A disputa pelo Governo do Maranhão em 2026 contará com sete candidatos, mas apenas três deles terão espaço garantido na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O acesso desigual ao horário eleitoral é resultado das regras estabelecidas pela legislação, que vinculam a distribuição do tempo ao tamanho das bancadas federais dos partidos e federações.
Estão na corrida ao Palácio dos Leões André Luís (Missão), Orleans Brandão (MDB), Reginaldo Lima (PCB), Saulo Arcangeli (PSTU), Felipe Camarão (PT), Eduardo Braide (PSD) e Roberto Rocha (PRTB). Com exceção de Roberto Rocha, que oficializou sua candidatura nesta terça-feira (4), todos os demais já haviam sido homologados em convenções partidárias.
Pelas regras do horário eleitoral gratuito, 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos por cada partido ou federação em 2022. Os outros 10% são repartidos de forma igualitária entre as legendas que atendem aos critérios da legislação eleitoral.
Na prática, a divisão beneficia apenas três candidaturas no Maranhão. Orleans Brandão deverá ter o maior tempo de propaganda, impulsionado pela ampla aliança formada por MDB, Republicanos, PDT, PRD, Podemos e outros partidos da base. Felipe Camarão aparece na sequência, sustentado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além do apoio do PSB e da federação PSOL/Rede. Já Eduardo Braide terá um tempo menor, reflexo da composição mais enxuta de sua coligação.
Os demais candidatos — André Luís, Saulo Arcangeli, Reginaldo Lima e Roberto Rocha — não terão participação no horário eleitoral gratuito por não integrarem partidos ou federações com representação suficiente na Câmara dos Deputados para garantir acesso à propaganda.
Outro aspecto que chama atenção é que parte significativa do tempo de televisão ficará sem utilização na disputa estadual. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e o PL, que juntos concentram uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados, não lançaram candidato próprio nem formalizaram coligação para a eleição ao Governo do Maranhão. Com isso, os minutos aos quais essas siglas teriam direito não serão incorporados à propaganda dos candidatos que disputam o Palácio dos Leões.
A distribuição oficial do tempo de rádio e televisão para cada partido e coligação será homologada pela Justiça Eleitoral, definindo a duração exata da propaganda de cada candidatura durante a campanha.



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