Membro da UNICEF destaca serviços da Prefeitura de São Luís na plataforma de Centros Urbanos

O representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl, elogiou as ações que a Prefeitura de São Luís vem desenvolvendo no sentido de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, objetivo maior do projeto Plataforma dos Centros Urbanos (PCU), uma iniciativa do UNICEF na busca de um modelo de desenvolvimento inclusivo das grandes cidades. Gary Stahl esteve reunido com o prefeito Edivaldo esta semana para avaliar as ações do projeto na capital. Ele estava acompanhado da coordenadora do escritório do UNICEF no Maranhão, Eliana Almeida.
Entre os pontos destacados por Gary como muito positivos estão a integração de todas as secretarias nas ações, a desagregação dos dados e o envolvimento da comunidade na definição das prioridades para cada território. Para impulsionar a redução das desigualdades urbanas, a PCU propõe três estratégias essenciais: monitoramento da redução das desigualdades, participação social nas políticas públicas nos territórios intraurbanos e participação cidadã dos adolescentes.
“Estamos aqui  para para analisar os avanços até hoje da plataforma em São Luís. Queremos ver o que foi feito e o que falta fazer até aferir os resultados e celebrar o sucesso ao final de 2016”, disse Gary. “Eu acho muito bom o trabalho que a Prefeitura fez nesses últimos dois anos, em ações em que todos os secretários trabalham conjuntamente para produzir os resultados, porque os resultados não são na área de saúde, ou educação, ou planejamento, são na área das crianças”, completou.
O prefeito Edivaldo destacou que reduzir as desigualdades é um desafio grande que a Prefeitura assumiu ao lado do UNICEF de trabalhar para melhorar os indicadores da cidade. “Foi uma reunião com perspectivas positivas para a nossa cidade. Temos sido pioneiros no desenvolvimento desse trabalho de forma mais abrangente, com a implantação dos fóruns para que haja debate e mapeamento das demandas mais emergenciais”, destacou o prefeito, que reafirmou o compromisso de trabalhar em defesa da garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
A reunião contou com a participação de vários secretários, entre eles a secretária Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), Andréia Lauande, que fez uma breve explanação do trabalho já desenvolvido, juntamente com a jornalista Lissandra Leite.
AÇÕES
Como metodologia, a PCU dividiu São Luís em 30 áreas, tendo como base a divisão censitária do IBGE. Nesses territórios foram analisados indicadores como taxa de mortalidade infantil, percentual de nascidos vivos de gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal, taxa de homicídios entre adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, percentual de crianças de quatro a cinco anos matriculadas na educação infantil municipal e percentual de escolas de educação básica que possuem quadra esportiva.
A secretária Andréia Lauande destacou que o trabalho foi feito de forma articulada com outras secretarias municipais que têm indicadores para serem avaliados e monitorados na Plataforma dos Centros Urbanos. “Nós realizamos os fóruns, monitoramos, montamos as comissões e agora estamos na fase de construir o plano de intervenção para que se possa até 2016 avaliar se de fato conseguimos mudar alguns indicadores e o que conseguimos melhorar para a qualidade da vida de crianças e adolescentes em São Luís”, disse.
Os próximos passos do projeto, segundo o que foi apresentado durante a reunião, são a realização de dinâmicas da Comissão Intersetorial, oficina com as comissões territoriais, sistematização dos planos territoriais, composição do Plano Municipal da Plataforma dos Centros Urbanos, execução do plano, apoio as ações de mobilização comunitárias e dos adolescentes, formação de Conselhos Tutelares e a Semana do Bebê.
A coordenadora do escritório do UNICEF no Maranhão, Eliana Almeida, disse que avalia como muito positivo o trabalho realizado até agora em São Luís. “Temos um resultado que é uma ação intersetorial, além do que a Prefeitura chega às comunidades e discute com as populações quais são os problemas e as prioridades e isso a gente considera extremamente avançado. Sem sombra de dúvidas, com os envolvimento dos diversos setores, vamos conseguir avançar na garantia dos direitos das crianças e adolescentes”, observou.
A ideia é que a coleta e organização dos dados possibilitem ao Executivo municipal identificar áreas de atuação prioritárias, norteando programas de governo e políticas públicas para a infância. A plataforma prevê ainda o monitoramento desses indicadores até o ano de 2016, para a melhor aferição dos resultados.
A articulação da Prefeitura de São Luís para alimentar a Plataforma inclui as secretarias da Criança e Assistência Social (Semcas); de Desportos e Lazer (Semdel); da Saúde (Semus); da Educação (Semed); do Meio Ambiente (Semmam), além da Fundação Municipal de Cultura (Func) e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
SAIBA MAIS
Esta é a segunda edição da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) que abrange, além de São Luís, outras sete capitais brasileiras. Baseada no compromisso dessas cidades com a redução das desigualdades urbanas que afetam a vida de crianças e adolescentes, a iniciativa acompanha, a partir de uma parceria com as prefeituras e com os conselhos de direitos dos respectivos municípios, números indicadores do acesso das crianças e adolescentes à saúde, à educação, à proteção e ao esporte. Participam também desta edição os municípios de Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *