O cantor sertanejo Cristiano Araujo e sua namorada morrem em acidente de carro em Goiás

Cristiano Araújo postou foto com a namorada antes de ir para show em Itumbiara

O cantor sertanejo Cristiano Araújo,29, e a namorada Allana Coelho Pinto de Moraes, 19, morreram nessa quarta-feira (24) após um acidente de carro na rodovia BR-153, entre as cidades de Goiatuba e Morrinhos, em Goiás. A informação foi confirmada pela assessoria do cantor.
Cristiano Araújo voltava de um show em Itumbiara (a 200 km de Goiânia) com sua namorada, quando o veículo em que eles estavam, uma Land Rover, saiu da pista e capotou por volta das 3h.

Cristiano Araújo chegou a ser socorrido e levado em estado grave para o Hospital Municipal de Morrinhos, onde recebeu os primeiros atendimentos. Depois ele foi transferido de helicóptero para Goiânia, mas chegou ao Hospital de Urgência com morte encefálica. A namorada dele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente.

“Ele já estava em parada cardíaca havia algum tempo. Na chegada ao hospital foi cumprido todo o protocolo do atendimento. Agora por se tratar de morte violenta, por lei, terá de ser feita a avaliação do IML e todo o relatório. Ele chegou no hospital sem vida. Agora, tecnicamente, enquanto está no respirador há a necessidade de se avaliar. Agora, quando se constata que há a morte encefálica, que não há mais a circulação nenhuma no cérebro, aí não há mais o que fazer infelizmente”, disse o diretor do hospital, Ciro Ricardo, em entrevista à TV Record.

Além do casal, estavam no veículo o empresário Victor Leonardo e o segurança Ronaldo Ribeiro, que estava dirigindo. Os dois tiveram ferimentos leves e passam bem.

Capotamento aconteceu na BR-153, entre Goiatuba e Morrinhos, em Goiás
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Falsos empregos: Trabalhadores de volta ao Maranhão

Trabalhadores que deixaram Maranhão com promessa de emprego em Ribeirão Preto se dizem enganados (Foto: Reprodução/ EPTV)

Os trabalhadores maranhenses resgatados em Ribeirão Preto (SP) embarcaram na noite desta terça-feira (23), para a cidade de São Mateus, no Maranhão.

A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do Ministério Público do Trabalho do Maranhão, que mantém contato com o MPT em Campinas, cidade do interior de São Paulo.

Ainda de acordo o órgão maranhense, as prefeituras de Ribeirão Preto e São Mateus irão custear as despesas de traslado. As despesas com a viagem de volta serão bancadas pela empresa de ônibus e a esposa do suposto aliciador.

O MPT-MA abriu inquérito para investigar o caso. O responsável pela averiguação será o procurador Luciano Aragão, da Procuradoria do Trabalho de Bacabal.

Dados do MPT-MA apontam que no Maranhão 1.641 trabalhadores foram aliciados, o que coloca o estado em 2º lugar no fornecimento de mão de obra escrava, atrás apenas de Minas Gerais.  Entre as atividades com maior incidência estão pecuária, construção civil, indústria madeireira, agricultura e carvão.
Relembre o caso
Oitenta e oito trabalhadores de São Mateus do Maranhão foram abandonados, na madrugada de domingo (21), em um posto de combustíveis no quilômetro 320 da Anhanguera, em Ribeirão Preto (SP), após receberem uma proposta para trabalhar em obras de construção civil na cidade.
A polícia ouviu três trabalhadores e um dos motoristas dos ônibus informou que tanto a empresa aliciadora quanto o empregador devem responder pelo crime de aliciamento de trabalhadores, previsto no artigo 207 do Código Penal. A pena é de detenção de um a três anos e multa.

DO G1 MA

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UFMA inaugura conjunto de obras no campus Chapadinha

ufma+chapadaO Centro de Ciências Agrárias e Ambientais – CCAA – de Chapadinha viveu na manhã da última segunda-feira, 22, um dia marcado pela inauguração de um conjunto de obras no campus. O reitor Natalino Salgado, acompanhado de membros da administração superior da UFMA, entre eles a reitora eleita Nair Portela, do diretor do Centro, Jocélio Araújo, do senador Roberto Rocha e da prefeita Maria Dulcelene Pontes, inauguraram o restaurante universitário, a biblioteca setorial, o prédio do Programa de Pós- Graduação em Ciência Animal; o ginásio poliesportivo; a fazenda experimental; a academia de ginástica ao ar livre; o Museu de História Natural e o complexo de máquinas, implementos e insumos agropecuários.
A entrega das obras faz parte do projeto de interiorização da Universidade Federal do Maranhão que visa promover a melhoria na infraestrutura dos campi do continente e dar suporte adequado ao desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão. Um exemplo dessa melhoria é implantação da nova biblioteca setorial. Segundo a bibliotecária, Alexsandra Martins, a biblioteca do CCAA inovou em serviços disponíveis para comunidade acadêmica.”Atualmente, a biblioteca conta com 2.719 títulos e 9.468 materiais. Foi inserido o acervo digital e criada a sala de leitura”, acrescentou.
ufma+chapadaA cerimônia de inauguração contou ainda com as presenças da pró-reitora de Extensão, Marize Aranha, da pró- reitora de Assuntos Estudantis, Cenidalva Miranda, da assessora de Interiorização da UFMA, Raimunda Marinho; de diretores dos campi de São Bernardo, Pinheiro, Codó e Bacabal, além de diretores de centros e professores do campus São Luís.
O diretor do CCAA, Jocélio Araújo, disse que a entrega das obras é o coroamento de um longo trabalho, iniciado em 2007. “Há oito anos nosso corpo docente era formado por apenas 32 professores, hoje temos 60”, ressaltou. A evolução do corpo docente aliada aos investimentos em estrutura física rendeu bons frutos para o CCAA. Os curso de agronomia e zootecnia têm conceito 4, foi criado o curso de engenharia agrícola, o primeiro do Maranhão, e o campus Chapadinha abriga o primeiro mestrado do interior: ciência animal. O conjunto de obras permitirá que novos cursos e programas de pós-graduação sejam criados, para que o campus se torne uma referência no ensino superior no interior do estado.
ufma+chapadaO reitor Natalino Salgado lembrou que ao assumir o desafio era muito grande, pois os campi não produziam nem conhecimento e nem ciência. “Era preciso elevar a autoestima dos profissionais da Universidade e investir em recursos humanos”, disse. Hoje, vê que o esforço rendeu bons resultados. “A Universidade cresce não só em aspecto físico, mas em consciência política. A inauguração dos espaços é simbólica, pois o principal, no campus Chapadinha, já foi feito: a formação de profissionais competentes que conseguem ir além da sua graduação, pois saem com uma visão política e social para mudar o país”, declarou.
ufma+chapadaO senador Roberto Rocha destacou o empenho da administração da UFMA em se fazer presente no interior do Maranhão. Firmou, ainda, o compromisso em apoiar e incentivar o desenvolvimento do ensino superior e a interiorização da Universidade. Roberto Rocha disse que a mudança social começa pelo ensino. “O principal crescimento social é o emprego, mas só através do conhecimento vemos esse resultado”, revelou.
Durante a cerimônia de inauguração das obras o senador Roberto Rocha foi homenageado com uma placa de agradecimento por ser um dos principais colaboradores da UFMA, tendo destinado recursos de emendas parlamentares à instituição, quando no mandato de deputado federal. O ex-deputado Gastão Vieira também seria homenageado, mas não pôde comparecer e receberá a placa em outra ocasião.
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Governo anuncia uma série de investimentos para a Funac

