O Maranhão encerrou o ano de 2024 com resultados animadores na economia. De acordo com o Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), o estado registrou a criação de 16,2 mil empregos formais no ano, além de manter a taxa de desocupação em 6,8% no quarto trimestre — a segunda menor entre os estados do Nordeste.
Os dados reforçam uma tendência de retomada consistente da atividade econômica maranhense, que também se destacou no cenário do comércio exterior. As exportações somaram US$ 5,6 bilhões em 2024, um avanço de US$ 118,4 milhões em relação ao ano anterior, puxado principalmente pelo crescimento nos segmentos de alumínio (+US$ 430,4 milhões) e celulose (+US$ 321,6 milhões). Em contrapartida, as importações caíram para US$ 4,0 bilhões, uma redução expressiva de US$ 880,7 milhões, contribuindo para um aumento no saldo comercial e no volume de movimentação, que alcançou 161,7 milhões de toneladas — crescimento de 3,66%.
No setor interno, o comércio varejista cresceu 5,7%, superando a média nacional de 4,7%. O desempenho foi impulsionado pela ampliação da massa de rendimento da população e pelas condições mais favoráveis de crédito no primeiro semestre do ano. Já o setor de serviços avançou 2,7% no acumulado anual, consolidando sua quarta alta consecutiva — a mais longa sequência de crescimento desde 2012.
Os investimentos também seguiram aquecidos em 2024, especialmente nos setores de energia renovável, indústria e infraestrutura. Entre os projetos de destaque estão a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Bacabeira, a realização de estudos sobre a Margem Equatorial, a possível instalação da Subestação de Graça Aranha e obras voltadas à modernização da infraestrutura portuária e energética.
Com base nesses indicadores, o Imesc estima um crescimento de 3,4% no Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão em 2024, equiparando-se à média nacional. A metodologia utilizada é a do PIB Trimestral, também elaborada pelo instituto e divulgada no início de abril.
Para 2025, a projeção é de continuidade no crescimento, embora com ritmo mais moderado, reflexo das incertezas do ambiente macroeconômico e da recente elevação da taxa Selic para 14,25% ao ano, registrada em março.
A edição completa do Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, com análises sobre o mercado de trabalho, comércio exterior, finanças públicas, inflação e outras variáveis da economia estadual, está disponível no site do Imesc: www.imesc.ma.gov.br.


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