Onde tem Sarney tem rolo…

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Essa é a pergunta que todos gostariam de ver respondida, mas que provavelmente ninguém nunca saberá ao certo. Ou porque são muitos esquemas, ou porque não haveria tempo ou mão-de-obra suficientes para desvendar tudo tim-tim por tim-tim.

Afinal, são 50 anos de poder. Mas vamos falar aqui só daquilo que foi descoberto de um ano para cá, para ter um breve cenário dos descalabros praticados por essa turma. Para onde quer se olhe, tem um dedo e uma mãozinha amiga que suscita investigações sobre desvios milionários que impediram importantes obras de irem pra frente.
O que foi descoberto de 2014 até hoje?
A que mais recebeu atenção da mídia mostra que a própria ex-governadora Roseana Sarney negociou propina com o doleiro Yousseff dentro do Palácio dos Leões. E também foi lá que ela recebeu a propina delivery de Rafael Angulo, emissário de Yousseff para as entregas de benesses.
Já a ferrovia Norte-Sul, em que indicados e pupilos de José Sarney em Brasília operaram na Valec, é alvo há muitos anos de investigações por fraude e superfaturamento. Um dos indiciados em 2009 foi Fernando Sarney, filho-empresário do chefão da oligarquia. Juquinha Neves, ex-presidente da Valec ligado a José Sarney, foi preso em 2013.
Outro rombo bilionário foi identificado no Fundo Postalis, em que os diretores são pessoas ligadas a José Sarney e Edison Lobão há pelo menos 12 anos. Nada menos que R$ 5,6 bilhões desaparecidos. Para onde foram? Quem consegue explicar?
Todos sabem: onde tem Sarney, tem rolo.
Petróleo, trem e até o serviço de entrega de cartas são alvos (recentes) de ações de vandalismo contra o dinheiro público praticado pelos Sarneys. E com esses casos denunciados mais recentemente, o Maranhão se pergunta: qual o total de dinheiro público desviado por essa gente? Em qual setor eles não operaram contra o povo?
Essas perguntas estão respondidas pouco a pouco em investigações nacionais. Mas o que nunca saberemos é se esta foi a última das ações orquestradas para tirar o que tem no cofre público e transportar o que tem lá para os cofres de Curupu.
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