GRANDE ILHA – O Governo do Maranhão fará uma série de investimentos na Fundaçãoda Criança e do Adolescente (Funac). Entre eles estão a suplementação da dotação orçamentária da Fundação em R$ 3,5 milhões; acréscimo da Gratificação Técnica da  instituição; realização de processo seletivo simplificado e de concurso público; adequação ao Sistema Nacional de Atendimento Socieducativo (Sinase) e a execução do Projeto Político Pedagógico e do Plano de Segurança.

 A presidente da Funac, Elisângela Cardoso fez nesta quarta-feira (17), na sede da Fundação, em nome do governador Flávio Dino, o anúncio do pacote de investimentos. “Com esta determinação do governador teremos mudanças significativas no atual quadro da Fundação. O pacote inclui melhorias nas condições de funcionamento, melhorias pedagógicas e na segurança das unidades de atendimento socioeducativo, além da aquisição de novos equipamentos, efetivação do quadro funcional e ganhos salariais para os servidores”, comemora a presidente.
 As medidas serão adotadas a curto e médio prazo. Para 2015, está prevista a realização do processo seletivo simplificado para atender de forma imediata às demandas de recursos humanos das unidades e, a partir de 2016, a realização de concurso público que possa garantir um quadro de servidores efetivos com planos de cargos e salários.
Parceiros
 Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), já está em processo de execução, o Projeto Político Pedagógico, que inclui a escolarização dos adolescentes. Com a Secretaria de Estado de Segurança Pública está sendo firmado um termo de cooperação técnica para realização do Plano de Segurança, que visa estabelecer um atendimento de forma mais humanizada e instituir rotinas de prevenção de conflitos e de intervenção em momentos de crise.
 Também está sendo realizada uma força tarefa entre as secretarias de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Gestão e Previdência, Infraestrutura e o Comando Geral do Corpo de Bombeiro Militar, para a melhoria das condições de trabalho dos servidores e de habitabilidade das unidades pelos adolescentes.
 Atualmente quatro unidades da Fundação passam por reformas. Serão disponibilizados ainda, dois imóveis para o funcionamento de uma unidade de internação e outra de internação provisória. A gestão está finalizando a construção da Unidade de Atendimento Regionalizado na Região Tocantina e construindo um Centro Socioeducativo na Região Metropolitana, que cumpre a resolução 05/98 do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e também atendem às exigências do Sinase – Sistema que designa a forma como devem ser prestados os atendimentos aos adolescentes que ingressam no sistema socioeducativo, em todo o país.
 A presidente destaca que todas as ações contam com o esforço de diversas secretarias e a perspectiva é incluir outros parceiros. “Todas essas melhorias que estamos anunciando conta com o empenho de órgãos como a Sedihpop – órgão ao qual somos vinculados –secretarias de Planejamento e Orçamento, Educação e Segurança, dos órgãos de segurança e justiça do Estado, do Fórum dos Direitos da Criança e Adolescente (DCA), doCedca, dos Conselhos Tutelares, da comunidade e do Sindicato dos servidores da Funac que estão atentos e vigilantes ao pleno cumprimento das diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente e demais legislações aplicáveis direta ou indiretamente às ações desta Fundação”, explica Elisângela.
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Governo com mais de 74% de aprovação no fim do sexto mês

2015 está sendo um ano difícil para os políticos de todo o Brasil. A começar pela própria presidenta Dilma, que já teve seus tempos áureos de aprovação acima de 80%, mas que hoje não chega a 10% de apoio popular.
No Maranhão, acontece o inverso. O governador do Estado possui um alto índice de aprovação, conforme revelam as pesquisas divulgadas até o momento pelos institutos Exata e DataM. A última delas demonstra que o governo do comunista chega ao fim do sexto mês de administração com 74,4% de aprovação.
Para que se tenha uma ideia, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, tem apenas 45% de aprovação – enfrentando greves e paralisações de problemas herdados do governo anterior.
Já em São Paulo, Geraldo Alckmin chega a 38% de aprovação, segundo a última pesquisa. Lá, o governador enfrentou uma longa greve de professores por melhorias nas condições salariais e de trabalho.
Outro mal avaliado é o paranaense Beto Richa, que também enfrentou uma grave crise com educadores e amarga seus 20% de aprovação popular.
A crise política por que passa o país vai estremecendo os governos em todo o Brasil, com uma progressiva perda de confiança da população em seus governantes.
Ao fim do ciclo político do grupo Sarney após 50 anos de poderio, o Maranhão vive situação inversa. Depois de muitas décadas, o Estado mais carente do Brasil vê um novo líder político surgir. É o que os números das três pesquisas comprovam…
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Onde tem Sarney tem rolo…

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Essa é a pergunta que todos gostariam de ver respondida, mas que provavelmente ninguém nunca saberá ao certo. Ou porque são muitos esquemas, ou porque não haveria tempo ou mão-de-obra suficientes para desvendar tudo tim-tim por tim-tim.

Afinal, são 50 anos de poder. Mas vamos falar aqui só daquilo que foi descoberto de um ano para cá, para ter um breve cenário dos descalabros praticados por essa turma. Para onde quer se olhe, tem um dedo e uma mãozinha amiga que suscita investigações sobre desvios milionários que impediram importantes obras de irem pra frente.
O que foi descoberto de 2014 até hoje?
A que mais recebeu atenção da mídia mostra que a própria ex-governadora Roseana Sarney negociou propina com o doleiro Yousseff dentro do Palácio dos Leões. E também foi lá que ela recebeu a propina delivery de Rafael Angulo, emissário de Yousseff para as entregas de benesses.
Já a ferrovia Norte-Sul, em que indicados e pupilos de José Sarney em Brasília operaram na Valec, é alvo há muitos anos de investigações por fraude e superfaturamento. Um dos indiciados em 2009 foi Fernando Sarney, filho-empresário do chefão da oligarquia. Juquinha Neves, ex-presidente da Valec ligado a José Sarney, foi preso em 2013.
Outro rombo bilionário foi identificado no Fundo Postalis, em que os diretores são pessoas ligadas a José Sarney e Edison Lobão há pelo menos 12 anos. Nada menos que R$ 5,6 bilhões desaparecidos. Para onde foram? Quem consegue explicar?
Todos sabem: onde tem Sarney, tem rolo.
Petróleo, trem e até o serviço de entrega de cartas são alvos (recentes) de ações de vandalismo contra o dinheiro público praticado pelos Sarneys. E com esses casos denunciados mais recentemente, o Maranhão se pergunta: qual o total de dinheiro público desviado por essa gente? Em qual setor eles não operaram contra o povo?
Essas perguntas estão respondidas pouco a pouco em investigações nacionais. Mas o que nunca saberemos é se esta foi a última das ações orquestradas para tirar o que tem no cofre público e transportar o que tem lá para os cofres de Curupu.
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Edivaldo não pode ancorar no governo a reeleição diz Roberto Rocha

Roberto Rocha diz que grupo deve primeiro discutir estratégia em 2016 - primeiro ou segundo turno - depois discutir candidaturas

