Madeira desafia pré-candidatos para debate na fase de pré-campanha

Por Marco Aurélio D´eça.

Candidato do Solidariedade entende ser preocupante que 60% da população ainda não tenha se decidido por nenhum candidato e vê no encontro de ideias entre todos uma forma de mostrar quem é quem ao eleitor

Em conversa com blog Marco Aurélio D’Eça, o ex-juiz federal José Carlos Madeira lançou hoje um desafio: que todos os pré-candidatos a prefeito de São Luís assumam publicamente o compromisso de participar de todos os debates a que forem convidados.

E propõe que os primeiros debates em rádio, TV ou internet sejam realizados ainda na fase de pré-campanha, uma maneira, segundo ele, de fazer com que a população tome conhecimento prévio da história de vida e das propostas de todos que desejam comandar a capital maranhense a partir de janeiro de 2021.

– Eu estou assumindo esse compromisso e faço questão de registrar em cartório – disse o pré-candidato do Solidariedade.  

Madeira considera preocupante o fato de que quase 60% da população – segundo dados de todas as pesquisas de opinião – ainda não se decidiu sobre a intenção de voto nas eleições de novembro de 2020.

– Estamos a menos de três meses das eleições e a grande maioria dos cidadãos de São Luís não escolheu um nome para prefeito, ou porque não conhece os pré-candidatos ou porque não se identifica com velhas propostas que se apresentam, mirabolantes, em embalagens novas – argumentou Madeira.

O ex-juiz federal foi o primeiro, entre os pré-candidatos a prefeito de São Luís, a defender o adiamento das eleições deste ano em razão dos riscos da pandemia da Covid-19.

– Se adiamos as eleições, é fundamental que antecipemos os debates, afinal o eleitor precisa de tempo para, após avaliar os modelos de política que aí estão postos, fazer a escolha mais sensata, pensando sempre no melhor para São Luís – frisou.

Madeira avalia que o distanciamento social provocado pela pandemia criou mais dificuldades para os pré-candidatos e os eleitores.

“Entre eles estão a internet e as redes sociais, mas nem todos os cidadãos têm acesso o tempo todo, e a pré-campanha acaba se transformando em algo excludente”, ponderou.

Segundo o pré-candidato do Solidariedade, os debates nos meios de comunicação de massa, como o rádio e a TV, podem ajudar a democratizar a fase de pré-campanha, com oportunidades iguais a todos.

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