Sindeducação constata abandono em mais escolas da rede municipal

Sindeducação constata abandono em mais escolas da rede municipal
A diretoria do Sindeducação esteve, mais uma vez, em visita às escolas da rede pública municipal e constatou total descaso do Prefeito Edvaldo Holanda com a educação de nossas crianças e as condições de trabalho de nossos professores.
Desta vez, as unidades de Educação Básica São José, Euzuíla Abreu, Dr. Neto Guterres, Profº Elpídio Hermes de Carvalho, localizadas nos bairros Turú e Angelim, respectivamente, foram alvos de muitas reclamações e protestos por parte dos professores e alunos. Eles criticaram: “não estamos satisfeitos com a Administração do Secretário Geraldo Castro e do Prefeito Edivaldo Holanda Junior. Educação é prioridade”, protestaram os professores.   
“É triste ver as escolas nessa situação caótica. O poder público esqueceu da educação municipal. Os profissionais do Magistério estão jogados a mercê do descaso e imploram por condições de trabalho. Todos os dias pais de alunos reclamam pela falta de estrutura, e pela situação precária que se encontram as unidades de ensino”, afirmou uma professora, que não quis se identificar.   
A UEB São José, localizada no bairro Bom Jardim Turu, está desprotegida há meses. Além da falta de vigilância no local, que facilita a ação de vândalos, a unidade apresenta graves problemas na rede elétrica e hidráulica: falta água e energia com muita frequência e, com isso, a rotina escolar fica prejudicada.
Segundo o corpo docente da escola, a Semed já foi informada diversas vezes sobre os problemas, mas, há anos, não envia uma equipe técnica ao local para averiguar a situação e tentar resolver os problemas.
Renan Augusto, estudante da 4ª série da Unidade São José, que sonha em ser padre, protesta em relação a vários problemas enfrentados por ele e pelos seus colegas de turma.
“Aqui todo mundo gosta de esporte, inclusive de jogar futebol, mas infelizmente, temos um campo com traves improvisadas e cercado de terra, logo que o local não é apropriado e tem muita poeira. Dentro das salas faz muito calor; não temos ventiladores suficientes e, quando tem, estão quebrados com um ferro apontado, arriscando minha vida e dos meus colegas. Tudo isso torna o ensino cansativo e fica difícil aprendizado”, reclamou o aluno.   
Segundo a profª Auricélia Vieira, a unidade tem passado por vários transtornos, tanto na estrutura como em material. “A escola não tem forro; no verão, enfrentam bastante calor, pela falta de ventiladores suficientes, já no inverno, convivem com as goteiras; o corredor é minúsculo, por isso não há espaço para o recreio. A unidade está abandonada pela Prefeitura de São Luís”, disse.
Mais reclamações
Ainda na manhã desta quarta feira, diretores do Sindeducação, visitaram as escolas Dr. Neto Guterres e Helpídio Hermes de Carvalho, e a situação das Unidades de Educação Básica continuam precárias.  
Pais de alunos, revoltados com as péssimas condições das unidades de ensino, protestam durante a visita do Sindeducação. “minha filha reclama que não tem como fazer o dever de casa por que ainda não entregaram o material”, já a outra, revela que os livros estão rasgados e faltam páginas; “isso é lamentável”.  
O pai de outro aluno reclama que o prefeito Edivaldo Holanda não cumpre o que promete. “Durante o período eleitoral, o atual prefeito disse que a educação seria prioridade, mas, não estou vendo nada disso; por exemplo, o fardamento escolar que minha filha recebia, hoje não recebe mais; a gestão fala de reforma, mas o que se vê são reparos inacabados, paredes rachadas, locais impróprios para educação de crianças”, criticou Manuel alves         
As professoras Orfisa Surama e Isabel Cristina, representantes do Sindeducação, destacaram que os problemas são essencialmente os mesmos em toda a rede.
“A falta de manutenção elétrica nas escolas vem causando acidentes graves, há anos, e, apesar das denúncias feitas pelo sindicato e pela mídia, a Prefeitura permanece de olhos fechados para o problema. As deficiências no sistema hidráulico e a falta de segurança também não são novidades e, em vez de soluções, o que encontramos a cada visita é a repetição dos mesmos transtornos”, protestaram.
“A diretoria do Sindeducação possui uma agenda semanal de visita às escolas no intuito de ouvir a comunidade escolar e trocar informações. O prefessor está insatisfeito com a falta de condições de trabalho, a falta de recurso pedagógico, a falta de água e o desrespeito com o direito de 1/3 de hora atividade, também está insatisfeito com o serviço ofertado na sua escola, o professor deve denunciar, ao Sindicato, para que o mesmo tome providências, denuncie!  Nossa luta por uma educação de qualidade continua. “Não vamos descansar enquanto o poder público não cumprir com seu dever de priorizar a educação da rede de ensino municipal”, destacou a profª Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.
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