Roberto Rocha diz que grupo deve primeiro discutir estratégia em 2016 – primeiro ou segundo turno – depois discutir candidaturas
Editada para correção de informações às 20h30 
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) em entrevista exclusiva aos Blogs Marrapá e Clodoaldo Corrêa afirmou que a prioridade para o PSB em 2016 é ter candidatura própria, e somente com esta possibilidade descartada, se discute coligação com A, B ou C. Sobre o próprio Roberto ser candidato, ele diz que é um jogador e “se já jogou de vice, por que não prefeito?”. Para o senador, é necessário primeiro discutir a estratégia do grupo – vencer no primeiro turno ou levar para o segundo – para depois discutir as candidaturas.
Pela primeira vez, Rocha contou minuciosamente como foi sua escolha para candidato a vice-prefeito, afirmando ter sido um sacrifício enorme para sua estatura. Na visão dele, arriscou muito, pois se Edivaldo não tivesse sido eleito, estaria acabado politicamente. Mas teve que fazer porque senão, Edivaldo nem teria sido candidato.
Diz que o prefeito Edivaldo nunca tratou com ele sobre reeleição, e por isso, para o senador, ele ainda não é candidato à reeleição, embora entenda que este não é o momento adequado mesmo. Mas também alertou que como o PPS – partido de Eliziane Gama – apoiará o PSB em várias capitais, cobrará o apoio em capitais onde tiver candidato competitivo. Roberto afirmou que para Edivaldo, a estratégia tem que ser de ganhar no primeiro turno, pois se a eleição for para o segundo, perde como perdeu Castelo.
O senador afirma que a relação com o governador Flávio Dino continua muito boa. Mas existe da parte de outras pessoas a tentativa de rompimento visando eleições futuras. Ele reclama de ter recebido poucas visitas de secretários estaduais e nenhuma de secretários municipais, pois colocou seu gabinete como embaixada do Maranhão em Brasília.
Roberto defendeu mais abertura de investimento privado para superar a crise econômica do país. Para o Maranhão e São Luís, defendeu o enxugamento da máquina pública com menos secretarias e menos cargos. Afirmou que um dos problemas da gestão do prefeito Edivaldo não foi ter cortado custos ainda no começo da gestão. Assim, teve que adotar a política de investimento na base da busca de recursos, como empréstimos.
Para o senador, Edivaldo não pode ancorar no governo do Estado sua reeleição, já que, daqui a um ano, no período das convenções, Flávio Dino também terá problemas de imagem, assim como o próprio Roberto.
Senador, como o Brasil pode superar o momento de crise econômica, que no setor público tem atingido de forma muito forte municípios e estados?
olhorr2O Brasil teve um momento muito importante na sua história, da estabilidade econômica na década de 90. Disso decorreu uma estabilidade institucional e política que possibilitou a eleição e posse de um operário na presidência da República. O Brasil viveu um momento de transição, consolidação do processo democrático. Em função desse período, que veio sendo amadurecido durante a década de 80 para 90, e com o fim do espiral inflacionário que massacrava muito os menores, e, claro, alguém ganhava, porque se não nunca teria existido. Quem ganhava era o governo, que via de regra é a maior instituição dentro de um território. Então, com esse momento, o Brasil deu um passo. Iniciou-se, e na sequência consolidou-se, a questão econômica e social com o Lula, que agregou e sistematizou políticas, criando uma grande rede de proteção social. Após esse momento econômico e social, tinha que ter um momento da infraestrutura nacional. Acredito que isso teria que ter se dado no segundo mandato do presidente Lula, na década passada. Não houve. O governo do Lula quebrou alguns paradigmas, contrariando a lógica de alguns administradores, como eu, que achavam que o desenvolvimento só podia se dar através do investimento. Ele mostrou que também poderia se dar por meio do consumo. Hoje é fácil ver o filme de trás para a frente. Em verdade, o consumo avança, com a estabilidade econômica. Muita gente da classe D vai migrar para a classe C. Acontece que é preciso entender que isso tem um prazo de duração. Era necessário o Brasil promover o desenvolvimento pelo investimento. Quanto mais você consumir, mais vai esgotar a capacidade de oferta. Por isso o Brasil chegou no ponto que está. Ou seja, a medida em que você investe na infraestrutura nacional, nos portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e hidrovias, você cria condições para que o Brasil avance economicamente. O econômico nunca pode ser considerado inimigo do social. O social avançou por causa do econômico e agora o social “involui” por causa do econômico, com os programas sendo cortados, direitos trabalhistas etc. O Brasil aumentou muito o seu custo administrativo, de governo, sem ter correspondência no desenvolvimento econômico. Em consequência disso não há investimento, o consumo não responde mais, há uma estagnação que levou a uma recessão e estamos vivendo o pior momento da crise, o momento da escalada do desemprego. Todos os lugares do Brasil estão enfrentando isso. Nos lugares onde a economia pública estatal é mais preponderante, como é o caso do Maranhão, a situação é mais grave ainda. Dentro do Maranhão você tem a realidade do Sul, única que tem uma matriz econômica, embora primária, de monocultura e sem agregar valor, porque não cumpre a sua etapa fundamental de agroindústria.
O senhor foi eleito com a proposta de fazer com que o Maranhão soubesse para que serve um senador. Nesses cinco meses, o senhor pode elencar os avanços do seu mandato nesse aspecto?
