Após seis meses, Comitê de Crise Hídrica de Alckmin não apresentou nenhum resultado

Após seis meses, Comitê de Crise Hídrica de Alckmin não apresentou nenhum resultado
O Comitê de Crise criado pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), para propor e discutir ações sobre a falta de água em São Paulo completou ontem (4) seis meses, sem atingir nenhum objetivo. As principais metas do Comitê de Crise eram a elaboração de um plano de contingência e de um plano de comunicação para manter a população informada da situação e das medidas a serem tomadas. Nenhum dos dois foi concluído. Uma minuta do plano – que incluía um rodízio severo e ações do Exército brasileiro para contenção de distúrbios sociais – foi revelada pela imprensa, mas descartada pelo governo.
O grupo completo reuniu-se uma única vez, em 13 de fevereiro. Desde então, só tem havido reuniões do grupo executivo do comitê, composto por sete membros, representando a Sabesp – que não havia sido incluída no comitê –, a Defesa Civil estadual, a Secretaria da Segurança Pública, a prefeitura de São Paulo, as universidades paulistas, a sociedade civil e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, que coordena o grupo. Menos da metade dos membros que compõem o pleno.
Segundo a ambientalista Malu Ribeiro, da organização não-governamental SOS Mata Atlântica, que participa do Comitê de Crise como representante da sociedade civil, tem havido muitas discussões no grupo executivo, mas não houve consolidação do plano de contingência. “Não sabemos no que deu. Fizemos os encaminhamentos, cada setor fez a sua observação do plano, o que faltava, se as coisas estavam de acordo. Pedimos para definir um porta-voz, pelo menos. E ainda não tivemos um retorno disso. Estamos aguardando uma convocação para deliberar todos os encaminhamentos do grupo executivo”, afirmou.
A reportagem questionou a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos sobre o número de reuniões realizadas e quais as decisões tomadas pelo Comitê de Crise, mas não obteve resposta. A pasta também não apresentou prazo para a publicação do plano de contingência, cobrado por ONGs, movimentos sociais e pelo Ministério Público.
O comitê foi criado após pressão dos prefeitos da região metropolitana de São Paulo. No entanto, o Decreto 61.111 excluiu os mandatários. Somente os prefeitos de São Paulo e Campinas foram relacionados, mediante convite. Além desses, os representantes de seis secretarias estaduais; dos quatro consórcios intermunicipais de desenvolvimento; das federações do comércio, da indústria e da agricultura; do Instituto Akatu; do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), do Instituto de Engenharia de São Paulo; da Fundação SOS Mata Atlântica, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Em fevereiro, logo após a única reunião do Comitê de Crise, Alckmin disse: “A Sabesp vem trabalhando nisso (o plano de contingência) há meses e com trabalhos bastante adiantados”. Naquele momento, a expectativa era de que o plano fosse apresentado em 30 dias.
No mês de maio, o site El País publicou reportagem sobre uma minuta do plano, que previa a possibilidade de um rodízio drástico, de cinco dias sem água por dois com água, nas zonas abastecidas pelo Sistema Cantareira, além da intervenção do Exército brasileiro no controle da ordem pública em situações extremas de falta de água. À época, a Secretaria de Recursos Hídricos informou que o documento era somente “rascunhos de um grupo de trabalho que nem sequer concluiu suas análises”.
“Vai ter plano de contingência, no fim do mês, está pronto.” Essa foi a afirmação de Alckmin a jornalistas, no dia 8 de junho, durante visita a Estação de Tratamento de Água (ETA) Boa Vista, na zona sul da capital paulista. Em 3 de julho, o governador afirmou novamente que o plano estava pronto. Mas não o apresentou. “Vai ser entregue. É outro papelório inútil. Pra quê? Só pra gastar dinheiro público porque não vai ser aplicada contingência nenhuma.”
Naquele dia, a secretaria informou que o plano seria apresentado em uma reunião do Comitê de Crise a ser agendada. Essa dependia apenas da disponibilidade de agenda dos membros do grupo. Ontem (3), a intenção de marcar a reunião completou um mês.
Malu ressaltou que a criação do comitê foi positiva. Porém, os muitos interesses e a falta de acordo entre as diferentes organizações e instituições têm impedido o grupo de apresentar resultados efetivos. “A gente continua tendo instituições trabalhando sozinhas. Não estamos integrados em um plano, em um pacto para vencer a crise e ter sustentabilidade. Falta uma liderança para conduzir os atores e caminhar todos juntos. Eu tinha uma expectativa de que o comitê conseguisse dar o encaminhamento. Isso é frustrante para nós, convidadas a participar e não podemos contribuir”, lamentou.
Para a ambientalista, o mais importante no momento é continuar informando a população sobre a situação real dos reservatórios, o risco de não chover a partir de outubro e fazer campanhas para que continuem economizando água. “Eu acho que as pessoas ficaram numa zona de conforto. Choveu um pouco, houve certa estabilidade no nível dos reservatórios. Para esse momento, o emergencial é a campanha de esclarecimento para a população e, também, ampliar a economia. Porque não temos plano B, não tem de onde trazer água rapidamente e tem onde combater o desperdício. É a única saída”, afirmou.
Malu avaliou que tem se dado muito destaque para as obras – como as transposições do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira e da represa Billings para o Sistema Alto Tietê –, mas essas são paliativas, com alto custo e com impacto ambiental relevante. “O fato é que as obras dão um fôlego, mas não são a solução completa. É um conjunto de ações que deveria estar ocorrendo e que a demoramos muito entre a tomada de decisão e a execução.”
Entre as ações, além dos planos de contingência e de comunicação, ela destacou o Programa Nascentes, que é o programa estadual de restauração florestal. Malu defendeu que este seria o caminho ideal para recuperação do Cantareira e do Alto Tietê. E que em três anos já seria possível sentir os efeitos da medida. “Essa é a ação mais importante para que tenhamos um reabastecimento de nascentes”, concluiu.
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Executiva Nacional do PSB homenageia Eduardo Campos no Recife

