Petrobras assina venda de refinaria de Pasadena para a Chevron

O valor da transação é de US$ 562 milhões, segundo nota divulgada pela petroleira.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (30) que assinou a venda da refinaria de Pasadena para a norte-americana Chevron, por US$ 562 milhões. A operação ainda depende de aprovação de órgãos de regulação no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo o comunicado da Petrobras, “o valor final da operação está sujeito a ajustes de capital de giro até a data de fechamento da transação”.

A empresa já havia informado mais cedo que as negociações estavam em “estágio de conclusão”. A venda faz parte do programa de desinvestimentos da Petrobras, seguindo o plano de negócios da empresa para o período entre 2019 e 2023.

Lava Jato

A refinaria de Pasadena foi alvo de uma série de denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato.

Também nesta quarta, a Petrobras depositou cerca de R$ 2,5 bilhões em uma conta vinculada à Justiça Federal do Paraná, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Os valores fazem parte de um acordo firmado entre a estatal e a força-tarefa da Lava Jato, já homologado pelo Judiciário.

Refinaria Pasadena Texas — Foto: Richard Carson/PetrobrasRefinaria Pasadena Texas — Foto: Richard Carson/Petrobras

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País tem quase 200 barragens de mineração com alto potencial de dano

Classificação da Agência Nacional de Mineração leva em conta perdas de vidas humanas e impactos sociais, econômicos e ambientais em caso de rompimento. Barragem de Brumadinho era considerada de risco baixo.

Imagens da Vale após destruição causada por rompimento de barragem em Brumadinho — Foto: REUTERS/Adriano Machado

O Brasil tem hoje quase 200 barragens de mineração com potencial de dano considerado alto – mesma classificação da barragem 1 da mineradora Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na última sexta-feira (25). Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A ANM tem 2 categorias de classificação de barragens:

  • dano potencial – refere-se ao que pode acontecer em caso de rompimento ou mau funcionamento de uma barragem – ele leva em conta as perdas de vidas humanas e impactos sociais, econômicos e ambientais.
  • risco – refere-se a aspectos que possam influenciar na possibilidade de ocorrência de acidente.

Com base nessas características, a ANM classifica as barragens de mineração em uma escala que vai de A a E.

Veja a tabela abaixo:

Tabela de classificação de barragens — Foto: Alexandre Mauro/G1Tabela de classificação de barragens — Foto: Alexandre Mauro/G1

Tabela de classificação de barragens — Foto: Alexandre Mauro/G1

Barragens com alto dano potencial e categoria de risco alta, por exemplo, são consideradas Classe A. Já na Classe E, estão as com baixo dano potencial e baixo risco. A divisão segue o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB).

A estrutura que se rompeu em Brumadinho era considerada de risco baixo, mas de alto potencial de dano, portanto classificada como B – a mesma nota de outras 196 barragens cadastradas pela ANM. Apenas duas possuem classificação A, ou seja, são consideradas mais perigosas.

A maior parte das barragens entre as que têm nota B possui uma característica em comum com a de Brumadinho: baixo risco, mas alto potencial de dano associado. Essa é a situação de 181 barragens – incluindo a que se rompeu.

Minas Gerais é o estado que mais tem barragens com potencial de dano considerado alto. Entre as quase 200 catalogadas pela ANM, 132 estão lá.

A Vale e suas subsidiárias têm 59 barragens classificadas como de alto potencial de dano – incluindo as de Brumadinho.

Na terça-feira (29), a empresa afirmou que pretende eliminar suas dez estruturas construídas pelo método chamado alteamento a montante, usado tanto em Brumadinho quanto em Mariana. A empresa não esclareceu, no entanto, se essas dez estão entra as 59 com alto potencial de dano.

Barragens mais perigosas que a de Brumadinho

A lista da ANM tem 58 barragens com categoria de risco alto ou médio – ou seja, acima da avaliação da estrutura de Brumadinho. Isso não significa, no entanto, que os danos em caso de rompimento sejam também elevados.

Entre essas, 16 têm alto dano potencial associado.

Barragens de mineração com alto potencial de dano no Brasil — Foto: Roberta Jaworski/G1Barragens de mineração com alto potencial de dano no Brasil — Foto: Roberta Jaworski/G1

Barragens de mineração com alto potencial de dano no Brasil — Foto: Roberta Jaworski/G1

As 2 barragens que aparecem na lista da ANM com classificação A – ou seja, risco alto e elevado potencial de dano – são as barragens 1 e 2 da Mina Engenho, em Rio Acima (MG). Com rejeitos de exploração de ouro, elas são da empresa Mundo Mineração, que encerrou as atividades em 2011 e abandonou as estruturas.

