O que está errado não é indicação de Alexandre de Moraes e tão pouco a Dias Toffoli. Ambos estavam no lugar certo, na hora certa. O que está errado, ou pelo é questionável, é forma como os ministros chegam ao Supremo.

É impressionante o festival de hipocrisia que assola o país, parafraseando o Stanislaw Ponte Preta.
Ora, vejo uma chiadeira ampla, geral e irrestrita da oposição por conta da indicação do ex-ministro da Justiça e da Segurança, Alexandre de Moraes, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pelo ministro do Teori Zavascki depois do seu trágico falecimento no início deste ano.
As críticas seriam pela relação política que o indicado tem com o PSDB. Aliás, ele era, até ontem, filiado aos quadros do tucanato paulita, mas teve que se desligar em virtude do presidente Michel Temer alçá-lo ao posto de ministro do STF.
O que mais se teve no âmbito da Suprema Corte brasileiras foi “ministro-político”. Uns mais preparados juridicamente e outros nem tanto.
Pelo STF passaram Paulo Brossard, Maurício Correa, Nelson Jobim, todos mandatários de cargos eletivos antes de ocuparem uma cadeira no órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro.
Entre os mais recentes indicados por viés político está o jovem ministro José Antonio Dias Toffoli, indicado para o Supremo Tribunal Federal ainda no primeiro mandato do presidente Lula na cota pessoal do ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Toffoli foi assessor especial de Dirceu e depois elevado ao cargo de advogado-geral da União onde fez um estágio antes de desembarcar no STF.
Do ponto de vista político, prefiro o Toffoli, mas é inegável que o agora ex-tucano Alexandre de Moraes leva vantagem quilométrica quando comparados os currículos jurídicos de um e de outro.
Por fim, o que está errado não é indicação de Alexandre de Moraes e tão pouco a Dias Toffoli. Ambos estavam no lugar certo, na hora certa.
O que está errado, ou pelo menos questionável, é forma como os ministros chegam ao Supremo.
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