Sema encaminha equipe de especilistas e faz a necropsia da baleia De Turiaçú

Na madrugada de quarta-feira (25), uma equipe de especialistas em mamíferos aquáticos, juntamente com técnicos Superintendência de Biodiversidade e Área Protegidas da Sema,  foi encaminhada ao município de Turiaçú há 152km de São Luis, para realizar a necropsia e coleta de material biológico para estudos e investigação da “causa mortis” de uma baleia da espécie minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis). O animal veio a óbito, depois de encalhar e ser resgatada na segunda-feira passada, por homens do Corpo de Bombeiros da cidade de Pinheiro e pescadores da região. A operação foi demorada e exigiu uma logística especial por se tratar de uma área de manguezal muito distante de locais habitados.
Pela primeira vez foi registrada a presença de uma baleia minke-antártica nas águas do Maranhão. Trata-se de uma fêmea adulta de  9 metros de comprimento que tem sua distribuição conhecida apenas para o hemisfério sul,  em águas oceânicas. Em outras regiões do Brasil, a espécie tem sido  frequentemente observada no inverno e primavera, diferente do registro ocorrido no estado.
A bióloga Nathali Ristau, chefe da equipe e técnica do Grupo de Pesquisa de Mamíferos Aquáticos Amazônicos – GPMAA) do Instituto Mamirauá no Maranhão, informou que encalhes de mamíferos aquáticos são frequentes em todo o mundo, natural entre os cetáceos (baleias, botos e golfinhos), sirênios (peixes-boi) e os pinípedes (focas, morsas, lobos e leões-marinhos), representando a maior fonte de informações sobre essas espécies. As causas dos encalhes são diversas, podendo ser classificadas como naturais e não-naturais. As não-naturais estão diretamente relacionadas às ações humanas, como interações com a pesca, colisões com embarcações, poluição ambiental, por exemplo. Pesquisadores da Bahia já detectaram infecção por morbilivírus, por exemplo,em animais encalhados, o que pode ocasionar desorientação no animal. A bióloga ressaltou  ainda que esses animais são protegidos por lei desde 1986, e as baleias e golfinhos especialmente são protegidos pela Lei Federal nº 7.643, que proíbe não só a sua “pesca”, mas qualquer molestamento (incômodo) a esses animais.
Segundo Natali, “a SEMA tem sido grande parceira da Rede de Encalhes e Informações de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB) no sentido de dar apoio logístico e todo o suporte necessário, contribuindo significativamente em nossas ações”.
O Secretário da SEMA, Marcelo Coelho, vai convidar as universidades UFMA e UEMA para formar uma equipe de trabalho, para irem ao local do encalhe, afim de retirar os ossos da “Baleia de Turiaçú”, com o objetivo de monta-lo e disponibiliza-lo para estudo e possíveis exposições.
A SEMA agradece o apoio da Polícia Militar do município de Turiaçu/MA na pessoa do PM Coriolano, aos Bombeiros da Guarnição do município de Pinheiro/MA, Sargento P.Filho e Soldado Francinele, ao pesquisador Gilberto Salvador (Biólogo/GPMAA), Erick Ristau (Técnico/GPMAA) e ao pescador/barqueiro Francenildo, que não mediram esforços para que toda a expedição tivesse êxito.
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