Em maio de 2016, elas chegaram a ser interditadas provisoriamentepelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) porque a empresa responsável não entregou plano de ação de emergência. O mesmo aconteceu com outras 3 barragens na mesma ocasião.

Barragens abandonadas da Mundo Mineração em Rio Acima, na Grande BH, tem a classificação de risco mais alta no cadastro da ANM — Foto: Humberto Trajano/G1Barragens abandonadas da Mundo Mineração em Rio Acima, na Grande BH, tem a classificação de risco mais alta no cadastro da ANM — Foto: Humberto Trajano/G1

Barragens abandonadas da Mundo Mineração em Rio Acima, na Grande BH, tem a classificação de risco mais alta no cadastro da ANM — Foto: Humberto Trajano/G1

Em novembro do mesmo ano, reportagem do Hora 1 mostrou que as barragens seguiam abandonadas pela empresa, que tem sede na Austrália e havia mudado seu nome para Minera Gold. Com a Fundação Estadual do Meio Ambiente alertando sobre a falta de garantia de estabilidade das barragens, o governo de Minas Gerais informou à época que fez uma obra de drenagem emergencial.

Atualmente, a empresa se chama Titan Minerals, e tem atividades de exploração de ouro no Peru. O G1 não conseguiu contato com a empresa.

Outros números

Além da planilha do Cadastro Nacional de Barragens de Mineração, a ANM também disponibiliza em seu site um levantamento da quantidade de barragens no Brasil e sua classificação por risco. Os números, no entanto, são diferentes dos apresentados na planilha do próprio órgão (28 barragens com notas A ou B).

G1 procurou a ANM para questionar a diferença, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Classificação da ANA

Já o balanço da Agência Nacional de Águas (ANA) leva em conta não apenas barragens de mineração, mas também estruturas de contenção para energia elétrica, disposição de resíduos industriais e de usos múltiplos da água, entre outras.

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Erlânio Xavier é aclamado presidente da Famem com 203 votos

O prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), foi aclamado, nesta quarta-feira (30), novo presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), após consenso intermediado pelo governador Flávio Dino, que fez com que o então presidente, Cleomar Tema (PSB), prefeito de Tuntum retirasse a candidatura para evitar uma ruptura na base governista. Dos 217 prefeitos maranhenses, 213 estavam aptos a votar, sendo que deste total, 206 compareceram à sede da entidade.

203 votaram confirmando o nome de Erlânio, sendo que dois votaram em branco e um anulou o voto.

Após o final da votação, a chapa vencedora e Cleomar Tema foram convidados pelo governador Flávio Dino para irem ao Palácio dos Leões, onde o grupo comemorou a manutenção da unidade do grupo. Erlânio Xavier disse que o consenso foi benéfico para todos, destacando que a união do grupo é muito importante para a política estadual, acrescentando que isso aconteceu graças à liderança do governador Flávio Dino.

“Alcançamos um objetivo e, agora, vamos trabalhar todos juntos pelo fortalecimento do municipalismo no Maranhão. Pontuamos algumas propostas, dentre as quais considero como prioridades iniciais, a construção de uma sede própria, a instalação do escritório em Brasília, o fortalecimento da Escola de Gestão e da Assessoria Jurídica, além da criação de uma regional na região sul do Estado”, acrescentou.

O novo dirigente da entidade municipalista agradeceu ao colega Cleomar Tema pela serenidade, pelo gesto de grandeza em ajudar para evitar uma ruptura dentro do grupo do governador Flávio Dino.

Cleomar Tema firmou está deixando a direção da FAMEM, após três administrações, com o coração alegre. “Estou feliz pelo resultado, pela continuidade da harmonia dentro do nosso grupo. Acredito no potencial do colega Erlânio, sei que ele fará um grande trabalho e estou aqui pronto para auxiliá-lo nessa jornada”, afirmou.

Tema ressaltou ainda: “Erlânio, quem gosta do povo, quem sente cheiro do povo, somos nós, prefeitos e vereadores. Nós é que estamos na base dessa

pirâmide política. Você é um dos políticos que assim como eu, vive no meio do povo. Por isso, sei que fará uma grande administração à frente de nossa querida FAMEM”, afirmou Cleomar Tema.

Pelo acordo intermediado pelo governador Flávio Dino, Cleomar Tema ficará como presidente de honra e também será o interlocutor da entidade junto ao Governo Federal. Erlânio Xavier e os demais membros da Mesa foram empossados logo em seguida, em solenidade ocorrida no auditório da Federação.

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Vereadores de São Luís irão inspecionar Barragem de Minério da Alumar

Vereadores de São Luís, coordenados pelo presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT), realizarão, na quinta-feira (31), uma visita de inspeção na Barragem de Minério do Consórcio Alumar, localizada na BR – 135.
A caravana parlamentar chegará ao local por volta das 14h e será recebida por membros da diretoria da empresa.
O objetivo da iniciativa é checar, in loco, o funcionamento dos chamados lagos vermelhos, locais onde são despejados rejeitos de bauxita, substância prejudicial aos seres humanos, a fauna e a flora.
Osmar Filho explicou que a tragédia ocorrida na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, onde uma Barragem de rejeitos da Vale acabou rompendo na última sexta-feira, ocasionando mortes e sérios danos ambientais, trouxe novamente à tona o debate acerca do funcionamento e segurança deste tipo de equipamento utilizado por grandes empresas e multinacionais.

“A Câmara Municipal tem o dever de fiscalizar o funcionamento deste tipo de equipamento. Além disso, manteremos dialogo permanente com entidades e órgãos responsáveis pela segurança e fiscalização da empresa”, disse.
O presidente da Casa afirmou, ainda, que o tema será debatido com a sociedade maranhense através de audiências públicas que serão promovidas na sede do Legislativo Municipal.
Em nota divulgada recentemente, o Consórcio de Alumínio do Maranhão – formado pelas empresas Alcoa, Rio Tinto e South32 – garantiu que opera dentro dos mais altos padrões internacionais e que este trabalho está alinhado as ações de várias agências ambientais e regulatórias, incluindo as Secretarias do Meio Ambiente, no sentido de garantir excelência dos serviços e evitar riscos.
“A Alumar possui sete áreas de Disposição de Resíduos de Bauxita. E destas, três já foram fechadas e reabilitadas. Aplicando os melhores recursos tecnológicos e as mais rigorosas normas de engenharia do mundo, a Alumar, em parceria com a UFMA, tem desenvolvido pesquisas para a transformação sustentável do resíduo”, afirmou o Consórcio.
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Governador entrega escrituras de propriedades rurais a famílias de Tuntum, Coroatá e Cururupu

Mais de 84 famílias de agricultores e agricultoras rurais realizaram o sonho de ter a posse formal do próprio espaço de produção agrícola. Entregues pelo governador Flávio Dino, na tarde desta quarta-feira (30), as escrituras de propriedades rurais contemplam famílias dos municípios de Tuntum, Coroatá e Cururupu, e foram viabilizados por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).
O governador explica que este programa nacional, executado via Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), se complementa a outras ações de apoio ao pequeno produtor rural do Governo do Estado. “A reforma agrária se faz na prática mediante a um conjunto de ações que nós temos implementado para apoio a quem quer produzir. São ações voltadas a comercialização, assistência técnica, fornecimento de equipamento, como tratores, e também ações como esta de acesso ao direito formal à terra”, explica Flávio Dino.
Em conversa com os agricultores e agriculturas familiares contempladas, o governador defendeu que a segurança jurídica é o principal benefício com a posse das terras. “Possibilita o acesso a linhas de créditos e financiamento, já que eles passam a ser proprietários, além de garantir a sucessão rural para que descendentes possam ocupar. Propicia também que tenham confiança de que podem investir nas terras”, pontuou Flávio Dino.
Somando um investimento de mais de R$ 5 milhões, as áreas de terras adquiridas correspondem a 1.643,54 hectares para aquisição das terras e aplicação em projetos produtivos para três associações. No município de Tuntum foram beneficiadas 35 famílias da Associação de Mães e Moradores do Povoado Centro dos Teixeiras. Em Coroatá são 29 famílias da Associação dos Agricultores e Agricultoras Rurais do Povoado Olho d’Água das Pedras. E na cidade de Cururupu, 20 famílias da Associação dos Agricultores e Agricultoras Familiares da Fazenda São Bento terão as escrituras de suas terras.
O agricultor Luanilson Silva Nunes, de Tuntum, é um dos integrantes beneficiados da Associação de Mães e Moradores do Povoado Centro dos Teixeiras e se disse estar agradecido com a oportunidade de poder garantir uma vida melhor para a família. “Vai ser uma mudança radical na minha vida, porque é uma oportunidade que eu esperei uma vida inteira, a de poder trabalhar e produzir numa área de terra que seja minha. Eu e outros associados que estamos sendo beneficiados estamos muito felizes porque é uma grande chance pra melhoria de vida”, defendeu seu Luanilson.
Programa 
No Maranhão, o PNCF está presente em 135 municípios e com essas novas aquisições foi alcançado o total de 500 áreas adquiridas e 12.246 famílias atendidas desde a execução do Programa no estado.
O secretário de Estado de Agricultura Familiar, Júlio Mendonça, conta que o programa ficou por anos paralisado no Maranhão e, na retomada, avançou muito na garantia de direitos aos produtores. “É um momento muito forte porque o programa esteve parado por nove anos, retomou em 2016, com ação forte do Governo Flávio Dino. Nesta reemersa fazemos mais uma entrega para 84 famílias, com investimento de quase R$ 6 mi, fazendo com que a terra fique realmente com quem produza. Representa, acima de tudo, a garantia que é necessária para se produzir e gerar riquezas”, disse o secretário.
O programa foi criado como uma ação complementar ao Plano Nacional de Reforma Agrária, permitindo o acesso à terra aos agricultores familiares através de financiamento ao amparo dos recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária, instituído pela Lei O Programa é do Governo Federal, executado pelo Governo do Estado, por intermédio da Unidade Técnica Estadual (UTE) da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF) e conta com parceria do movimento Sindical – Fetaema e Fetraf – e Banco do Nordeste.O PNCF visa ampliar a redistribuição de terras de forma sustentável em regime familiar, garantindo infraestrutura básica e assistência técnica a seus beneficiários.
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Cézar Bombeiro fará indicação para que os Governos Federal e Estadual façam vistoria técnica nos lagos de rejeitos da Alumar