Na próxima segunda-feira (10), a Comissão Executiva Nacional do PSB reúne-se no Recife para homenagear o ex-governador de Pernambuco e ex-presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Neste dia, ele completaria 50 anos. Campos morreu no dia 13 de agosto de 2014 em um acidente de avião em Santos, no litoral paulista.

O evento será às 9h30min, no Arcádia Paço Alfândega, bairro do Recife. Em caráter extraordinário, a reunião contará com a presença de governadores, parlamentares, prefeitos e presidentes estaduais do partido, além de líderes nacionais de outras legendas.
O professor e economista Paulo Rabello de Castro fará a conferência Tributo a Eduardo Campos e a Fundação João Mangabeira o lançamento de uma coleção de livros com discursos feitos pelo ex-governador entre 2007 e 2014.  
Congresso Nacional
No dia 12, às 10h, em Brasília, Eduardo Campos será lembrado em sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados. A homenagem foi proposta pelo deputado Luiz Lauro Filho (PSB-SP).
O Senado Federal promove uma sessão especial em memória do ex-governador a partir das 9h, no dia 13. O requerimento, de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA), foi subscrito por 79 parlamentares.  
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Cidadão pode registrar ocorrências na Delegacia Virtual durante a greve da Polícia

Começou nesta segunda-feira (03) a greve dos policias civis do Maranhão, apenas crimes contra a vida, costumes e patrimônio estão sendo registrados nas delegacias do estado. Durante o protesto, que segue por tempo indeterminado, apenas 30% dos serviços estão funcionado. O cidadão tem a alternativa de fazer boletins de alguns tipos de ocorrência na Delegacia pela internet .
sinpol

