O poder público não tem investido na formação continuada

A educação, como base estrutural de uma sociedade organizada, nada mais é do que o conjunto de fatores que prevalecem o conhecimento prático e teórico dos hábitos sociais. Nesse sentido, o ensino desenvolve um leque de informações que contribui para formação humana, além de disseminar compreensão, interpretação e imaginação através do conhecimento.
Dentro dessa perspectiva, a formação continuada de professores, configura-se como um processo de desenvolvimento educacional para os estudantes, pois, essa política formativa, possibilita uma estrutura organizacional para o aprendizado dentro de sala de aula, interagindo com os alunos e testando sua capacidade de compreender e interpretar os desafios estabelecidos no ambiente escolar.
A Qualificação Profissional é uma referência contínua de atualização e conhecimento. Todos os dias surgem novas informações, dados, programas e códigos que perpassam o mundo tecnológico. Uma vez investida pelo executivo, a formação continuada vai acelerar a educação e contribuir ainda mais para o aprendizado do aluno.
Será que o Secretario de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, tem investido nessa formação continuada para os professores da Rede pública municipal? Alguns profissionais da educação falaram sobre o assunto.
Reclamações
Para a professora Nilzabeth Dias, da UEB Euzuíla Abreu (Educação Infantil), localizada no bairro do Turu, o processo desse sistema de formação está completamente defasado e, quando há, a Secretaria Municipal de Educação não disponibiliza um calendário padrão para organizar os dias sem que atrapalhe o ano letivo dos alunos.
“Não há investimento em qualificação profissional. Essa formação continuada se encontra totalmente parada. Como o município não oferece esse recurso, nós professores da rede pública, temos buscado as oferta das universidades para desenvolver essa parte da formação, que geralmente é um pouco fragmentada. É necessária uma política de qualificação para preparar os professores com o objetivo de melhorar o conhecimento e desenvolvimento dos alunos em sala de aula. Nosso corpo docente pede mais empenho do município; que se preocupe mais com a educação dessas crianças”, reclamou a professora.
Já a Professora Espirito Santo, coordenadora pedagógica do anexo II da UEB Rubem Teixeira Goulart, reclama do atraso das informações e da desorganização do órgão municipal.
“Aqui no anexo temos uma dificuldade muito grande para receber informações de cursos, reuniões e seminários por parte da Secretaria de Educação municipal. Às vezes, e quando sabemos, é com um dia de antecedência, ou seja, fica difícil se organizar. A Semed deveria avançar no planejamento estratégico dessas atividades para que nem o aluno e nem o professor seja prejudicado. Como ainda existe uma desorganização do poder público, uma vez ou outra será necessário liberar os alunos durante a aula”, reclamou Espirito Santo.
A professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação, enfatizou durante entrevista na Rádio Sindeducação que, os órgãos de educação municipal de todo o país, devem proporcionar cursos de qualificação profissional para os profissionais da educação. “É uma obrigação do poder público acelerar o processo educacional, uma vez que a formação continuada capacita o professor a trabalhar com os alunos, o surgimento de novas tecnologias. A falta de compromisso é tanta que a última formação continuada foi em 2008, e hoje, esse processo formativo é pago pelo próprio professor”, esclareceu.
“Hoje as escolas públicas da rede municipal, necessitam com extrema urgência de profissionais intercambiáveis que combinem imaginação e ação; que estejam prontos para iniciar uma coleta de novas informações, saber ensinar com os novos recursos tecnológicos, interpretar e compreender as veiculações da mídia como um todo, enquanto isso o professor deve trabalhar em sala de aula juntamente com os alunos interpretar informações, relacioná-las e contextualizá-las, contribuindo para educação e se tornando um multiplicador de conhecimento.”, frisou a professora Elisabeth Castelo Branco, afirmando ainda, que o sindicato tem buscado uma melhor oferta, com preços acessíveis para proporcionar qualificação e formação para os professores.
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