Infelizmente, as informações técnicas que são disseminadas para a população e para as instituições são de origem da própria Alumar, tendo como referência empresas contratadas por ela, exemplo idêntico ao que deu origem a tragédia ocorrida na cidade mineira de Brumadinho, registra o vereador.
Cézar Bombeiro destaca que em São Luís existe um polo industrial, capitaneados pela Vale e Alumar, especializados nos manejos de ferro e alumínio, que infelizmente até hoje ainda não corresponderam com responsabilidades sociais para São Luís e o Estado do Maranhão. Ambos exploram mão de obra barata, destroem o meio ambiente e já causaram milhares de mortes, principalmente de câncer causados pela bauxita e pelo ferro. Se alguém perguntar, sobre o que foi investido pelas duas empresas para benefícios da nossa população, nada, simplesmente nada, eles ficam inventando paliativos e assim destroem  o nosso meio ambiente e comprometem vidas atuais e não permitem sonhos para o futuro, afirmou o vereador do PSD. As famílias que residem nas imediações da Alumar,  enfrentam dificuldades que poderiam se amenizadas, principalmente no abastecimento de água. Os municípios maranhenses ao longo da ferrovia carajás, são afetados pelos resíduos do ferro e muita gente já morreu. Diante de tais fatos é que faço a indicação para que seja feita vistória técnica na área da Alumar e ao longo da linha férrea da Vale.
Entendo que as mobilizações feitas contra instalação da Alumar, retornem agora, com cobranças por responsabilidades sociais e também pela recuperação de áreas que foram afetadas pelo projeto no interior da Ilha de São Luís, afirmou o vereador Cézar Bombeiro.
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Buscas são retomadas pelo 5º dia em Brumadinho

Operação de resgate foi retomada às 6h desta terça-feira (29). Número de mortos subiu para 65, e 279 continuam desaparecidos.

Buscas por vítimas entram no 5º dia em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV Globo

As buscas por vítimas do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho foram retomadas na manhã desta terça-feira (29).

Até a noite de segunda-feira (29), havia 65 mortes confirmadas e 279 pessoas continuavam desaparecidas. Nenhuma vítima foi encontrada com vida no 4º dia de buscas, segundo o corpo de bombeiros.

Números da tragédia

As buscas neste 5º dia de trabalhos de resgate começaram pouco depois das 6h. Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação desta terça-feira deve priorizar a área do que pode ser o refeitório onde almoçavam funcionários da Vale no momento da tragédia.

Participam dos trabalhos 290 militares, sendo 120 de Minas Gerais e os outros de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Alagoas. Em nota, os Bombeiros de Minas Gerais afirmaram que os militares israelenses também atuam nesta terça-feira na chamada “área quente”, mas que o local exato de atuação e o número de militares ainda não está definido.

