A Azul Linhas Aéreas confirmou o encerramento definitivo das operações em Barreirinhas, porta de entrada para os Lençóis Maranhenses. A suspensão, que já estava em vigor desde março, agora se torna oficial e sem perspectiva de retorno.
O motivo alegado pela companhia é a baixa lucratividade da rota. A decisão integra o processo de enxugamento de malha iniciado em janeiro, quando a Azul anunciou a suspensão de voos em 12 municípios brasileiros. Desde então, o número de rotas eliminadas já chega a 14 em 2025 — reflexo direto da recuperação judicial em andamento nos Estados Unidos, pelo chamado Capítulo 11.
Em documentos apresentados a investidores, a Azul revelou que o corte de destinos considerados “não rentáveis” deve atingir 53 rotas. A estratégia é concentrar esforços nos principais hubs, em especial o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), considerado o coração logístico da companhia.
A readequação de operações já impacta outros destinos turísticos e regionais. Os voos para Fernando de Noronha, por exemplo, passaram a ser operados apenas a partir de Recife (PE), enquanto Juazeiro do Norte (CE) ficou restrito às conexões com Viracopos. Já em Caruaru (PE), a baixa ocupação levou ao uso de aeronaves de pequeno porte, com apenas nove lugares.
Na época em que anunciou os primeiros cortes, a Azul atribuiu as mudanças à alta do dólar, à crise global na cadeia de suprimentos e à escassez de aeronaves, fatores que pressionaram custos e obrigaram a companhia a ajustar oferta e demanda.
Com o encerramento definitivo da rota para Barreirinhas, um dos principais destinos turísticos do Maranhão perde a ligação direta com a malha aérea nacional.


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