Impeachment de Dilma emociona manifestantes em frente ao Congresso

A votação que confirmou o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República foi acompanhada de perto pelos manifestantes que se concentravam no gramado em frente ao Congresso Nacional. Transmitida por telões, a sessão atraiu militantes dos movimentos pró e contra o impeachment da então presidente afastada. Enquanto um lado vibrava o resultado de 61 votos favoráveis à condenação da petista, o outro chorava e se mostrava revoltado por aquilo que chamaram de “golpe”.


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“Decisão patética, entregaram nosso patrimônio, vão privatizar tudo. É um dia muito triste para a história do povo brasileiro”, lamentou a servidora pública Veronica Tavares. Assim como ela, dezenas de pessoas vestidas de vermelho pareciam não acreditar que Dilma será impedida de continuar o mandato de presidente da República. “É um sentimento de vergonha, indignação e tristeza. Temer não vai ter governo porque não vamos arregar. Vão ter muitas manifestações. Me sinto roubada e traída”,  disse a agricultora Claudete Lima.

Mas também houve lágrimas de alegria. A administradora Lúcia Félix do Movimento Brasil Contra a Corrupção disse que o dia de hoje é de muita comemoração. “Estamos na rua desde 2011. Esse é o primeiro passo e a primeira vitória. Agora vamos fazer um projeto para o futuro. Não ficamos mais fora do governo. Acabou falta de ética. O povo está na rua, na eterna vigilância. Seguimos em frente nessa luta”.

Apesar do afastamento definitivo de Dilma, o grupo contra o impeachment promete não parar com as manifestações. O geógrafo, Guilherme Lucini, 33 anos, ressaltou que a população brasileira deve se preparar para as reformas que vão acontecer. “Participei de todas as manifestações e continuarei lutando. O que aconteceu hoje foi um dano enorme ao Brasil, vamos perder em educação e em direitos trabalhistas”, afirma. Lucini não participa de nenhum movimento partidário, mas encara a decisão do Senado como um golpe. “Elegemos um governo e agora estamos sujeitos á outro totalmente diferente. Este tipo de coisa só acontece em países de fraca democracia”, afirmou. 

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