Justiça condena delegado da PF a mais de 22 anos de reclusão e à perda do cargo

Entre os crimes, Fernando Byron Filho foi condenado por repassar informações sigilosas a Carlinhos Cachoeira.

A Justiça Federal decretou a perda do cargo do delegado de Policia Federal (PF) em Goiânia, Fernando Antônio  Hereda Byron Filho, além de 22 anos de reclusão, pela corrupção passiva, por duas vezes de advogacia administrativa e de sigilo funcional por cinco vezes.

Byron Filho foi um dos 79 investigados na operação Monte Carlo por ter se associado ao grupo chefiado por Carlos Cachoeira. De acordo com o ministério Publico Federal em Goiás (MPF/GO), a denuncia foi apresentada 19 dias depois da deflagração da operação, em março de 2012. Em razão do elevado numero de denunciados, o caso de Fernando Byron foi desmembrado do processo.

Consta nos relatos que Byron associou-se à organização criminosa comandada por Carlos Cachoeira, com o intuito de praticar crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional. A investigação apurou que o então delegado recebeu, ao menos, R$ 165.00,00  em propina para compartilhar informações sigilosas de que teve ciência em razão do cargo.

Apenas somadas chegam a 22 anos e 10 meses de reclusão e 7 meses de detenção e, ainda, ao pagamento de 680 dias-multa. Cada dia multa foi fixado 1/20 do salário-minimo vigentes a época dos fatos, incidindo a devida correção monetária. Na sentença, a JF, acolhendo pedido do MPF/GO, também decretou a perca do cargo de delegado da PF. Apenas privativa   de liberdade será cumprida inicialmente no regime fechado.

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