A operação da Polícia Federal na sede da Shekinah House Church nesta segunda-feira traz uma reviravolta nas investigações sobre o pastor David Gonçalves Silva. O Ministério Público do Trabalho entrou após receber denúncias de que os fiéis eram mantidos em regime de escravidão moderna dentro da instituição. Essa nova frente federal se junta ao inquérito da Polícia Civil que já apura crimes de tortura e abusos sexuais cometidos pelo líder religioso que está preso desde o dia 18.
O esquema funcionava atraindo moradores de rua e pessoas em situação de desamparo que acabavam presas em um sistema de obediência absoluta. As vítimas eram forçadas a trabalhar sem descanso e viviam sob uma vigilância constante que impedia qualquer contato com o mundo fora dos muros da igreja. Para garantir que ninguém saísse da linha o pastor impunha regras rígidas como a separação total entre homens e mulheres e a proibição de conversas não autorizadas.
Os relatos que sustentam a investigação são pesados e descrevem surras com rédeas e longos períodos sem comida como forma de castigo.
Segundo a polícia essa violência física era usada estrategicamente para desestabilizar os frequentadores e facilitar a prática de abusos sexuais especialmente contra os homens. Agora com a chegada da Polícia Federal o foco é desmantelar toda a estrutura de exploração humana que funcionava sob o pretexto de ajuda espiritual em Paço do Lumiar.


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