Policiais civis entraram em greve em todo o Maranhão (Foto: Divulgação / Sinpol-MA)
 No endereço eletrônico, podem ser feitos boletins de furto, extravio de objetos, denúncia de violência, consulta de veículos e desaparecimento de pessoas. A Delegacia pela Internet funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. O tempo médio para liberação das ocorrências é de 40 minutos.
Reivindicações
A categoria reivindica melhores condições de trabalho e pleiteiam a reestruturação do subsídio com base nas tabelas apresentadas pelo governo do Maranhão. Também estão na pauta assunto como aumento do efetivo, tecnologia, inteligência policial e melhores condições de trabalho.
Durante o movimento, apenas 30% do efetivo nas delegacias e regionais vão atender a população, conforme previsto em lei. No Estado, são 2.116 policiais civis. Peritos e delegados não aderiram à greve.
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Globo pede Lula preso e diz: ‘agora, só falta você’… Essa é boa

247 – O jornal O Globo, da família Marinho, usou a charge de Chico Caruso, publicada em sua primeira página, para expressar seu principal objetivo relacionado à Operação Lava Jato: a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O desenho retrata José Dirceu atrás das grades com um smartphone, a imagem do ex-presidente Lula e o título da famosa canção ‘Agora, só falta você’, de Rita Lee.
Internamente, o colunista Merval Pereira afirmou que “já é possível perguntar e discutir se Lula vai ser preso”. Merval foi além e disse ainda que “agora resta aguardar para ver se nossa democracia já está madura o suficiente para vermos com naturalidade, embora indignados, um ex-presidente da República sendo investigado por corrupção”.
Antes dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, disse que, “se Lula merece ser preso, é de se lamentar porque terá jogado fora sua história”. Fica claro, portanto, que a direita busca inviabilizar eventual volta de Lula em 2018, por meio da via judicial.
Leia, abaixo, reportagem da agência Reuters sobre eventual investigação contra Lula:
PF prende ex-ministro José Dirceu e Lava Jato se aproxima de Lula
Por Sérgio Spagnuolo
CURITIBA (Reuters) – A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como um dos “líderes principais” que instituiu o esquema bilionário de corrupção na Petrobras ainda durante o período em que ocupava o cargo no Palácio do Planalto, levando a operação Lava Jato diretamente ao centro do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo os investigadores, o modelo era semelhante ao do mensalão, esquema de compra de votos no Congresso descoberto durante o governo Lula pelo qual o ex-ministro já cumpria uma sentença de prisão domiciliar.
Dirceu, homem forte do governo Lula durante o período em que comandou a Casa Civil (2003 a 2005), foi preso pela PF de forma preventiva em sua casa em Brasília como parte da 17ª etapa da operação Lava Jato, que recebeu o nome “Pixuleco” em alusão ao termo utilizado para nominar a propina recebida em contratos.
“Temos uma investigação que busca José Dirceu como o instituidor do esquema Petrobras ainda no tempo da Casa Civil, ainda no tempo do governo do ex-presidente Lula”, disse o procurador do Ministério Público Federal Carlos Fernando dos Santos Lima em entrevista coletiva em Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Lava Jato.
Nesse caso, Dirceu é acusado de enriquecer pessoalmente ao receber propinas de prestadores de serviços da Petrobras, inclusive enquanto estava preso em Brasília, condenado no esquema do mensalão. 
“Estamos diante de um caso de reiteração criminosa em que José Dirceu vem, dentro desse esquema de recebimento de propina, desde as investigações do mensalão, passando pela acusação e passando até por sua prisão”, disse o procurador.
Entre as acusações contra o ex-ministro está a de que teria recebido 96 mil reais mensais entre 2004 e 2013 a título de propina por conta de um contrato de terceirização na Petrobras. A acusação foi feita pelo lobista Milton Pascowitch, um dos delatores da Lava Jato, segundo o despacho da Justiça que determinou a prisão preventiva de Dirceu. 
Em entrevista coletiva em Brasília, o advogado Roberto Podval, que representa Dirceu, disse que a prisão preventiva do ex-ministro foi desnecessária e que Dirceu tornou-se “bode expiatório”.
Na noite desta segunda, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou Dirceu à disposição da Justiça Federal do Paraná, permitindo sua transferência de Brasília para Curitiba.
O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também preso nesta segunda-feira em caráter temporário, seria o responsável pela coleta do dinheiro nas empresas para a JD Assessoria, de propriedade de Dirceu, enquanto o ex-ministro estava preso, disseram os investigadores da Lava Jato.