Bombeiros se preparam para operação de resgate — Foto: Reprodução/TV Globo

Com a lama cada vez mais sedimentada e menos fofa, as buscas ficam mais arriscadas. Para evitar que o corpo afunde, os bombeiros precisam rastejar. Veja as estratégias da equipe de resgate.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25). A lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa. Entre as vítimas, estão moradores e funcionários da Vale.

Na segunda-feira, a tropa da ajuda oferecida por Israel se concentrou no vale de lama perto do local em que a barragem estourou. Um dos equipamentos israelenses é capaz de encontrar pessoas com vida a 30 metros de profundidade. Apesar de a lama dificultar a sobrevivência, os bombeiros não descartam a possibilidade encontrar pessoas com vida.

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Funcionários da Vale e engenheiros que atestaram segurança de barragem em Brumadinho são presos em MG e SP

Investigações apontam suspeita de fraude em documentos. Último balanço da Defesa Civil de MG confirmou que 65 pessoas morreram e 279 ainda estão desaparecidas.

Cinco pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (29) suspeitas de responsabilidade na tragédia da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na sexta-feira (25). Dois engenheiros da empresa TÜV SÜD que prestavam serviço para a mineradora Vale foram presos em São Paulo. Em Minas, foram presos três funcionários da Vale.

Na noite de segunda-feira (28), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que há 65 mortos e 279 desaparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem da mineradora Vale, na região metropolitana de Belo Horizonte. Nesta terça-feira, começa o quinto dia de buscas no local.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.

Quem foi preso

  • André Yassuda – engenheiro, preso em SP
  • Makoto Namba – engenheiro, preso em SP
  • Cesar Augusto Paulino Grandchamp – geólogo da Vale, preso em MG
  • Ricardo de Oliveira – gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale, preso em MG
  • Rodrigo Artur Gomes de Melo – gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale, preso em MG.Membros do corpo de bombeiros procuram por sobreviventes na lama em Brumadinho — Foto: Adriano Machado/Reuters
  • Atestado de segurança

    Segundo investigadores, os engenheiros presos em São Paulo participaram de forma direta e atestaram a segurança da barragem número 1 da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho.

    Os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda foram presos em São Paulo, nos bairros de Moema e Vila Mariana, Zona Sul. Eles foram levados para a sede da Polícia Civil e deverão ser encaminhados em seguida para Minas Gerais, após embarcarem no Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte.

    Na casa de Makoto Namba, chamou a atenção dos investigadores o fato de haver vários recortes de jornal com informações sobre a tragédia de 2015 de Mariana, da Samarco. Também foram identificados cartões de crédito, computadores e extratos de contas bancárias no exterior.

    Licenciamento

    Na região metropolitana de Belo Horizonte, foram presos os engenheiros da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo licenciamento do empreendimento minerário onde fica a barragem que se rompeu. A reportagem tenta contato com a defesa dos presos.

    As ordens da Justiça são de prisão temporária, com validade de 30 dias, e foram expedidas pela Justiça no domingo.

    Por meio de nota, a Vale informou que “está colaborando plenamente com as autoridades”. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”, diz a nota divulgada após a prisão dos engenheiros.

    Mandados de busca e apreensão em empresas

    A Polícia Federal em São Paulo também participa da operação e cumpre, neste momento, dois mandados de busca e apreensão em empresas que prestaram serviços para a Vale. O nome das empresas ainda não foi divulgado.

    Toda a operação é coordenada por policiais, promotores e procuradores de Minas Gerais. A força-tarefa envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e Federal e a Polícia Civil.

    As ações em São Paulo são coordenadas por promotores do núcleo da capital do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP de São Paulo, e pelo Departamento de Capturas (Decade) da Polícia Civil paulista.

    Foto aérea da devastação provocada pela lama em Brumadinho — Foto: Cavex/Divulgação

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Parentes de vítimas esperam notícias dos quase 300 desaparecidos

Passadas 80 horas desde o desastre, 279 pessoas ainda são consideradas desaparecidas.

A última vez que Bruno Oliveira viu o pai foi quando ele saiu para trabalhar, no dia da tragédia. Rodrigo de Oliveira é operador de máquinas. Desde então, a casa construída pelos dois está vazia. Bruno conta que o nome do pai está na lista de localizados, mas ele já foi aos hospitais, IML e nada.