Embora eu seja de um partido que não diria de oposição, pois nós não estamos atrelados à base da oposição, formada pelo PSDB e pelo DEM. Também não somos da base do governo, comandada pelo PT. O partido tem uma postura de independência. Não é fácil, porque independência é algo meio que abstrato no parlamento. O que é ser independente quando o povo conhece o governo e a oposição. Nós somos uma bancada de seis senadores, mas nós vamos ampliar para oito. Vamos chegar a dez senadores. A bancada faz toda diferença no Senado. A postura de independência nossa pressupõe unidade, agir em bloco, ser solidário, companheiro e cúmplice do outro. Dessa maneira, os interesses que tem o Maranhão, que eu defendo no Congresso, são interesses de todos os senadores do PSB, assim como os da Bahia, da senadora Lidice, ou de Sergipe, Pernambuco e assim por diante. Estou muito à vontade na bancada do PSB porque tenho percebido que não falta o que é mais importante no ser humano: a honra. E o PSB tem nos dado oportunidade de ocupar espaços no Senado Federal. Sou membro da Comissão de Constituição e Justiça, mais importante do Senado, sou membro da Comissão de Assuntos Sociais e Econômicos, membro da Comissão de Educação, presidida pelo Romário, companheiro de partido, que foi indicado por mim. Também sou membro da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, e nessa comissão, para o próximo exercício, serei o relator do Esporte. Teremos as próximas olimpíadas e discutiremos a revitalização da Lei de Incentivo ao Esporte, que acaba este ano, exatamente na véspera das olimpíadas. Chegamos ao Senado tentando ampliar esse poder para que pudéssemos levar às condições de ajudar o governo neste momento de dificuldade. Eu, por exemplo, votei a favor da MP 665, do ajuste fiscal. Não votei por causa do governo, por causa do governo eu não votaria. Tenho total compreensão do diagnóstico. Acabei de falar: Ausência completa de investimentos em infraestrutura. Em nenhum lugar do mundo o orçamento público tem dinheiro para fazer isso. Na China, Europa, Estados Unidos, cobra-se pedágio em excelentes obras de infraestrutura. No Canal do Panamá, o privado administra. Não tem cabimento ser diferente. Não podemos pressionar o orçamento público. Aquilo que a economia privada pode fazer, o governo não deve. No mundo nascem um bilhão de pessoas a cada dez anos, então não tem dinheiro para fazer isso. Por isso o mundo todo rediscute a forma de gestão e governantes. São Luís, o Maranhão e o Brasil precisam menos de políticos e mais de gestores. Os estados brasileiros, todos, só fazem investimentos com dinheiro de empréstimo, como o Maranhão. O dinheiro que tem aí é dinheiro do BNDES. Só. O resto tudo em dificuldade. Não estou acompanhando por dentro as ações de governo e a execução orçamentária, pois estou muito focado no Senado, mas o que acontece no Maranhão, acontece com Piauí, Pará e todos os cantos, pois não tem mágica. Candidato é Word, gestor é Excel. Ele tem que estar diante de planilhas para saber o que pode ou não ser feito. O Brasil quebrou os municípios, estados e agora está quebrado. A União está quebrada. Isso não arruma do dia para a noite. Por conta do retrovisor, dos equívocos recentes, por conta de erros de governos, vou votar contra o país que moro? O Brasil está por ladeira abaixo. Se essa medida provisória não fosse aprovada, o ministro da Economia teria pedido demissão. E é o que sustenta hoje o governo: a credibilidade no mercado que ele tem. Foi uma medida acertada da presidente Dilma tirá-lo do mercado. Fosse eu, também colocaria uma pessoa da Petrobras do mercado. Ela botou do governo, o que foi um erro. Se ele sai do governo e volta para o mercado, quem a Dilma colocaria na economia?! A gente tem que ter essa compreensão, se fosse o Mantega ou outro ministro, ninguém teria votado. Seriamos tragados por um sentimento de descontentamento por causa da campanha, por causa dos desmandos anteriores, e fundamentalmente por causa do preconceito equivocado ao capital privado. O capital privado só vai ter interesse em fazer algum tipo de concessão se tiver retorno. Eu estava discutindo na comissão de infraestrutura, do qual faço parte, a questão da BR 135. A Dilma foi votada no MA em 2010 e teve uma excelente votação. Dos cem piores IDH’s do MA, nenhum é da região sul. Então, a Dilma teve uma votação sem vir no MA. Não há uma única obra de infraestrutura do governo dela no estado do Maranhão. Nem mesmo do Lula. Nos últimos doze anos, quais as obras de infraestrutura feitas no Maranhão? A gente poderia se questionar sobre o que foi feito no Brasil. Meu Brasil é o Maranhão. Qual a obra de infraestrutura capaz de alavancar o desenvolvimento estadual ou regional? Nenhuma. A única obra que poderia ser considerada de infraestrutura é a refinaria, que eu fui vítima duas vezes como candidato ao Senado. A duplicação da BR 135 era para falar de triplicação. Ainda estamos falando de duplicação. É um absurdo por causa do engarrafamento violento. Você passa horas em engarrafamento. Na comissão de infraestrutura nós discutimos com o DNIT e firmemente coloquei esse problema. Terminou que conseguimos retomar a obra que estava parada. É um caso de esgotar a possibilidade de ser concluída com dinheiro público, mas se parar, existe a alternativa de permitir que a iniciativa privada faça. É um trecho do Maranhão com viabilidade econômica por causa do fluxo. Com essas ações desenvolvemos o nosso mandato. Trabalhamos na perspectiva de que o Maranhão possa ser contemplado com uma obra infraestruturante, até para compensar o engodo da Refinaria Premium. O Comando da Marinha me apresentou o projeto da construção de uma base naval no estado. Já fui até na Antártida, na estação com o nome de um cidadão de São Luís. Aqui poderá ser construído o complexo naval da segunda esquadra. Com essa esquadra, que estou lutando para trazer para a capital, como forma de compensar o Maranhão pelo que perdeu durante muito tempo, teremos investimentos de R$ 12 bilhões no estado, com hotéis, restaurantes, escolas navais, que terá um impacto muito maior de que a refinaria. Só aqui em São Luís serão 4300 residências na Ponta da Areia, impactando diretamente a cidade. O desafio do Maranhão não pode ser agrícola, tem que ser agroindústria. Essa é a vocação do Maranhão. A agricultura por si só não gera as oportunidades necessárias. É preciso incluir as pessoas no desenvolvimento, no desenvolvimento sustentável, associado ao social e ambiental. Nós ficamos literalmente a ver navios em São Luís levando produto primário semielaborado. É um verdadeiro escândalo. A matriz econômica do Maranhão é totalmente equivocada, não inclui as pessoas. Você pergunta qual a diferença de ter ou não ter o Porto do Itaqui para o cidadão do Anjo da Guarda. Nenhuma. O porto tem que estar integrado à cidade, ao estado e à região que é o garrafão do Brasil, o cerrado brasileiro, que é o único lugar do mundo capaz de produzir grãos. Por isso que o Porto do Itaqui não pode ser um porto do Maranhão.
E qual a sua avaliação do governo do Maranhão nesses seis primeiros meses de gestão?
Senador apresenta projeto de base naval para São Luís

