Um esquema que teria movimentado mais de R$ 440 milhões e deixado centenas de vítimas no Maranhão e no Piauí voltou a ser alvo das autoridades nesta semana. A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Extrema Confiança e cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por operar uma suposta pirâmide financeira.
A ação foi realizada de forma conjunta pelas polícias civis do Maranhão e do Piauí, com apoio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
No Maranhão, os mandados foram cumpridos em São Luís e Timon. Na capital, um homem de 28 anos foi preso. Já em Timon, os policiais capturaram outro investigado, de 40 anos.
Segundo as investigações, o grupo atraía investidores com a promessa de rendimentos mensais de até 10% por meio de supostas operações na Bolsa de Valores. Os ganhos apresentados, porém, eram incompatíveis com a realidade do mercado financeiro e serviam para convencer novas vítimas a ingressarem no esquema.
Para dar aparência de legalidade ao negócio, os investigados teriam criado a empresa XTREME TRADE, registrada oficialmente na Junta Comercial do Piauí. A estrutura empresarial era utilizada para transmitir credibilidade e ampliar a captação de recursos.
A apuração aponta que mais de 300 pessoas foram lesadas ao longo de aproximadamente dois anos e meio de atuação do grupo. A movimentação financeira identificada pelos investigadores supera R$ 440 milhões entre créditos e débitos.
As investigações continuam e têm como foco o rastreamento de bens dos envolvidos, a identificação de outros integrantes da organização e a tentativa de recuperação dos valores perdidos pelas vítimas.



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