Contradições de Adriano Sarney ao cobrar nomeações

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) precisa decidir se ele é liberal, a favor de um estado mais enxuto, com menos servidores e gastos públicos; ou se é a favor de um estado mais cheio, com mais servidores e mais serviços públicos.

Adriano passou a semana reclamando que o Maranhão estava acima do limite de gastos com pessoal , que o estado está inchado.  “quando Flávio Dino assumiu o Governo do Maranhão, o percentual de despesa de pessoal encontrava-se em 38,7%; hoje, 60,22% da receita corrente líquida do Estado está comprometida com a folha de pagamento de ativos”, disse em um dos discursos.

Claro que o deputado não disse que o excesso não é do Poder Executivo e sim dos gastos dos outros Poderes, principalmente o judiciário. O Poder Executivo sozinho não estoura a LRF e gasta 56,51% dos gastos com a folha.

Ainda assim, o governo Flávio Dino aumentou de fato os gastos com folha porque acabou com muitas terceirizações precárias do Roseana e nomeou mais de mil policiais, mais de mil professores, outros tantos na saúde e outras pastas. Gasto aumentado justificado pela necessidade do Estado.

Mas hoje, o deputado Adriano resolveu subverter seu próprio discurso ao defender a nomeação de mais pessoas para Agência Estadual de Defesa Agropecuária (AGED). Concursados aprovados para Agência protestaram na Assembleia Legislativa pedindo nomeação e o deputado discursou reiterando a cobrança.

O governador disse em entrevista no início do ano que entre as medidas estimuladoras à reestruturação da AGED, está a nomeação dos concursados, que irá acontecer ainda este ano. Ele disse que eles serão os primeiros a ser chamados. O governador justificou a demora justamente pelos cuidados para evitar problemas jurídicos, administrativos e financeiros. Problemas estes que Adriano tanto criticou ao falar do excesso de gasto com pessoal.

O deputado precisa definir se quer mais ou menos gastos com folha de pagamento.

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