Senador apresenta projeto de base naval para São Luís
Não tenho acompanhado, apenas à distância, como qualquer cidadão. Estou cumprindo com a minha obrigação, que é o meu mandato no Senado Federal. Falo com os secretários, como a secretária de educação, que me dá a honra da sua visita, e através dessas cordialidades, que não são todos, talvez seja uma das poucas visitas de secretários que tenho recebido, mesmo no meu gabinete em Brasília, que coloco a disposição como a embaixada do Maranhão. Eu me perguntava se São Luís tem secretário em Brasília. Estou lá há três meses, quatro, e nunca recebi um telefonema. Do governo eu não podia dizer porque não tinha secretário. Era para ser o Dutra, que acabou desistindo. E agora foi nomeado um rapaz muito decente. Estive com ele recentemente e conversamos sobre esporte, pois ele já foi da área. É isso. Não sou executivo, mas legislativo. Sou uma asa do avião. Sem mim o avião não voa. Faço algumas coisas que não dependem dos governos estadual e municipal, como lutar para atrair a segunda esquadra da Marinha para o estado, mas a grande maioria das questões depende desses poderes. O que vejo à distância – e eu já disse isso ao governador Flávio Dino – é que o Maranhão está dentro de um contexto nacional muito ruim, de crise profunda, que se fosse eu governador, eu teria preparado um modelo de governança, a máquina administrativa de outra forma, muito mais enxuta, muito menor, para enfrentar este momento de crise profunda e aguda. Com tantos cargos de comissão que tem o governo, tantos terceirizados, é difícil segurar a peteca. Não tem mágica.
Então a máquina do Maranhão deve ser enxugada?
Mais muito enxugada. Não há necessidade de ter secretarias como no Maranhão. Goiás tem economia pujante, sem crise, porque a única atividade econômica que avança no país é a agropecuária, lá tinha 16 secretarias e baixou para dez. É difícil falar sobre isso pois parece que você quer eliminar segmentos, eliminar direitos, mas não é nada disso. Por exemplo, para que serve o ministério da Pesca? Mas por que não tem o da Soja, dos Grãos, do Café? Por que não um ministério dos Minérios? Não é assim que se governa. Em qualquer empresa, se você tem quem cuide de água, luz etc, é também quem cuida do pagamento de pessoal. Por que no governo do Maranhão, que é uma empresa, tem que ter uma secretaria para cuidar de pessoal e outra para cuidar de despesas? Isso não existe. Na minha visão, a secretaria de gestão e previdência deveria seguir o modelo do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão. Quando você elimina uma secretaria, você elimina custos. E custo é que nem unha: você tem que cortar o tempo todo.
Qual sua relação com o governador Flávio Dino nesses últimos tempos? Há o mesmo intercambio da campanha eleitoral?
olhoroberto2Toda campanha de governador e senador é colada, porque ninguém se elege governador ou senador sozinho. Nem sempre se ganha só com um bom candidato. Para ter tempo de televisão, que é a etapa mais importante da campanha, você tem que ter coligação, partido. Você vê que chega à capital o PTC e ao governo o PCdoB, dois pequenos partidos, porque tiveram capacidade de se coligar, se não jamais chegariam ao poder. Minha relação com o Flávio é muito boa, da minha parte e da parte dele. Pode ter da parte de outros, que inventam e artificializam por conta de questões eleitorais, de 2016, 2018, 2022, 2100. Quando se mistura governo com partido a gente prejudica o povo. Este ano é ímpar, de administrar. Quantas vezes o prefeito Edivaldo Holanda Junior já falou comigo sobre eleição de 2016? Nenhuma vez. Se você me perguntar nesse minuto se ele é candidato a reeleição, eu vou dizer que para mim não é, porque nunca tratou comigo. Não é um defeito, pois o momento de tratar sobre isso é outro. O momento é de tratar da cidade. São Luís tem a menor área verde do país, e eu estou com um projeto para fazer um parque ambiental no sítio do Rangedor e outro no Pirapora. Não com recursos do governo. Estou indo atrás de outras fontes. Mas isso não faço sozinho como senador. Eu não sou executivo, para executar é preciso da outra ponta, que é o governo. E se não executar? O Flávio mora no Palácio, eu sou senador da República. Estamos absolutamente contemplados, graças a Deus e ao povo do Maranhão. Mas e o povo? Seria muito egoísmo da nossa parte. Mesmo que aqui tivesse uma bola de cristal, e nessa bola tivesse que em 2018, 2022, vocês vão disputar uma eleição, a gente não tem o direito de antecipar isso. Prejudica as pessoas. Ninguém ganha com isso! A minha parte é conseguir recursos. O Edivaldo e o Flávio têm que executar.
Ainda, então, que o senhor seja candidato em 2018, não vai deixar que isso atrapalhe a sua relação com São Luís?
Em hipótese nenhuma. Eu posso anunciar hoje que não estarei com Edivaldo Holanda Junior, por exemplo, mas ele vai ter um aliado em Brasília. Os recursos que estão sendo feitas ruas em São Luís é do Ministério das Cidades. O Governo do Estado está botando agora. Quem defende São Luís no Senado? Agora, você diz, Roberto, você está falando como prefeito sobre eleição? Não. Eu falo com a Eliziane, falo. Ela é deputada. Como não falar? Falo com o Sarney Filho, com Roseana, se for o caso. A minha primeira função foi crescer na bancada para gerar um bloco partidário e o governo entender a importância disso.
O deputado Bira do Pindaré recentemente se colocou com pré-candidato para a disputa pela Prefeitura de São Luís. Como o senhor avalia a participação do seu partido nessa movimentação para 2016?
O partido não tem movimentação nenhuma, porque eu sou o presidente e não estou me movimentando. Então, se eu não faço movimentação, o partido não está fazendo movimentação alguma. Qualquer filiado de São Luís tem o direito de se colocar, ainda mais na qualidade do Bira procurar se viabilizar como pré-candidato, como eu ou qualquer outro. No entanto, posição partidária atual é a que eu definir. E por cima dela nenhuma voz vai se sobrepor. É um momento administrativo. Ele é secretário e não pode confundir as coisas, mas ele pode se mexer. É comum no Brasil deixar rastros de candidato, mas não se colocar antecipadamente como candidato para não atrapalhar a gestão.
E em relação aos senadores brasileiros hostilizados na Venezuela?
Eu me senti ofendido como senador e como brasileiro. Se fossem sete do PT ou PCdoB eu estaria revoltado. Não tenho nada a ver com o regime da Venezuela. É o povo quem decide lá. Agora, não sou obrigado a estar atrelado a eles político, econômico ou socialmente. Ou a Venezuela sai do Mercosul, ou o Brasil sai. É a minha opinião. Não tem cabimento. Se senadores venezuelanos viessem ao Brasil e fossem hostilizados seria um absurdo. Eu até admito discutir direita ou esquerda, coisa que para mim não tem mais sentido, desde que seja no campo democrático. Não dá para aceitar isso. Eu tive em Cuba recentemente, onde investiram US$ 800 milhões. E se fosse no Porto do Itaqui, pelo menos US$ 80 milhões. O que Cuba produz? Nada.
Qual sua posição sobre a proposta que reforma política que tramita atualmente no Congresso Nacional?
OlhoRoberto3Não tem reforma política. O que tem é uma discussão totalmente dissociada da Câmara e do Senado Federal e vice e versa que eu já critiquei no plenário. Critiquei com o ânimo de melhorar, propondo, inclusive, uma emenda do regimento comum propondo uma reunião por mês dos presidentes e líderes das duas casas para definir uma agenda mínima. Para discutir consensos e definir as pautas. O que é consenso? Fim de coligação proporcional? Então é consenso. Então a gente vai saber que o que sai da Câmara vai para o Senado e o que sai do Senado vai para a Câmara. Não dá para ficar nesse faz de conta. A Câmara está numa direção, o Senado em outra e o povo fica no prejuízo. Quem paga a conta? A gente vai chamar isso de reforma?
Por que a fusão PSB-PPS não aconteceu?