Ecoando comentários recentes do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Lima discorreu sobre as semelhanças desse esquema com o chamado mensalão. 
“Nós entendemos que o DNA, como diz o ministro Gilmar (Mendes, do STF), é o mesmo do mensalão e da Lava Jato. Nesse caso, creio que José Dirceu é uma das pessoas que decidiu pela criação desse esquema”, afirmou. 
LÍDER
Mais do que um beneficiário, a força-tarefa busca provar que Dirceu era um dos “líderes principais” na instituição do esquema de corrupção da Petrobras.
“Queremos mostrar José Dirceu como um dos agentes responsáveis pela instituição do esquema Petrobras ainda no tempo em que… era ministro da Casa Civil”, disse o procurador.
Dirceu teria sido, segundo o MPF, o responsável pela indicação de dois diretores da Petrobras envolvidos no escândalo: os ex-diretores de Serviços e de Abastecimento, Renato Duque e Paulo Roberto Costa, respectivamente.
Ainda segundo o MPF, Dirceu era responsável por definir cargos na administração da Petrobras e dessa forma instituiu o esquema de pagamento de propinas na estatal, do qual era um dos beneficiários.
“Esse esquema passa pela compra de apoio parlamentar, ele passa por uma facilitação do lucro das empreiteiras, ele passa pelo enriquecimento de diversas pessoas — no caso de José Dirceu, temos provas de enriquecimento pessoal, não mais de dinheiro só para o partido”, disse o procurador.
COLETA DE PROVAS E PRISÃO
Há tempos se especulava sobre uma eventual implicação de Dirceu nas investigações da Lava Jato, mas autoridades ainda não haviam vinculado o nome do ex-ministro ao escândalo da Petrobras. Isso mudou com o acordo de delação feito pelas autoridades com o lobista Milton Pascowitch. 
No começo de julho, a defesa do ex-ministro chegou a entrar com pedido de habeas corpus preventivo junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para evitar que ele fosse preso no âmbito da Lava Jato. O pedido foi negado.
“Estávamos aguardando elementos que permitissem a confirmação das hipóteses que a gente tinha trabalhado, que ocorreu apenas recentemente tanto com acordo do Pascowitch quando do Julio (Camargo, da empresa Toyo Setal), e de algumas outras ações que a gente conseguiu confirmar”, disse a jornalistas o delegado da PF Márcio Adriano Ancelmo. 
O ex-ministro é o primeiro integrante de destaque do governo Lula a ser preso como parte da Lava Jato.
Perguntado se o próprio Lula pode ser investigado ou até mesmo detido pelas autoridades, o procurador do MPF disse que “ninguém está isento de ser alvo de investigação”, mas acrescentou que “não existe neste momento nenhum indicativo de necessidade de prisão de quem quer que seja que não esteja atualmente preso”. 
Procurado pela Reuters, o Instituto Lula informou que não irá comentar as declarações do procurador.
A PF deve aguardar permissão do Supremo Tribunal Federal para que Dirceu possa ir para Curitiba, já que ele atualmente cumpre prisão domiciliar, por condenação decorrente do mensalão.
Entre os detidos nesta segunda-feira também está o lobista Fernando Moura, ligado ao PT. Uma das suspeitas é que ele tenha exercido influência na indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras.
Em Brasília, após reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse que não há no governo “nenhuma expectativa” de que as investigações venham a se aproximar da presidente ou de sua administração.
“Em relação à questão do ex-ministro José Dirceu… É uma questão das investigações e todos nós confiamos muito na conduta da presidenta Dilma. Em nenhum momento passa por nós nenhuma expectativa que se aproxime dela qualquer investigação e de seu governo”, disse Kassab a jornalistas.
17ª FASE
Entre os crimes investigados pela PF na 17ª fase estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, de acordo com a polícia. A PF também cumpriu medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros. Segundo o Ministério Público Federal, serão bloqueados 20 milhões de reais em bens de cada um dos envolvidos nesta etapa.
A Lava Jato investiga um esquema bilionário de corrupção principalmente na Petrobras, no qual empreiteiras formaram um cartel para vencerem contratos de obras da estatal. Em troca, pagavam propina a funcionários da empresa, a operadores que lavavam dinheiro do esquema, a políticos e partidos.
De acordo com investigações da PF e do Ministério Público Federal, o esquema de corrupção se espalhou para outras esferas do poder público, como o setor elétrico.
(Reportagem adicional de Pedro Fonseca e Caio Saad, no Rio de Janeiro; Maria Carolina Marcello e Leonardo Goy, em Brasília; e Eduardo Simões, em São Paulo)
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O prefeito Francisco Antônio é afastado do cargo

