da JBS, para poderem coletar mais provas. Janot também mencionou “uso espúrio doo poder político” e “encontros indevidos em lugares inadequados” para justificar o pedido de prisão.

“No tocante às situações expostas neste recurso, a solução não há de ser diversa: a excepcionalidade dos fatos impõe medidas também excepcionais”, diz Janot.

O julgamento em plenário ainda não tem data para ocorrer. Caberá agora ao ministro Edson Fachin pedir a presidente do STF, Cármen Lúcia, para marcar uma data de julgamento. Antes, poderá ouvir as defesas de Aécio e Rocha Loures.

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Câmara empossa Antônio Garcez como novo vereador de São Luís

Antônio Garcez afirmou que a expectativa é imensa para trabalhar em favor da população de São Luís
O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), deu posse, nesta segunda-feira, dia 23 de maio, ao suplente Antônio Garcez, como titular da vaga deixada pelo vereador Edmílson Jansen, que morreu no sábado (13), após complicações em uma cirurgia de hérnia umbilical.
A cerimônia de posse do mais novo vereador ocorreu as 10h00, no Plenário Simão Estácio da Silveira, do Palácio Pedro Neiva de Santana, sede do legislativo da capital. Em pronunciamento na tribuna da Câmara, logo após ser empossado, Garcez afirmou que a expectativa é imensa para trabalhar em favor da população ludovicense apoiando, inclusive, as ações e projetos do prefeito Edivaldo Júnior que estarão em tramitação na Casa.
“Minhas intenções e expectativas são as melhores possíveis. Estou preparado para assumir esse importante desafio que é o mandato de vereador. Sei que estou assumindo em função da morte de um colega, mas tudo acontece pela vontade de Deus. E hoje estou aqui para tomar posse e pretendo trabalhar em favor da população ludovicense e apoiar as ações e projetos do prefeito Edivaldo Júnior nesta Casa”, declarou o parlamentar.
Perfil
Nascido em São Luís, no dia 12 de junho de 1956, Antônio José Lima Garcez tem 60 anos e é comerciante. No pleito municipal de 2 de outubro de 2016, ele obteve 2.955 votos nominais e ficou como primeiro suplente da Coligação “O Trabalho Continua”, composta pelos partidos PT/PTC. Esta foi à quinta vez que ele disputou uma vaga no Poder Legislativo Municipal. Com a efetivação de Garcez no cargo, o ex-vereador Vieira Lima, também, do PTC passou a ocupar a primeira suplência da coligação.
Histórico
Em 2000, Antônio Garcez despertou interesse pela política partidária e filiou-se ao Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), onde disputou as eleições daquele ano e obteve 1.856 votos, ficando como suplente na legislatura 1997-2000. Nas eleições de 2004, já filiado ao extinto Partido dos Aposentados da Nação (PAN), conquistou 3.008 votos, mas também não foi eleito vereador.
Garcez ficou com suplente em outras três eleições: Em 2008, quando obteve 3090 votos; Em 2012, quando alcançou 3.600 votos; e também em 2016, onde conquistou 2.955 votos. Depois de cinco eleições, o político conseguiu se efetivar no cargo.
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Cézar Bombeiro fomenta debate sobre regularização fundiária em audiência pública na Câmara