A fusão cometeu um erro de origem. Primeiro deveria ser discutido o mérito da questão dentro do PSB. Depois desse debate profundo e exaustivo se discutiria se o partido era contra ou a favor. Ai você saberia que essa discussão teria repercussão nos estados e municípios. Depois de tanto tempo foram discutir o mérito de quem era contra ou a favor. Isso tinha que estar vencido. Aí foram discutir que o PPS era esquerda e deixou de ser. Eu fui obrigado a dizer que esse partido apoiou Eduardo Campos, foi importante no Maranhão, para garantir a eleição de um senador. Esse partido poderia dizer que o PSB preferiu apoiar o PTC ao PPS em 2012. Então nós não aceitamos. Não era para discutir método. Foi um erro de origem. Tentaram corrigir dentro, com o barco navegando. Foi feito uma consulta ao TSE para saber se a fusão permite janela. Então não teve um fim da fusão, foi mais erro de procedimento. Qual impacto disso em São Luís? Sinceramente, com toda a clareza, em São Luís, quem decide é a direção nacional. Não tem fusão, como é? O PPS naturalmente vai apoiar o PSB em muitas capitais. Será que o PPS não vai cobrar o apoio do PSB em algumas que tiver candidato, sobretudo candidatos competitivos. Certamente que sim. Então, acredito que pelo fato do PSB em São Luís ter na sua direção, modéstia parte, alguém com estatura política por ser senador da república, dá garantia para que não sejam feitos atos de cima para baixo, nem muito menos de baixo para cima. Vou conduzir dentro do interesse maior. Qual a prioridade do PSB? Ter candidato. A partir daí a gente discute coligação. Como eu vou discutir se apoio A, B ou C se eu não sei nem se vai ter candidato? Por que teve uma regra que o governador adotou para quem quisesse ser secretário. Quem for candidato não assume secretaria. Eu não sei se está em vigor. Não que essa regra não possa ser mudada. Imagina! A política é dinâmica. Lá em Imperatriz o Clayton Noleto pode ser candidato. Em São Luís, o Neto Evangelista e o Bira… Isso é da política. Jogador joga a hora em que for convocado. Como o governo pode ser maior que o partido? Mas ele estabeleceu uma regra correta.
O senhor poderia ser candidato a prefeito de São Luís?
Nunca parei para pensar nessa possibilidade. Porém, não descarto. Eu sou jogador. Jogador do jogo político joga em qualquer posição. Eu já joguei de vice. Se já joguei como vice, por que não prefeito?
Você foi eleito vice-prefeito em 2012 dentro de uma perspectiva de mudança. A atual gestão municipal teve contratempos no início e agora está conseguindo avançar com o apoio do governo do estado. Na sua opinião, por que a gestão do Edivaldo teve problemas nesses dois primeiros anos?
Por causa de um modelo de governança. Você conhece um bom governo com uma boa equipe. Não boa nas pessoas, mas boa no modelo. Hoje em dia você não pode ser só técnico porque você não termina o mandato. Não pode, também, ser só político, senão você vai preso. Falo para o Flávio, para o Edivaldo…. Se você for ver o modelo de governança, não há inovação nenhuma em São Luís. Nenhuma! Você pode ver a quantidade de secretarias. Você não tem nem tempo de despachar. Vá em Belo Horizonte e pergunte quantas secretarias existem. Vá em São Paulo e pergunte a mesma coisa. Vá em Minas. Isso só se faz no começo, na lua de mel. E a hora de cortar era agora, porque cortou na carne do adversário. Quando você não começa assim fica mais difícil. Aí fica tentando buscar recursos para apresentar resposta. Ou buscar emprestado. O da Roseana o Flávio terá que pagar. Acho que tudo é processo. Eleição é uma coisa. Reeleição é outra completamente diferente.
Como se deu o processo para sua escolha como vice em 2012?
OlhoRREu era pré-candidato a prefeito. O PSB queria isso na pessoa do Eduardo Campos. O Flávio também. A gente reuniu em Recife várias vezes. O candidato seria do PCdoB ou do PSB e ponto. O que Eduardo Campos tem a ver com PTC? O que o projeto nacional de um partido tinha a ver com o PTC? Te põe no lugar deles. Nada. Na medida que Flávio não é candidato, eu tinha que ser candidato. Como ficaria o PCdoB? Vai apoiar o PSB ou não? Eu poderia dizer que sou candidato. A gente sabia que a aliança do PCdoB era com o PT, embora não fosse funcionar. Acho até que em 2018 a aliança do PCdoB será com o PT. Mas aí está. Por conta do Edivaldo. Jamais seria vice de qualquer outro. Quando o Flávio era candidato eu procurei o Marcelo Tavares e cobrei o acordo com o PCdoB. Manifestei que o PSB indicaria o Marcelo como vice. Na mesma hora tocou o telefone do Marcio Jerry, dizendo que o Zé Reinaldo aceitaria uma secretaria do Castelo. Na mesma hora eu pedi para o Marcelo desconsiderar tudo. Retirei a candidatura para ancorar a do Edivaldo, muito novo e sem consistência. Então a gente tinha que emoldurá-lo. Fizeram um movimento pela candidatura do Zé Antônio Almeida. Como eu convenceria o Eduardo Campos disso?  Só teve um jeito: eu ser o vice. O Eduardo disse: Quem é PTC? O candidato é tu, rapaz! E eu disse: Ou junta o partido ou não serei candidato. Ninguém apostava que eu faria isso. Um sacrifício medonho. Um cargo muito menor que eu. Eu tive 200 mil votos em São Luís, mesmo com toda a desgraceira da época da campanha. O Haroldo Saboia todo dia falava em aumento de passagem para me desgastar. Ninguém se elege senador por causa de uma campanha, mas sim por causa de uma história. Vai comparar a minha história com a do Flávio? Há 8 anos ele estava em um gabinete de juiz. Se perdesse a eleição? Chega em qualquer canto do Maranhão e pergunta quem é Edivaldo Holanda Junior e ninguém sabe quem é. Quantas vezes São Luís fez de um prefeito governador a partir desta condição? Nunca. Cafeteira? Jackson? São Luís nunca fez. O Edivaldo pode ficar um mandato, dois… pergunta quem é Tadeu Palácio. Ninguém sabe quem é. Imagina se Roberto Rocha perde como vice do Flávio, do Edivaldo… De quem?! Pronto, acabou. Se não fosse isso, Edivaldo nem seria candidato. Vamos admitir que o Flávio fosse candidato. O que é PTC e PCdoB? Nada.
O prefeito Edivaldo vive um momento de recuperação de imagem com as obras e a parceria com o governo do Estado. Na sua visão, isso dará a condição necessária para a reeleição?
Eleição é uma coisa. Reeleição é outra completamente diferente. O Edivaldo é candidato é reeleição. Se fosse candidato a eleição, a simpatia dele valeria muito. A da Eliziane vai valer muito. Na reeleição é avaliada a gestão, não o candidato. É como se eleição fosse Word e reeleição Excel. Eu digo isso para ele desde o começo: procure pisar direito se não tu não é nem candidato. Aí quando chega agora faz essa movimentação. Isso poderá dar a ele a condição de competir, mas apenas ancorado com o governo do estado ele não conseguirá garantir condições totais, porque o Flávio está vivendo a lua de mel. Por isso é hora de fazer ajustes. Daqui a um ano, no mês das convenções, o Flávio, como eu ou qualquer professor de Harvard, estará com problema de imagens. Não tenha dúvidas disso. O Edivaldo não pode ancorar no governo a reeleição dele. Vai precisar ampliar a sua aliança. São Luís terá quatro campos políticos: do governo com o prefeito, dos partidos aliados do Sarney, o campo político da esquerda, desses partidos malucos e o campo político que pode ser criado. A estratégia é ver se a gente leva ou não para o segundo turno. Primeiro eu quero saber o modelo, para depois discutir o candidato. Se a estratégia é levar para o segundo turno, então não ajuda Edivaldo. Qualquer candidato no segundo turno, tem condições de ganhar dele, como ganhou o Castelo. O primeiro turno é eleição de aprovação e o segundo de desaprovação. A chance dele é ter um turno. E se for ter um só turno, tem que juntar tudo. Aí eu vejo Bira para cá, que é interesse do governo… Como é que ganha? Não tem como. Não sei nem qual é a estratégia, e nem quero saber. Estou até falando demais… Eu não faço política com segredo. Se é um defeito, eu tenho isso. Porque eu dou a oportunidade para o interlocutor contraditar.
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Presidente do CREA-MA visita o sistema Mirante