O juiz Marco Adriano Ramos Fonseca, titular da 1ª Vara de Pedreiras, proferiu decisão liminar na qual determina o afastamento do prefeito Francisco Antônio Fernandes da Silva, tendo como motivo suposta prática de improbidade administrativa na condução de processos licitatórios durante o exercício de 2013. A decisão é do dia 24 de julho e foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (29).
De acordo com a ação, nos processos licitatórios houve a realização de pagamentos para as empresas LAYANA EVENTOS, no valor de R$ 214.750,00 (duzentos e quatorze mil, setecentos e cinqüenta reais), para as empresas MK3 COMERCIO E SERVIÇO LTDA, o valor aproximado de R$ 152.000,00 (cento e cinqüenta e dois mil reais), com serviços de confecções de diversos tipos de fardamentos, e ainda as empresas CLASSE CONSTRUÇÕES, RECICLE INFORMÁTICA), e E.S.M CULTURA PRODUÇÕES.
Após análise minunciosa dos fatos expostos no pedido do Ministério Público, analisando os processos relativos a cada empresa, versa a decisão que “consta narrativa contundente imputando a prática de atos de improbidade administrativa que supostamente tiveram como favorecidas as empresas MK3 COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA – ME, F. DE A.P. DE MORAIS – ME, R. MACEDO SOARES – ME e CLASSE CONSTRUÇÕES LTDA – ME”.
E continua: “As referidas empresas foram contratadas nas licitações objeto da presente ação de improbidade administrativa, e contra elas a petição inicial e a petição de emenda atribuem o concurso para a prática dos atos de improbidade imputados nos autos juntamente com gestor municipal, descrevendo condutas que configuraram favorecimento no certame competitório, e irregularidades nas emissões das notas fiscais”.
Entre outras irregularidades verificadas, a existência de vínculo de parentesco entre o representante da empresa contratada e o gestor municipal, alteração do conteúdo das propostas após a fase de julgamento e declaração das empresas vencedoras do certame, fornecimento desproporcional de produtos e serviços na mesma data, pequena variação do valor estimado para a licitação e o valor efetivamente contratado, indícios de superfaturamento e manipulação de preços dos produtos e serviços fornecidos.
A decisão liminar enfatiza que a jurisprudência brasileira admite possibilidade de afastamento de gestor municipal, em sede de liminar em Ação de Improbidade Administrativa, nos termos do art. 20, parágrafo único, da Lei n. 8.429/1992, visando garantir o bom andamento da instrução processual na apuração das irregularidades apontadas, interesse de toda a coletividade.
E decide: “Em consonância com a fundamentação supra, e com suporte no art. 20, parágrafo único, da Lei 8.429/1992, e com o fim de resguardar o interesse público e para assegurar o resguardo da instrução processual, determino o afastamento do requerido Francisco Antônio Fernandes da Silva, do exercício do cargo de Prefeito Municipal de Pedreiras, Maranhão, sem prejuízo da remuneração, pelo prazo de 180 dias (cento e oitenta), contados da publicação da presente decisão, via Diário da Justiça Eletrônico, sem prejuízo de dilatação, se for necessário”. E segue: “Comunique-se à vice-prefeita de Pedreiras, Maria de Fátima Vieira Lins de Oliveira Lima, para assumir o cargo de Prefeita Municipal, pelo prazo de 180(cento e oitenta) dias.
Baixe aqui a íntegra da decisão.
Gilberto Lêda
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Ataque contra delegacia deixa 10 mortos na Índia

Nova Délhi, 27 Jul 2015 (AFP) – Um ataque de homens armados contra uma delegacia deixou cinco mortos nesta segunda-feira na Índia, perto da instável fronteira com o Paquistão, anunciou a polícia local.

