Durante um evento com forte tom de marketing administrativo — e inevitável rito de pré-campanha — o prefeito Eduardo Braide decidiu lançar um desafio público: convidou jornalistas e moradores a apontarem qualquer ponto da cidade onde o asfalto recém-colocado estivesse apresentando buracos provocados pelas chuvas.
E, como costuma acontecer na era das redes sociais, bastaram poucos minutos para que o “desafio” se transformasse em um verdadeiro festival de respostas — com endereço, ponto de referência e, em alguns casos, até tom sentimental.
Um morador escreveu:
“Rua Getúlio Vargas, Vila Brasil, bem no canto da peixeira Penalva…”
Outra moradora foi ainda mais direta:
“Lá no Anil, nessa que você entregou recentemente!”
No Cohatrac, um internauta fez questão de avisar:
“Ei, Braide, aqui na Av. Joaquim Mochel já está soltando…”
Houve também quem reagisse com certa melancolia diante da situação:
“O asfalto da entrada do elevado da Cohab tá começando deformar. Quando olhei fiquei até triste.”
Outro registro que ganhou grande repercussão foi divulgado por um portal maranhense, mostrando buracos surgindo em uma avenida no entorno do Lítero, recentemente inaugurada.

Diante da repercussão e da enxurrada de registros, a Secretaria Municipal de Obras (Semosp) publicou um vídeo para “tentar” esclarecer a situação. Segundo o órgão, os buracos mostrados nas imagens não seriam responsabilidade da Prefeitura, mas sim da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, a conhecida CAEMA.
O episódio contrasta com o discurso frequentemente adotado pela gestão municipal, que tem anunciado o “maior asfaltamento da história”, a “maior obra de todos os tempos” e a “maior drenagem profunda já realizada na cidade”.

O problema é que, ao que tudo indica, as primeiras chuvas também resolveram participar do debate — e acabaram revelando novamente velhos conhecidos do cotidiano urbano: as buraqueiras.
No fim das contas, fica a dúvida: afinal, de quem é o buraco?
INFORMAÇÕES DO BLOG DO MINARD


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