Governo do Maranhão fica afetado com a disparada do dólar

Flávio Dino preocupado: dívida deixada por Roseana para o Bank of America dispara com alta do dólar

O dólar não para de bater recordes. Esta segunda-feira (9) é o dia mais tenso para o mercado desde o início da crise do coronavírus.  O risco-país tem alta recorde. Os juros futuros sobem. A Bolsa brasileira abriu em forte queda, atingindo rapidamente uma retração de 10%.

O dólar abriu nesta segunda em forte alta. Na máxima, bateu R$ 4,7940, mas teve a disparada parcialmente contida pela venda de US$ 3 bilhões de reservas pelo BC –o triplo do inicialmente previsto. O plano, na sexta-feira, era vender US$ 1 bilhão. No momento do fechamento desta matéria, a moeda sobia 3%, a R$ 4,77.

O governador Flávio Dino avisou no Twitter que a alta da moeda americana afetará consideravelmente o governo do Maranhão. “Lembro que, no passado, fizeram um empréstimo ao Estado cujas parcelas são indexadas ao dólar. Com esse descontrole cambial que estamos assistindo, o valor das parcelas que pagamos passa a ter um peso ainda mais terrível sobre as finanças públicas”, afirmou o governador.

Ele se referia a um dos empréstimos feitos pelo governo Roseana Sarney. Somente para o Bank of America, a dívida era de US$ 661, 9 milhões, quando Dino assumiu o governo. Isto equivalia à época, a R$ 1,4 bilhão. Valor global que tende a aumentar a cada mês que se paga uma parcela já que está indexado ao dólar.

Clodoaldo Correa

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