Quatro policiais e três civis morreram no ataque contra a delegacia de Gurdaspur, no Estado de Punjab.


Além disso, três dos atacantes morreram no confronto com as forças de segurança que durou horas.


A imprensa local afirmou ainda que, antes de atacar a delegacia, os homens armados dispararam contra um ônibus e ameaçaram um motorista para roubar seu carro.


Perto do local dos fatos, foram encontradas cinco bombas em uma via férrea.


O ministro do Interior, Rajnath Singh, ordenou o reforço das medidas de segurança na fronteira com o Paquistão.


Esse tipo de ataque é frequente na região vizinha da Caxemira, que foi dividida em 1947 entre Índia e Paquistão. 


bb-cc/psr/gab/cr/gm/age/cn


MARUTI SUZUKI INDIA LTD

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Justiça manda prender ex-militares que queimaram chilenos vivos

A justiça chilena ordenou nesta segunda-feira (27) a prisão de outros cinco ex-militares pelo assassinato de um fotógrafo e por ferimentos em uma estudante depois de atear fogo a eles após serem presos por participar de um protesto contra Augusto Pinochet em 1986, informou o Poder Judiciário.
Na sexta-feira (24), sete militares chilenos foram acusados como autores e cúmplices do homicídio do fotógrafo Rodrigo Rojas de Negri, que morreu em 1986 depois de ser queimado vivo por uma patrulha militar.
Os acusados como autores são os oficiais reformados Julio Castañer, apontado como o que ateou fogo ao jovem, e Iván Figueroa, além dos suboficiais também reformados Luis Zúñiga, Francisco Vásquez, Nélson Medina e Jorge Astengo. Já Sergio Hernández foi acusado como cúmplice.
A decisão foi tomada quase três décadas depois do que é considerado um dos crimes mais horripilantes da ditadura de Augusto Pinochet, que deixou mais de 3.000 vítimas, entre mortos e desaparecidos.
O fotógrafo Rodrigo Rojas de Negri, de 19 anos, e a estudante de Engenharia Carmen Gloria Quintana, também de 19, participavam de uma manifestação contra o regime de Pinochet, em 2 de julho de 1986, quando foram pegos por uma patrulha militar.
Depois de detidos, os agentes encharcaram os dois com gasolina e atearam fogo. A dupla foi abandonada, gravemente ferida, no subúrbio de Santiago. A jovem teve queimaduras graves, em 62% do corpo, mas sobreviveu. Ela recebeu tratamento no Canadá, onde vive hoje.
Rodrigo Rojas havia acabado de voltar para o Chile, depois de viver nos Estados Unidos com sua mãe, exilada pela ditadura. O rapaz faleceu depois de quatro dias de agonia.
Os seis militares acusados foram detidos na quarta-feira por ordem do juiz Mario Carroza, depois que o sétimo militar rompeu o “pacto de silêncio” e confessou a verdade sobre o que aconteceu há 29 anos.
O caso ficou conhecido internacionalmente, devido à crueldade dos militares, e os dois jovens se transformaram em um símbolo dos direitos humanos e da luta contra a ditadura.
A Justiça encerrou o caso nos anos 1990 com apenas um militar condenado por negligência, o oficial Pedro Fernández, chefe da patrulha, em 1993, corroborando a versão de que os dois se queimaram, após a explosão de uma bomba incendiária de fabricação artesanal. Fernández foi condenado a 600 dias de prisão pela morte do fotógrafo.
Em 2000, um tribunal impôs ao militar uma indenização de 500 mil dólares em favor de Carmen Quintana.
Um dos advogados dos querelantes no caso, Héctor Salazar, disse que, agora, o objetivo é apontar as responsabilidades do alto comando do Exército por suas manobras para “abafar” a história e por contribuir para a impunidade.
G1
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Parceria em prol do desenvolvimento do Maranhão

