José Carlos Madeira, um pré candidato a prefeito da ilha do amor acima da média.

Por Alan Ramalho.

É chegada a hora dos “santos milagreiros” aparecerem aos baldes, das idéias miraculosas se multiplicarem e do inexequível ficar tão presente ao ponto de parecer o único caminho a seguir. Tenho acompanhado o movimentos, alguns hilários, de um número absurdo de pré candidatos a prefeito da capital maranhense, que só é menor que o  desinteresse velado da população por esse tema cada dia mais preocupante. Afinal, mais de 54% da população da capital ainda não sabem em quem votar dia 15 de novembro.

Há no ar um misto de indignação cívica, interesse de segmentos diversos na superação de práticas condenáveis e também de idealismo para a construção de uma cidade melhor. Como escrevera  Luis Roberto Barroso certa vez, “Indignação, interesses legítimos e idealismo são o combustível das grandes transformações históricas.” O ser humano, em todas as suas decisões, leva sempre em conta os riscos e os incentivos, e isso explica uma mudança que vem acontecendo em quase todo grande centro brasileiro, onde juízes, militares, advogados, empresários, professores entre outros, resolveram tomar as rédeas da situação e enfrentar os riscos, certos de que pior que fazer a maldade, era permiti-la quando poderíamos evitá-la.

Assim, entre a infinidade de nomes que se lançam por interesses quase sempre pessoais, sem um olhar para o agora da Ilha do Amor, destaca-se o de  Juíz Federal aposentado, que no auge de sua indignação e idealismo resolveu dar um basta e se manifestar, cansado do político tradicional com hábitos pouco republicanos, e que por vezes nem sabe porque ou pra que foi eleito.

José Carlos do Vale Madeira, Juiz Federal aposentado, apesar da sua formação entende a importância de incentivar o reflorescimento da sociedade civil, com empreendedorismo,  prega a parceria inequívoca entre o publico e o privado, mas sobretudo, pensa uma gestão pautada na importância da educação e como ela  pode ser transformadora e deve ser elevada a prioridade máxima, por sua capacidade de melhorar a vida das pessoas e a qualidade das escolhas que devem fazer.

Tive oportunidade de conhecer algumas idéias do seu projeto político, mas confesso que a sua vitalidade por fazer de São Luis uma cidade melhor, despojado de vaidades e de egocentrismos,  aliado  aos voltados para a educação foram os que mais me encantaram, por entender que educação é o caminho para a realização e engrandecimento de um povo, instrumento maior de força e de liberdade. 

Ao que parece, pouco a pouco a população vai conhecendo e entendendo a preciosa oportunidade que São Luís tem de ser administratada por um homem que se distigue, de todos os outros até agora apresentados, por seu caráter idoneo e transparente e sua história retilínea e vitoriosa, ainda que não tenha, em nenhum momento de sua vida, sido alçado a qualquer cargo por ser sobrinho, filho ou neto de clãs ou oligarquias, como alguns costumam nominar.  

A sorte está lançada,  e apesar de entender  que somos herdeiros de uma sociedade escravocrata,   acostumada a distinguir entre senhores e servos, brancos e negros, ricos e pobres, que  fomos criados numa cultura em que a origem social está acima do mérito ou da virtude, e na qual existem superiores e inferiores. Carlos Madeira tem um entendimento que remete a uma democracia verdadeira que ao surgir  cria uma sociedade de pessoas livres e iguais, com acesso a oportunidades semelhantes no ponto de partida. E nessa linha, pensa em oferecer programas sociais para os verdadeiramente pobres, por entender que isso  é dever do Estado, assim como proteger mulheres contra a violência, negros contra o racismo e homossexuais e transgêneros contra a discriminação, sabe da necessidade de reduzir drasticamente os “foros privilegiados” e o quanto isso ajudará a criar uma cultura republicana e igualitária. Vale refletir.

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