MADEIRA DIZ QUE PRETENDE CONSTRUIR UM NOVO AMBIENTE DE PACIFICAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS DO ESTADO

Por Jorge Vieira.

Esta semana o pré-candidato do Solidariedade a prefeito de São Luís, ex-juiz federal Carlos Madeira, teve um encontro com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), acompanhado do secretário de Segurança do Estado Jefferson Portela, um dos apoiadores de sua candidatura, e logo surgiram as especulações sobre uma possível aproximação entre os dois partidos visando a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Em conversa com o titular deste blog nesta manhã de sexta-feira (7), Madeira observou que, embora gostasse de ter o MDB em seu palanque, a conversa com a ex-governadora teve outra finalidade: construir um ambiente de pacificação entre as diversas lideranças políticas do Estado que se encontram em lados opostos.

“Nossa conversa foi apenas para registrar nossa intenção em construir um ambiente de pacificação entre lideranças que estão em campos opostos, por conta desse Novo Normal. Estou defendendo que o Novo Normal seja trazido para a política e, assim, possamos construir novos pactos, novas alianças em favor da administração da cidade”, defende o representante do Solidariedade.

O blog questionou se existe alguma possibilidade do MDB apoiar sua candidatura e Madeira respondeu que “não houve nenhum avanço” e que não há perspectiva de aliança com outro partido. “O arco está praticamente fechado. Estou trabalhando com a possibilidade, infelizmente, de seguirmos sozinhos”.

Tempo de televisão – Ao ser questionado se o pouco tempo que terá no horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão por conta da falta de aliança não poderá ser prejudicial à candidatura, o ex-juiz federal observou: “O tempo de televisão tem a sua devida importância numa campanha eleitoral. Não se pode negar isso. A TV tem grande audiência e ainda influencia muito no processo eleitoral, mas não podemos dizer que seja um fator determinante na decisão soberana do eleitor”.

Madeira destaca ainda que há casos emblemáticos recentes que justificam o que ele argumenta. “Hoje a comunicação digital tem um peso enorme nas eleições. E neste pleito de 2020, em especial, em decorrência do distanciamento social, as redes digitais serão ainda mais impactantes nas eleições municipais”.

Para o candidato do SDD “a TV tem um tempo de preparação, de confecção de programa, de edição de falas, ou seja, às vezes se perde muito tempo para se dizer algo que nem sempre soa verossímil ao cidadão comum, porque a informação chega editada, maquiada. Já nas redes sociais, no WhatsApp, a informação é quase em tempo real, instantânea e espontânea”.

Segundo Carlos Madeira, o programa eleitoral na TV pode até ditar o ritmo da campanha, mas não chancela a vitória de um candidato. “Há casos em que o tempo de TV em excesso é um problema, e não uma vantagem. Na televisão, assim como nas plataformas digitais, você deve dizer o necessário, de maneira que o eleitor assimile como verdadeira a sua mensagem”.

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