Quatro meses depois da revelação dos áudios dos deputados federais Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior, e o de Diego Galdino, o número 02 do Ministério do Esporte, propondo ‘facilidades jurídicas’ do Supremo Tribunal Federal em troca das prefeituras de Colinas e Barreirinhas, o portal O INFORMANTE tomou conhecimento da existência de novos diálogos via WhatsApp com ameaças e exigências de rendição.
De um dos lados da linha, figura um dos atores do escândalo de outubro de 2025. Desta vez, em vez de exigências paroquiais, a prenda almejada é posto de governador do estado.
O grupo alvo da chantagem se consolaria com uma das vagas do senado e a de vice-governador. Se dividiriam, também, as duas vagas do Tribunal de Contas do Estado até hoje em aberto com processos adormecidos no gabinete do ministro maranhense do STF, Flávio Dino.
O porta-voz do grupo que propõe a barganha reconhece que “Felipe Camarão é tido como um filho para Flávio”, de modo que não seria viável uma terceira via para retomar os Leões.
Dos dois senhores capazes de ‘zerar’ a zanga que se formou nos últimos três anos, um é o autor dos cinco mandamentos emitidos em 2025 (que, se não cumpridos, Brandão seria afastado). Tais ‘mandamentos’ incluiriam a antecipação da renúncia do atual governador e a devolução da pasta estadual da educação ao PT de Felipe Camarão.
O outro é o integrante do supremo gabinete que acolhe todas as judicializações que ameaçam o mandato do atual ocupante do Palácio dos Leões.
Num dos trechos da conversa intimidadora, o interlocutor fala em “faca no peito” e em “não deixar a faca furar”.
Um outro trecho, mais grave ainda, diz o seguinte, exatamente como está no áudio: (…) porque, se a gente não tiver um acordo, essa vaga (do TCE-MA) vai ficar para 2027”.
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