Governador Flávio Dino satisfeito com a ideia de uma parceria entre o Governo do Estado e as entidades de Engenharia e Agronomia

Entidades do setor de engenharia se reúnem com governador Flávio Dino para apresentar proposta de trabalho conjunto.
Representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA/MA), do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Maranhão, do Clube de Engenharia e da Associação dos Geólogos do Maranhão se reuniram dia 23 de julho, com o governador do Estado, Flávio Dino. A pauta foi a idealização de um convênio para que projetos na área de engenharia e agronomia sejam planejados e executados em parceria. Além disso, as entidades sugeriram apresentar propostas de obras que contribuam para a melhoria dos serviços prestados aos maranhenses.
Segundo o presidente do Sindicato dos Engenheiros, Berilo Macedo, a reunião foi uma demanda das entidades. A pauta foi o estabelecimento desse convênio, dessa parceria. Ficou bem claro que esse é um momento muito importante para o Maranhão e que essa união das engenharias e essa parceria com o Governo é de fundamental importância para o desenvolvimento do Estado, afirmou ele, que ainda destacou que essa ação ajudará na valorização da categoria.
Por enquanto, ainda não foi entregue nenhum documento ao governador Flávio Dino. Os profissionais levaram ao governo do Estado a proposta de estabelecimento do convênio que, na prática, significa que as entidades de engenharia do Estado possam apresentar propostas ao desenvolvimento do Maranhão, com relação aos serviços e obras públicas de engenharia. O que queríamos com esse encontro era viabilizar essa parceria, para que, em seguida, nós apresentássemos a proposta por escrito. Precisávamos desse encontro preliminar, para saber a posição do governador, justifica Macedo. De acordo ele, o governador acolheu muito bem as propostas. Ele entendeu a ideia como um apoio à sua gestão nessa área de engenharia, afirmou. O convênio prevê, ainda, uma troca de experiências e parceria com relação ao que o Maranhão precisa da categoria da engenharia para o seu desenvolvimento.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/MA), Cleudson Campos, durante a reunião, após confirmarem a viabilidade da parceria, as entidades se comprometeram a formatar o modelo de parceria ou cooperação técnica entre o próprio CREA/MA, as demais entidades e o Governo, para acompanhamento das obras de engenharia, serviços e obras de engenharia e agronomia no estado do Maranhão. Iremos estudar, detalhadamente, como será feito esse documento. Após a elaboração, retornaremos ao governador Dino. Não há um prazo para finalização, o que permite uma produção mais cuidadosa, explicou.
Carlos Rogério Santos Araújo, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/MA), contou que, além da proposta de parceria, será entregue ao governo do Estado um documento que trata do abastecimento de água para a Grande Ilha. Flávio Dino disse, inclusive, que nós poderemos agendar uma nova reunião para tratar especificamente desse assunto o mais breve possível.
Seminário – Cleudson Campos revelou que, além da proposta de parceria, a reunião tratou sobre um debate que o Sindicato dos Engenheiros, juntamente com as entidades de classe e o CREA, vai promover no último trimestre deste ano, sobre a qualidade dos serviços de obras públicas de engenharia, com especialistas em temas importantes da engenharia. O próprio governador sugeriu que se trouxesse para o debate a qualidade asfáltica das vias públicas e estradas para que fossem apresentadas propostas e é isso que vai ser feito. Vamos trazer também a universidade para a discussão para, ao final, apresentar as propostas de melhoria com relação às obras públicas na área de engenharia, contou.
Berilo Macedo acrescenta que, além de especialistas e universidade, o seminário irá chamar para o debate a sociedade civil, os órgãos públicos e os profissionais da engenharia, principalmente. Nessa oportunidade iremos debater sobre as obras que já estão em desenvolvimento e as que serão executadas, garantiu.
Após a reunião, o presidente do CREA entregou ao governador um documento com as indicações de um terreno para construção da sede própria do Conselho Regional. Ele irá analisar e depois dará uma posição sobre a possibilidade de um auxílio para aquisição desse terreno, disse Cleudson Campos.
Além do presidente do Sindicato dos Engenheiros (Berilo), participaram da reunião o presidente do CREA, Cleudson Campos; o presidente da ABES, Carlos Rogério Santos Araújo; o vice-presidente da Associação dos Geólogos (SENGE) e vice-presidente do Sindicato, Agenor Jaguar; e o presidente do Clube de Engenharia, Antonio Emanuel Miguez Diaz.
Fonte: SENGE/MA
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Quem procurou quem….


