Países anunciam que não irão reconhecer resultado de Constituinte da Venezuela

Em notas, governos argentino e peruano dizem que eleição não respeita vontade do povo. Colômbia também já havia anunciado que não reconhecerá resultados.
 Eleitora deposita seu voto em uma urna em colégio eleitoral de Caracas, Venezuela, neste domingo (30) (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)

Os governos da Argentina e do Peru anunciaram neste domingo (30) que não irão reconhecer os resultados da eleição para a Assembleia Constituinte da Venezuela. Na sexta-feira, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, já havia anunciado que seu país também não reconheceria os resultados, com a justificativa de que o processo tinha “origem ilegítima”.

Tanto as autoridades argentinas quanto as peruanas afirmam que a votação desrespeita a Constituição e a vontade do povo venezuelano, que em um plebiscito informal, em 16 de julho, votou em sua maioria contra a convocação da Assembleia Constituinte. Ambos os países também pedem a instauração de um diálogo democrático na Venezuela.

A Argentina diz que o processo é ilegal e o Peru usa o termo ilegítimo.

“O governo argentino lamenta que o governo venezuelano, ignorando os chamados da comunidade internacional, incluindo dos países do Mercosul, tenha prosseguido com a eleição de uma assembleia constituinte que não cumpre com os requisitos impostos pela Constituição desse país”, diz o documento argentino.

“A eleição de hoje não respeita a vontade de mais de sete milhões de cidadãos venezuelanos que se pronunciaram contra sua realização. A Argentina não reconhecerá os resultados desta eleição ilegal”, prossegue.

A nota peruana diz o seguinte:

“O governo do Peru não reconhece os resultados da eleição ilegítima realizada hoje para formar uma Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela. Esta eleição viola normas da Constituição venezuelana e contaria a vontade soberana do povo, representado na Assembleia Nacional. Também fere o princípio de universalidade do voto e aprofunda a ruptura da nação venezuelana, rompendo a ordem democrática desse país.

O governo do Peru condena a repressão violenta que até o momento já causou mais de uma centena de mortes e exalta o governo venezuelano a garantir a pronta instalação de um autêntico dialogo nacional que permita restaurar a ordem democrática”.

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