Cézar Bombeiro observou a participação concreta, objetiva e muito bem clara de todas as instituições representadas na audiência
A iniciativa do vereador Cézar Bombeiro (PSD) em propor audiência pública para uma ampla discussão sobre a regularização fundiária em áreas da Camboa, Liberdade, Fé em Deus, Monte Castelo, Alemanha e Vila Palmeira, na última sexta-feira (19), foi decorrente de uma luta de vários anos e da informação da Prefeitura de São Luís, por meio de documento, de que é impossível atender os moradores da Liberdade, depois de o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) ter prometido o benefício à comunidade, quando candidato ao seu primeiro mandato.
A presença de representantes da Advocacia Geral da União (AGU), da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), do o Instituto de Terras do Maranhão (Iterma), da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (SEMURH) e a importante participação do deputado estadual Max Barros (PRP), que tem uma história de luta em defesa de que terras da União atendam direitos de posseiros seculares, e da deputada federal Luana Alves (PSB) deram ampla dimensão aos debates.
Comunidade pode se manifestar na audiência, marcada por discussões produtivas
Lamentável sob todos os aspectos foram as ausências dos Ministérios Públicos Estadual e Federal , registrada por vários segmentos comunitários presentes. A audiência pública foi presidida pelo vereador Francisco Carvalho (PSL) e também contou as presenças dos vereadores Concita Pinto (PEN), Marcial Lima (PEN), Raimundo Penha (PDT) e Silvino Abreu (PRTB). A participação concreta, objetiva e muito bem clara por todas as instituições proporcionou a que a audiência pública atingisse três horas.
O deputado Marx Barros encaminhou uma proposta, logo aprovada, para que seja elaborado um documento da audiência pública e que com a participação da Assembleia Legislativa do Estado e da Câmara Municipal para ir a Brasília para um somatório de esforços com a bancada federal do Maranhão, articulação da deputada Luana Alves, com vistas a que além da proposta do vereador Cézar Bombeiro possam ser beneficiadas outras áreas. O vereador Francisco Carvalho sugeriu que a coordenação do trabalho seja feita pelo vereador Cézar Bombeiro, pelos seus esforços e compromisso com a população de São Luís.
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‘Não renunciarei’, afirma Temer

Presidente afirmou que não teme delação. Segundo ‘O Globo’, empresário entregou gravação de conversa na qual discutiu com Temer compra do silêncio de Eduardo Cunha.

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira (18) no Palácio do Planalto que não teme delação e que não renunciará.

Ele fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

“No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou.

Reportagem publicada no site do jornal “O Globo” nesta quarta (17) informou que Joesley Batista entregou ao Ministério Público gravação de conversa na qual ele e Temer falaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

“Não temo nenhuma delação, nada tenho a esconder”, disse Temer. “Nunca autorizei que se utilizasse meu nome”, declarou o presidente.

Ele afirmou que nunca autorizou que se pagasse a alguém para ficar calado. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém”, declarou.

“Meu governo viveu nesta semana seu melhor e seu pior momento”, disse Temer, em referência a indicadores de inflação, emprego e desempenho da economia e à revelação da delação dos donos da JBS. “Todo o esforço para tirar o país da recessão pode se tornar inútil”, afirmou.

Segundo o presidente, “a revelação de conversas gravadas clandestinamente trouxe fantasmas de crise politica de proporção ainda não dimensionada”.

Michel Temer durante o pronunciamento no Palácio do Planalto no qual afirmou que não vai renunciar (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Nota da Presidência

Na noite desta quarta, após a veiculação da reportagem, a Presidência divulgou nota na qual confirmou que, em março Temer e Joesley Batista se encontraram, mas negou ter havido conversa sobre tentar evitar a delação de Cunha.

No âmbito do STF, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, autorizou abertura de inquérito para investigar Temer, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com a decisão de Fachin, Temer passou formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato. Ainda não há detalhes sobre a decisão, confirmada pela TV Globo.

As revelações do jornal geraram reações imediatas no Congresso Nacional, a ponto de os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), encerrarem as sessões desta quarta nas quais estavam sendo discutidos projetos.

Além disso, tanto parlamentares da oposição quanto da base aliada passaram a defender a saída de Temer por meio de reúncia ou impeachment.

Pela Constituição, se o presidente renunciar ou sofrer impeachment, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assume interinamente a Presidência e tem de convocar novas eleições.

Aécio Neves

Na mesma delação, também segundo o jornal “O Globo”, os donos da JBS revelaram pedido do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de R$ 2 milhões à empresa para pagar as despesas com advogados que o defendem na Lava Jato.

Aécio indicou um primo dele para receber o dinheiro, e a entrega foi filmada pela Polícia Federal. A PF também rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado em uma empresa do também senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

Nesta quinta, Aécio Neves foi afastado do mandato de senador, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a irmã dele, Andrea Neves, foi presa pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no episódio envolvendo a JBS. Um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi preso.

Embora a Procuradoria Geral da República tenha pedido a prisão de Aécio, o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido e não levará o caso a plenário, que só avaliará o caso se o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidir recorrer da decisão.

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