247 – Uma reportagem assinada pelos jornalistas Ricardo Balthazar, Marina Dias e Daniela Lima na edição desta quinta-feira da Folha de S. Paulo informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria procurado o também ex-presidente FHC para discutir a crise política atual e conter o movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, que vem sendo defendido por algumas alas do PSDB.
Em nota, o Instituto Lula negou que tivesse procurado FHC, afirmando que o ex-presidente não tem interesse em conversar com o antecessor, nem soube de qualquer interesse por parte do tucano.
Mais maroto, FHC se disse disponível para uma conversa. “O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público”, afirmou. Ou seja: FHC quer conversar, desde que esse diálogo seja vendido para a opinião pública como uma capitulação petista. O mais provável é que ele próprio esteja usando a Folha para pavimentar o caminho para um eventual diálogo.
Independente de quem seja a iniciativa, o fato é que uma eventual pacificação faria bem ao País. Hoje, dois dos maiores empresários do País, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, controladora da Oi, estão presos há mais de um mês, antes mesmo de terem sido denunciados à Justiça – um fato inédito na história do País. Juntos, os dois empregam mais de 150 mil pessoas e suas empresas podem ser aniquiladas.
O caso mais grave é o da Odebrecht, que será alvo de uma devassa internacional, com investigações na Suíça, nos Estados Unidos e em países da América Latina, como Peru e Equador. Em meio à guerra política, a Odebrecht também vem sendo usada pela oposição numa tentativa de criminalização de políticas de estado, como os financiamentos do BNDES à exportação de serviços, que são anteriores a Lula e até mesmo a FHC.
Como líder maior da oposição, FHC tem sido o principal artífice da guerra empreendida contra o PT nos meios de comunicação, valendo-se dos problemas que os petistas enfrentam nos tribunais. Foi assim no processo da Ação Penal 470, o chamado ‘mensalão’, e também na Lava Jato.
No entanto, de duas semanas para cá, FHC desembarcou do impeachment. Mandou recados claros por meio de um texto publicado em Veja, há duas semanas, assinado pelo jornalista André Petry. Citando o ex-presidente FHC, Petry argumentou que não existem razões para um eventual impeachment. E disse ainda que “a deposição presidencial não pode ser o alfa e o ômega da oposição” (leia mais aqui).
Pressão de Emílio
Um dos rumores é que FHC, em cujo governo foi criada a Braskem, teria sido procurado por Emílio Odebrecht, pai de Marcelo. A partir de então, ânimo dos tucanos para o impeachment teria arrefecido. Afinal, foi no governo FHC que se criou a Braskem, com a entrega do controle da indústria petroquímica brasileira ao grupo Odebrecht, que, à época, já estava fortemente endividado.
Seja como for, Lula e FHC fariam bem em conversar sobre temas relevantes como o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas, rejeitado por 78% dos brasileiros, segundo a pesquisa CNT/MDA, que é a raiz do escândalo atual. 
Até porque, se nada for feito, o risco é a implosão de todo o sistema político – e não apenas do PT. Não custa lembrar que o senador José Serra (PSDB-SP) apareceu no celular de Marcelo Odebrecht, na mensagem “adiantar que p/JS” e que o também senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de comandar uma diretoria em Furnas, no governo FHC, que pagava mesadas de US$ 100 mil a parlamentares.
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