Crianças seguem desaparecidas em Bacabal; homem preso por outra denúncia nega envolvimento

As buscas pelas três crianças desaparecidas no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, continuam sem que elas tenham sido localizadas. A Polícia Civil mantém uma força-tarefa na região e apura diversas linhas de investigação para tentar esclarecer o caso.

Durante as diligências, um homem foi detido nesta terça-feira (6) após ser citado em uma denúncia relacionada a outro crime. Ele foi ouvido pelas autoridades e negou qualquer participação no desaparecimento das crianças. Segundo o delegado Renato Aragão, até o momento não há provas que o vinculem diretamente ao sumiço.

De acordo com a polícia, embora não exista confirmação de envolvimento no desaparecimento, o homem — companheiro da avó de uma das crianças — foi apontado por testemunhas como suspeito em um suposto caso de abuso sexual que teria ocorrido no dia 1º de janeiro. O investigado nega a acusação, que segue sendo apurada separadamente.

No fim da tarde de terça-feira, equipes policiais encontraram uma peça de roupa suja nos fundos da residência onde o suspeito mora. O item foi recolhido e encaminhado para perícia, como parte do conjunto de procedimentos adotados na investigação.

As buscas pelas crianças continuam em áreas de mata e também em locais com presença de água, como açudes e um lago nas proximidades do quilombo. Até agora, segundo as equipes, nenhum vestígio foi encontrado que indique o paradeiro dos menores.

Estão desaparecidos os irmãos Ágata Isabelle, de cinco anos, Allan Michael, de quatro, e o primo Anderson Kauan, de oito anos. Conforme relato de familiares, eles sumiram no domingo (4), após saírem de casa para brincar em uma área de matagal.

Para reforçar as operações, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, esteve em Bacabal acompanhando pessoalmente os trabalhos. A ação envolve policiais civis, militares e bombeiros, com apoio de grupos especializados, como o Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural (COSAR), além do uso de cães farejadores.

O Centro Tático Aéreo (CTA) também atua no caso, realizando sobrevoos em áreas de mata e em regiões do entorno do povoado.

O superintendente de Polícia Civil do Interior, delegado Ricardo Aragão, destacou que algumas informações permanecem sob sigilo. Segundo ele, a preservação desses dados é fundamental para não comprometer o andamento das investigações e permitir que as diligências em curso possam levar à elucidação do caso.

Qualquer informação que possa ajudar nas investigações pode ser repassada de forma anônima pelo 181.


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