Delegado afirma que suspeita planejava fugir após agressões e pode responder por outros crimes

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina, no Piauí, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a investigada iria tentar fugir para outro estado quando foi localizada em um posto de combustíveis na capital piauiense, durante uma operação conjunta das polícias civis do Maranhão e do Piauí.

De acordo com a SSP-PI, Carolina estava hospedada na casa de familiares e vinha sendo monitorada pela Polícia Civil. A prisão ocorreu no momento em que ela abastecia o veículo. O delegado Matheus Zanatta afirmou que havia indícios de que a empresária deixaria o Piauí ainda nesta quinta-feira. “O objetivo dela era fugir, provavelmente pra outro estado. Logo depois do fato ela veio para Teresina para pedir abrigo para esse tio que mora em Teresina”, declarou o delegado.

O diretor de Inteligência da Polícia Civil do Piauí, Yan Brayner, também afirmou que a suspeita estava em deslocamento e poderia seguir para o litoral piauiense ou até tentar embarcar em um voo não comercial para Manaus. Segundo ele, o marido e o filho de seis anos da empresária estavam no carro no momento da abordagem.

A defesa de Carolina nega qualquer tentativa de fuga. A advogada Nathaly Moraes afirmou que a cliente estava no Piauí apenas para deixar o filho sob os cuidados de familiares, alegando não possuir rede de apoio no Maranhão.

Além da prisão preventiva já decretada pela Justiça maranhense, Carolina é investigada por tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. A Polícia Civil do Maranhão também apura áudios atribuídos à empresária, nos quais ela relataria agressões contra a vítima e afirmaria que a doméstica “não era para ter saído viva”. A suspeita não reconheceu oficialmente a autoria das gravações e pediu perícia no material.

Após ser transferida para São Luís, Carolina prestou depoimento na Delegacia do Araçagi. Ela afirmou que o anel que motivou a acusação de furto contra a empregada estaria avaliado em R$ 5 mil. A vítima, por outro lado, relatou que continuou sendo espancada mesmo depois de a joia ter sido encontrada em um cesto de roupas.

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como suspeito de participação nas agressões, também foi preso. Em depoimento, ele negou envolvimento nas torturas, embora seja citado na investigação como um dos responsáveis pelas agressões sofridas pela jovem.

A doméstica afirmou à polícia que sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e ameaças de morte dentro da residência onde trabalhava. Segundo ela, durante as agressões, tentava proteger a barriga por causa da gravidez. A jovem também denunciou jornadas exaustivas de trabalho e acúmulo de funções na casa da empresária.

Informações do blog do informante


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