O motorista Victor Kauan Ferreira Paes Aragão permanecerá preso por determinação da Justiça do Maranhão. A decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva foi proferida durante audiência de custódia e leva em consideração os indícios apresentados pela investigação, além da necessidade de garantir a ordem pública enquanto o inquérito é concluído.
Victor Kauan é investigado pelo acidente ocorrido na Avenida São Luís Rei de França, em São Luís, que terminou com a morte de Ana Cristina dos Santos Silva, de 37 anos. A colisão envolveu dois veículos e deixou ainda uma criança de dois anos ferida. Outra criança, de 10 anos, e o motorista do carro atingido também estavam no automóvel no momento do impacto.
As investigações apontam que o condutor apresentava sinais de ingestão de bebida alcoólica quando foi abordado pelas equipes policiais. Conforme o registro da ocorrência, ele tinha odor etílico, dificuldade para manter o equilíbrio, fala alterada e desorientação. O investigado recusou-se a realizar o teste do etilômetro, sendo confeccionado um termo de constatação de embriaguez com base na avaliação clínica realizada pelos agentes.
Em depoimento, o motorista informou que havia ingerido cerveja antes de dirigir e disse não se lembrar das circunstâncias que antecederam a colisão. A Polícia Civil apura se a combinação entre consumo de álcool e possível excesso de velocidade contribuiu para o acidente.
Durante a audiência, o Ministério Público do Maranhão defendeu que o caso fosse enquadrado como homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando o autor assume o risco de produzir o resultado. Apesar da manifestação, o juiz decidiu manter, nesta fase da investigação, o enquadramento previsto no Código de Trânsito Brasileiro para homicídio culposo praticado por condutor sob efeito de álcool.
Na decisão, o magistrado ressaltou que a tipificação penal ainda poderá ser revista conforme o avanço das investigações ou após a apresentação da denúncia pelo Ministério Público.
Ana Cristina chegou a ser atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu antes de ser encaminhada ao hospital. A família seguia viagem quando o veículo em que ela estava foi atingido. A criança de dois anos sofreu uma fratura e recebeu atendimento médico.
A Polícia Civil segue reunindo provas e ouvindo testemunhas para esclarecer todos os detalhes do caso.



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