“A esperança foi lá em cima, e a felicidade… Agora é decepção total, descaso total da empresa com as famílias. Não sei nem o que te dizer”, afirma o estudante Bruno Oliveira.

Está no olhar da Carmita. Ela acredita que vai encontrar o sobrinho Wanderson vivo. “Por ele ter saído na hora do almoço do setor de risco. É um filho. Meus sobrinhos são como se fossem filhos, todos, todos sem exceção. Esse era mais apegado, a gente convive muito, mora parede e meia com a minha casa”, diz a cuidadora de idosos Carmita Pereira.

O filho da professora Maralyz Fernandes tem casamento marcado para junho, 38 anos, geólogo. “Ele é um rapaz que faz academia, tem muita resistência. Eu espero que ele tenha essas reservas, que ele lute pela vida dele onde ele estiver. É o que eu espero, que eles resgatem ele com vida. Isso que eu quero. Meu filho é um menino sempre modelo. Modelo de estudante, modelo de funcionário, de empregado”, conta a professora Maralyz Fernandes.

Muitas famílias falam dos desaparecidos no presente e não no passado; ainda têm esperança. Mas no fundo sabem que todo esse trabalho de resgate e identificação ainda pode levar muito tempo. Em uma região onde existia uma grande plantação, vários corpos foram resgatados.

Deywid França viu tudo acontecer: a lama desceu quebrando árvores, arrancando tudo. Agora, ele acompanha os resgates. Toda hora tem helicóptero. Dois primos estão sumidos desde a tragédia. “Só um milagre de Deus. Muita coisa desceu, muita lama. E muito longe, muita distância”.

No meio de toda a lama, a espera é pelo resgate de turistas, funcionários e donos da pousada Nova Estância. No dia do acidente, duas pessoas conseguiram se salvar.

As mensagens de celular foram mandadas pela hóspede Maria de Lourdes, momentos antes do rompimento da barragem, para a amiga Beatriz, que mora em São José do Rio Pardo, em São Paulo.

“Falaram que estavam todos ótimos, que estava super gostoso, que estava uma delícia, que estavam aproveitando bastante. Depois disso, a gente perdeu o contato. Mandei algumas coisas para ela pelo Whatsapp, mas ela não abriu mais”, conta Beatriz Mathias Duarte.

Maria de Lourdes e quatro parentes estavam de férias e iriam conhecer o museu de Inhotim, em Brumadinho.

Bem perto, parentes de funcionários da pousada vivem a angústia da espera. A avó de Jeferson Custódio estava na cozinha. “Ela trabalhou a vida toda para dar o melhor para a gente e morrer daquele jeito. O que aconteceu…. Ninguém achou nada”.

Gelson Custódio da Silva mal consegue caminhar e tem que ser amparado pelo irmão. “Eu só quero ver a esposa e minha mãe de volta. Não tenho mais nada para falar”.

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Bloco da Imprensa inicia a folia nesse sábado, na Praia Grande

Em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo do Governo do Maranhão – responsável pelas atrações culturais, palco, som, iluminação e segurança – o Bloco da Imprensa iniciará o carnaval para os profissionais de comunicação nesse sábado (02), às 18h, em frente ao Bar do Porto, na Praça da Casa do Maranhão, Praia Grande, em São Luís/MA. Com o tema ‘Vamos Colorir!’, o Bloco terá ainda mais duas concentrações, nos dias 09 e 16 de fevereiro/19, sempre às 18h.

Nesse primeiro sábado da folia, a programação será animada pelo grupo ‘Bem Dito Samba’ (18h), ‘Bloco Tradicional Príncipe de Roma’ (19h), ‘Grupo As Brasileirinhas’ (20h), ‘Bateria Carcará da Favela do Samba’ (21h) e encerrando o primeiro dia haverá show com a ‘Banda Máquina de Descascar Alho’ (22h), que fará um grande baile de carnaval a céu aberto. A coordenação geral do Bloco é dos jornalistas Célio Sérgio e Joel Jacintho. A organização do evento sugere aos profissionais da imprensa que usem roupas brancas nesse primeiro dia da folia, que serão coloridas durante a folia!

 

Confira a programação de sábado, dia 02 de fevereiro:
Local: Bar do Porto- Praça dos Catraeiros – Praia Grande
18h – Grupo Bem Dito Samba
19h – Bloco Tradicional Principe de Roma
20h- Grupo As Brasileirinhas
21h – Bateria Carcará da Favela do Samba
22h – Banda Máquina de Descascar Alho
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