“Parece mais um terraplanismo jurídico” sustenta Dino sobre denúncia do MPF em relação ao Gleen sem ter sido investigado

3

Mesmo sem ter sido investigado nem indiciado, procurador denunciou Gleen por entender que cometeu crime ao orientar hacker para que apagasse as mensagens

O Ministério Público Federal em Brasília denunciou nesta terça-feira (21) sete pessoas sob acusação de envolvimento no hackeamento de mensagens de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba.

Entre os denunciados está o jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, que recebeu os diálogos da Lava Jato e os publicou por meio de uma série de reportagens.

Glenn não foi investigado nem indiciado pela Polícia Federal, mas o procurador Wellington Oliveira entendeu que ficou demonstrado, em um áudio encontrado em um computador apreendido, que o jornalista orientou o grupo de hackers a apagar mensagens.Isso, segundo o procurador, caracterizou “clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos”.

A Justiça, agora, avaliará se aceita ou não a denúncia proposta pelo Ministério Público.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, se manifestou nas redes sociais de maneira contrária a manifestação do órgão ministerial. “Muito difícil sustentar juridicamente uma ação penal contra direitos constitucionais atinentes ao sigilo de fonte no jornalismo e contra uma liminar do Supremo. Parece mais um terraplanismo jurídico, que está em moda nesses tempos de trevas”.

Clodoaldo Corrêa

Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *