Sites e aplicativos de apostas esportivas e jogos on-line deixaram de funcionar no Brasil a partir da meia-noite desta terça-feira, 6. A interrupção encerra as operações das plataformas atingidas pela determinação do governo federal e inicia o processo de devolução do dinheiro que ainda estava disponível nas contas dos apostadores.
Até a tarde de segunda-feira, 5, os usuários mantinham aproximadamente R$ 1,33 bilhão em saldos não sacados nas plataformas. Os valores deverão ser identificados pelo CPF e devolvidos pelas instituições financeiras dentro de um cronograma definido pelo governo.
Os operadores têm até quinta-feira, 8, para encaminhar aos bancos as informações sobre os saldos de cada apostador. Depois disso, as instituições financeiras terão de 9 a 14 de outubro para realizar os pagamentos.
Caso algum valor não seja devolvido dentro desse prazo, o dinheiro será transferido para a Caixa Econômica Federal. A instituição ficará responsável por efetuar posteriormente o pagamento aos apostadores que ainda tiverem recursos a receber.
Com a suspensão, quem tenta acessar grande parte dos sites de apostas encontra uma página de bloqueio ou é direcionado para o domínio público Brasil sem Bets. O endereço reúne informações sobre como solicitar o resgate dos valores e também orientações relacionadas aos riscos associados às apostas on-line.

Algumas plataformas também passaram a exibir comunicados próprios em seus sites e aplicativos, informando os usuários sobre a interrupção dos serviços e os procedimentos relacionados aos valores disponíveis nas contas.
A determinação provocou reação do setor. A Associação Nacional dos Jogos e Loterias classificou a decisão como ilegal e de caráter eleitoreiro e orientou as empresas associadas a não cumprir a determinação.
O encerramento das operações acontece após o governo federal ter estabelecido regras para o funcionamento do mercado de apostas no país. A decisão também acontece em período próximo ao primeiro turno das eleições presidenciais, realizado neste ano.
Com a suspensão dos sites e aplicativos, o foco passa agora para a identificação e devolução dos recursos mantidos pelos usuários. O cronograma estabelece 14 de outubro como prazo final para que as instituições financeiras façam os pagamentos antes da transferência dos valores ainda pendentes para a Caixa Econômica Federal.



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