Em visita ao Sistema Mirante, comitiva do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA), constituído pelo assessor de Relações Institucionais, Marcus Lima, pelo presidente do Conselho Regional Cleudson Campos de Anchieta e pela superintendente Rita de Cássia Cunha, foram recepcionados pelo colunista Pergentino Holanda. 
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Deputado Cabo Campos defende uso de tornozeleira eletrônica por presos em saídas temporárias

Atendendo requerimento feito pelo dDeputado Cabo Campos defende uso de tornozeleira eletrônica por presos em saídas temporárias

O deputado Cabo Campos (PP), presidente da comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Maranhão, foi realizada no plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão a Audiência Pública que tratou das saídas temporárias concedida à comunidade carcerária.

O evento, presidido pelo parlamentar contou com a participação do deputado Sousa Neto (PTN); Cesar Pires (DEM); Júnior Verde (PRN); do representante do Sindicato dos Agentes Penitenciário, Antônio Portela; e do promotor público, Claúdio Cabral Marques.

Contra a saída temporária dos presos, Cabo Campos atribuiu ao indulto o “nível alarmante de crimes” do estado. “Sou totalmente contra, porque desestimula o sistema de segurança pública no que diz respeito à função do policial e traz prejuízos. Dos que recebem o beneficio, 20% não voltam e parte deles voltaram a cometer crimes”, argumentou.

Para o presidente da Comissão de Segurança, a saída seria a utilização da tornozeleira eletrônica para monitorar os presos que saem do presídio. “Dá para fazer muito com o uso desse meio eletrônico, podemos controlar os bandidos que atacam o nosso estado” defendeu Campos.

Claúdio Cabral, promotor de justiça parabenizou a iniciativa do deputado Cabo Campos na realização do evento. “O deputado Cabo Campos foi muito feliz em requeri essa audiência pública, tendo um tema de grande relevância para nossa sociedade. Esse é um tema que não pode ficar só nas universidades, dentro das academias, mas sim ser oportunizado o debate para população em modo especial. Essa iniciativa do deputado só vem construir, pelo debate soluções para nossa sociedade”, disse Cabral.

O indulto significa o perdão da pena, com sua consequente extinção, desde que sejam cumpridas algumas condições estabelecidas, que apontam os presos que podem recebê-lo. O benefício é regulamentado por Decreto do Presidente da República, com base no artigo 84, XII da Constituição Federal.

Como exemplo tem-se o indulto de natal que beneficia presos que têm bom comportamento e que já cumpriram parte da pena. Com o decreto, que é assinado sempre próximo ao Natal, os detentos contemplados têm a pena extinta. Em 2008, as sugestões encaminhadas pela sociedade e pelos órgãos estaduais geraram várias mudanças no decreto, como a inclusão de indulto a mães de filhos com deficiência mental ou física, ou menores de 16 anos.

Ao final da audiência, três encaminhamentos foram viabilizados, entre eles viabilizar equipes interdisciplinares, fortalecimento das ações estratégicas, e a implantação da tornozeleira eletrônica.

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