Wellington diz que Maranhão pagou R$ 310 mil por respirador; equipamento mais caro custou R$ 49,5 mil.

Por Clodoaldo Correa.

O deputado Wellington do Curso fez uma verdadeira confusão numérica ao anunciar em card que o governo do Maranhão pagou R$ 310 mil em um respirador. Na peça publicitária, o deputado compara o governo do Maranhão ao de Minas Gerais, um dos que menos testa no país.

Mas para além da subnotificação em Minas, o que espanta é o valor do respirador apontado por Wellington como tendo sido pago pelo governo do Maranhão: R$ 310 mil, enquanto Minas pagou R$ 48 mil. Ocorre que o respirador mais caro pago pelo governo do Maranhão custou R$ 49,5 mil. Todos os equipamentos que o governo comprou foram adquiridos no mercado nacional.

Vale lembrar que os respiradores trazidos da China foram comprados por empresários do Maranhão, não gastando um centavo de dinheiro público na compra, mas somente na logística para trazer os equipamentos.

Mas de onde o deputado tirou o valor? A resposta está na confusão – proposital ou não – dos respiradores “comprados” pelo consórcio do Nordeste.

Foram feitas duas compras pelo Consórcio. Uma de R$ 4,9 milhões e outra de R$ 4,3 milhões. A primeira é que está na Justiça por intervenção do próprio Consórcio Nordeste contra a empresa que vendeu e não entregou 300 respiradores aos nordestinos. Não dá pra mensurar quanto o Maranhão pagaria por cada respirador porque cada estado pagou uma parte.

Governo do Maranhão não pagou R$ 310 mil por respirador como alardeado por deputado em peça publicitária

A segunda “compra” sequer foi efetuada. O pagamento de R$ 4,3 milhões por 30 respiradores foi cancelado. O dinheiro não foi para a segunda empresa caloteira.

Mas vejam o que fez o deputado Wellington. Pegou o valor total das duas compras que sequer ocorreram como se fosse todo para 30 respiradores e dividiu por 30 para chegar ao valor de R$ 310 mil por respirador. Uma conta claramente distorcida.

E ainda não tem lógica o parlamentar afirmar que o Maranhão comprou respiradores superfaturados por compras que sequer ocorreram.

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