A Justiça determinou a suspensão dos concursos públicos de São José de Ribamar regidos pelos Editais nº 01, 02 e 03/2026. A medida foi tomada após o Ministério Público do Maranhão apontar uma série de inconsistências na aplicação das provas e nos resultados divulgados pelo Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek (IJK), responsável pelos certames.
A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha de São Luís, e interrompe o andamento das próximas etapas dos concursos. Com isso, ficam suspensos procedimentos como prova de títulos, testes de aptidão física, exames, homologações, convocações e posses.
Entre os problemas relatados pelo Ministério Público estão cartões-resposta entregues sem lacre e com marcações impressas em alternativas apontadas como corretas. A Promotoria também identificou divergências na quantidade de cadernos de provas encaminhados para a aplicação dos exames.
A ação cita ainda possíveis falhas na fiscalização dos candidatos, incluindo problemas relacionados ao uso de detectores de metais e relatos de pessoas que teriam deixado os locais de prova levando os cadernos de questões.
Além das ocorrências durante a aplicação das provas, o Ministério Público apontou padrões considerados atípicos nos resultados.
Segundo a ação, houve concentração de candidatos aprovados com vínculos com o município de Itapecuru-Mirim. Entre os casos citados está o de um ex-vice-prefeito da cidade, que teria alcançado o segundo lugar em uma das disputas com 100% de aproveitamento.
A Promotoria também identificou candidatos com vínculos de parentesco com agentes políticos da região que teriam obtido notas máximas e apresentado respostas idênticas.
Outro elemento citado no processo é um relatório técnico apresentado pelo próprio Instituto IJK. Conforme consta na ação, o documento registrou notas elevadas consideradas fora do padrão esperado e a existência de cartões-resposta idênticos entre candidatos que concorriam aos mesmos cargos.



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